A fintech Trigg, após 3 anos de sua fundação, foi vendida para a Vector, fundo de investimento da Omni Financeira. Os fundadores Marcela Miranda e Guilherme Müller agora se dedicarão aos demais negócios do seu Grupo, criado há alguns anos por eles.

A Vector, sócia majoritária, passa a assumir integralmente a startup. “A Trigg se mostra um ativo importante para nós, com grande potencial de realização de ganhos. É um case de sucesso, o que nos encorajou nos últimos anos a investir em outras startups”, afirma Tadeu Silva, sócio da companhia.

“Estávamos buscando investidores para acelerar ainda mais o crescimento da Trigg e reforçar a imagem de primeira opção do público jovem para cartão de crédito. Com os excelentes resultados de 2019, fomos surpreendidos por uma proposta dos investidores da Vector para a aquisição de 100% do negócio”, diz Marcela, sem revelar o valor da venda.

Crescimento 

Em três anos, a Trigg alcançou a marca de mais de dois milhões e meio de cartões de crédito solicitados. O crescimento da fintech e a rápida projeção de sua marca renderam diversas comparações ao Nubank, um concorrente que já brilha globalmente com o status de importante unicórnio brasileiro.

Desde o início, a Trigg apostou no modelo de cashback agressivo (até 1,3%), mantendo a cobrança de anuidade, contrariando a tendência de mercado no momento de seu lançamento. “As pesquisas mostravam que o consumidor não se incomodava em pagar anuidade, desde que entendesse que existiam outros benefícios, como um limite maior e conexão com o que acreditava.  E foi isso que fizemos ao longo do tempo, focamos em fazer com que a experiência valesse a pena, implementamos cashback, imersão no mundo geek com descontos, eventos e várias ações, e dessa forma a anuidade passou a ser um detalhe”.

O objetivo da Vector é seguir com o crescimento sólido da Trigg, reforçando a conexão da marca com seus clientes. Por isso, a liderança de tecnologia segue com um dos fundadores, Alexandre Pereira. Na mesma linha, a posição de CEO será ocupada por Wellington Alves, que até agora ocupava a Diretoria de Riscos.

Da Trigg para novos negócios

Depois de conseguir provar o modelo de criação de uma marca com forte conexão com seu público e rápido crescimento, os sócios Marcela e Guilherme passam a se dedicar a seus outros negócios.  O grupo de empresas, fundado em 2010, passará para uma nova fase e ganhará o nome de ‘Seastorm’, mantendo o foco no investimento em empresas com base tecnológica.

De acordo com Marcela, as empresas em que investiram nos últimos anos também se desenvolveram muito, com crescimento agressivo e parcerias com players estratégicos: “Todos os empreendedores do grupo acreditam que o modelo de plataforma tecnológica, combinando o uso de dados para interpretar a jornada do cliente e um time excepcional, é chave para o sucesso”.

Além das oportunidades que envolvem as empresas que hoje já estão no seu grupo, Marcela antecipa que, com a venda da Trigg, também pretende avaliar outras possibilidades de investimento: “Atuamos como Venture Builder, nos conectando a empreendedores para idealizar projetos baseados em tecnologia e inovação, usando todo o conhecimento e experiência de pessoas que criaram um ecossistema de empresas rentáveis e escaláveis”, finaliza