Com o objetivo de fortalecer o setor pet e trazer inovação para a área, as empresas Pet Booking, plataforma de marketplace para agendamento online de serviços como banho e tosa e consultas veterinárias, e o Grupo Brasil Pet, responsável pelas franquias Petland e Dra. Mei, anunciaram a fusão de suas operações.

Com cerca de 17 mil petshops e clínicas veterinárias cadastrados na plataforma, a Pet Booking foi fundada em 2016 a partir de uma dificuldade pessoal do fundador Robert Dannenberg. Com uma viagem marcada, o empreendedor esqueceu de agendar um banho e foi lembrado à noite por sua esposa. Após algumas pesquisas, sem retorno, em busca de agendamento online, ele descobriu que tanto o petshop em que costumava ser cliente, bem como outros petshops e clínicas veterinárias, não possuíam um processo automatizado, mantendo a agenda em papel e sem informações relevantes como os dados dos clientes.

Foi nessa época que aconteceu o primeiro encontro entre Robert e Rodrigo Albuquerque, CEO do Grupo Brasil Pet. “Neste percurso conheci a primeira loja da Petland, onde o Rodrigo me recebeu, apresentou o conceito deles, as inovações que estavam trazendo para o mercado pet e isso me encantou. Fiz uma viagem para os EUA para entender se já existia uma solução lá fora, e após uma longa peregrinação eu não localizei nenhuma solução”, relembra.

Robert conta que a Pet Booking funciona como um marketplace para a localização de petshops e clínicas veterinárias voltado aos clientes finais (B2C) e o SaaS – Software as a service, para os petshops e clínicas veterinárias (B2B).

Robert Dannenberg, CEO e fundador da Pet Booking. Foto: Cris Berger

Durante esses 4 anos, a empresa recebeu mais de R$ 5 milhões vindos da Bossa Nova Investimentos e investidores-anjos. Sobre os desafios enfrentados ao longo desse tempo, o empreendedor ressalta o constante desenvolvimento das evoluções tecnológicas e a dificuldade em encontrar o modelo comercial que melhor se adequasse ao mercado pet.

Nos meses iniciais de pandemia, Robert conta que a empresa também passou por alguns desafios como o fechamento de petshops e clínicas veterinárias de seus clientes até o recorde nas vendas de serviços. Isso trouxe impactos iniciais no seu faturamento, mas que, segundo ele, devem ser recuperados no próximo trimestre.

Sobre a fusão e a aproximação entre as empresas, Robert diz que aconteceu naturalmente. “Tínhamos uma grande base de clientes da rede Petland, uma grande empatia entre as lideranças, e objetivos de crescimento comuns. Além disso percebemos uma tremenda sinergia de negócios, onde a tecnologia associada a uma grande rede de lojas faz todo sentido”, destaca.

Inicialmente, a operação não mudará nada em ambas empresas. Robert explica que o principal objetivo da fusão é a busca pelo crescimento do setor. “Percebemos que ninguém estava se preocupando com legitimidade junto aos pequenos do setor, logo desenvolvemos um modelo bastante inovador e com muitos benefícios para eles”, destaca.

O empreendedor conclui falando sobre os próximos passos da empresa. “Estamos desenvolvendo algumas soluções bastante inovadoras para as clínicas veterinárias, novas formas dos fabricantes se comunicarem com seus clientes (petshops e clínicas veterinárias) e um banco digital para atender a todo nosso ecossistema.

O setor, que encerrou 2019 com um faturamento de R$ 22,3 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), deve fechar este ano com um faturamento de R$ 40 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Pet Brasil.