Fintech especializada na recuperação de crédito recebe aporte liderado pela KPTL

A BLU365, fintech especializada na recuperação de crédito, recebeu um aporte liderado pela KPTL, uma das maiores gestoras de Venture Capital do País, acompanhado pela Distrito, Plug and Play e alguns investidores-anjo. O valor não foi divulgado. A empresa também anunciou o lançamento do BLU Cash, novo produto de antecipação dos pagamentos futuros dos consumidores inadimplentes das empresas criado em meio à pandemia de covid-19.

História da BLU365

Fundada em 2015, a BLU365 tem hoje 40 colaboradores e a missão de ajudar as pessoas e as empresas a ficarem no azul todos os dias do ano. A fintech se destaca por usar algoritmos sofisticados para entender a capacidade de pagamento dos consumidores inadimplentes. Seu principal ativo são modelos estatísticos avançados para fazer previsões em relação ao pagamento de dívidas.

Os algoritmos conseguem combinar probabilidades para responder questões sobre os perfis de cada cliente. Mais de 100 modelos de aprendizagem de máquina (machine-learning, em inglês) são empregados diariamente e 75% de toda a operação é totalmente automatizada e regida pelos algoritmos.

BLU Cash

O BLU Cash nasceu após a companhia perceber que muitas empresas clientes estavam precisando de liquidez imediata para enfrentarem a crise provocada pelo novo coronavírus e o aumento de inadimplência. Assim, passou a oferecer a grandes e médias empresas alternativas de funding e melhorias na qualidade de seu caixa.

Para Renato Ramalho, CEO da KPTL, essa versatilidade e compreensão dinâmica do mercado são alguns dos diferenciais da nova investida, a 52a no portfólio da gestora. “A BLU365 é uma fintech de alma, que transparece em seu DNA toda a inovação movida pela tecnologia para o mercado financeiro. Um histórico tão sólido, com um empreendedor maduro liderando a companhia tornam esse ativo, de fato, muito interessante. Um investimento certeiro”, exalta Ramalho.

O BLU Cash é um produto ajustado para a realidade vivida por muitas empresas atualmente. O ritmo em que se dará a retomada da economia traz muitas incertezas para os gestores e empresários. Entre o aumento do desemprego e da inflação de um lado e o início da vacinação de outro, a única certeza é de que 2021 trará muitos desafios para a saúde financeira das empresas.

“Somos uma fintech e utilizamos algoritmos sofisticados que entendem o comportamento dos consumidores e a sua capacidade de pagamento. Assim, podemos precificar rapidamente a carteira e gerar liquidez imediata para as empresas. Os diferenciais são a velocidade e o foco para chegar a um preço justo. A modelagem financeira é transparente, com premissas e cenários em acordo com as empresas”, complementa Alexandre Lara, CEO da fintech.

O que dizem os investidores

“O mercado de crédito não performados cresceu muito nos últimos anos, mas de forma ineficiente e longe das tecnologias hoje disponíveis. Isso gerou uma grande oportunidade para quem conhece bem este mercado e a BLU365 está extremamente bem posicionada para utilizar sua plataforma de dados e inteligência para gerar valor aos clientes, investidores e acionistas”, acredita Gustavo Gierun, co-fundador do Distrito.

Hoje, a BLU365 tem mais de 55 milhões de clientes com comportamentos conhecidos, ou seja, mais de 200 mil famílias resolvendo seus problemas financeiros por meio da plataforma mensalmente. De acordo com Andrea Sanchez, diretora da Plug and Play no Brasil, Alexandre Lara entendeu a ineficiência operacional no relacionamento com os clientes endividados.

“Do ponto de vista do Plug and Play, a BLU365 se destaca por oferecer uma solução inovadora para empresas que enfrentam o enorme desafio de cobrar dívidas. E também por entender o comportamento do usuário endividado, utilizando a tecnologia para focar na análise da propensão de cada cliente nos canais digitais. Assim, oferece uma abordagem mais ativa do cliente, aumentando assim as probabilidades de reembolso”, detalha Sanchez.

Além de fundos de Venture Capital, esta rodada conta com investidores-anjo, como Eduardo Guimarães, economista com mais de 20 anos de carreira em Investment Banking no Brasil e no exterior, com passagens pelo Itaú BBA, BofA, Goldman Sachs e UBS. “Investi na BLU pois identifiquei nela um ângulo diferenciado para participar do mercado de recuperação de crédito que, como sabemos, é enorme e bastante ineficiente. Acredito que a aplicação de inteligência artificial pode criar um novo paradigma neste setor”, opina.

“As empresas que procuram o BLU Cash não eram atendidas pelas empresas tradicionais e buscam alternativas inovadoras no mercado”, diz Lara. Segundo ele, o modelo de atuação é inovador e único no mercado. “Nosso objetivo é compartilhar com nossos clientes os benefícios de nossa eficiência operacional baseada em Data Science. Queremos estabelecer uma relação de longo prazo com eles. Da mesma forma que, há anos, temos ajudado os consumidores a pagar seus débitos e a reassumir o controle de sua vida financeira, agora queremos ajudar as empresas a ficarem no azul, nos 365 dias do ano”, explica ele.


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