A empresa de tecnologia Nelogica, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, foi avaliada em mais de R$2,9 bilhões em sua primeira rodada de captação, de R$550 milhões, liderada pelas gestoras Crescera e Vulcan Capital. As informações foram divulgadas pelo site Brazil Journal. Quando procurada, a fintech não comentou o assunto.

Fundada em 2003 pelos amigos de infância Marcos Boschetti e Fabiano Kerber, a Nelogica nasceu para democratizar o acesso do investidor amador à bolsa. Pagando uma assinatura mensal, o cliente consegue ver em tempo real as cotações das principais bolsas do mundo na plataforma da empresa, chamada Profit.

Com o passar dos anos, a empresa se especializou também no segmento corporativo. Ela provê operações móveis para os clientes de bancos e corretores, cuidando da infraestrutura e servidores. Durante a pandemia, impulsionada pela queda na taxa básica de juros e os novos investidores na bolsa, a fintech acelerou seu crescimento, que já era de cerca de 100% ao ano nos últimos três anos.

Em participação no Fórum Respostas Capitais, organizado na sede do Grupo RBS em 2019, o presidente Marcos Boschetti disse que a empresa recebia propostas “tentadoras” todas as semanas, mas que só faria algum negócio por motivos estratégicos. Como a empresa se estruturou sem aportes, estava acostumada a ter uma disciplina com o caixa e sempre deu lucro.

Um investimento agora pode ajudá-la nos seu processo de internacionalização começado em 2019. As gestoras que lideraram a rodada podem contribuir para a operação.

A Crescera, que é a antiga Bozano Investimentos (fundada nos anos 80 por um grupo de sócios que incluiu o atual ministro da Economia, Paulo Guedes), investe em companhias como PasseiDireto e Konduto. Já o Vulcan Capital é um family office americano criado pelo falecido fundador da Microsoft, Paul Allen. No Brasil, o fundo investe nos unicórnios Loft e Wildlife, além da fintech Neon.

* Por Exame.com