A Pi, plataforma aberta de investimentos do Grupo Santander, e a ComDinheiro, principal empresa de tecnologia e dados do mercado financeiro brasileiro, acabam de lançar o taxômetro da indústria de fundos de investimentos do Brasil.

Apesar do surgimento de muitas fintechs e corretoras digitais nos últimos anos, as taxas do mercado de fundos continuam altas, girando em torno de 2% e com o rebate médio de 40%.

Lançada em março do ano passado, a Pi foi a primeira corretora a devolver em forma de cashback, através do seu programa de Pontos Pi, metade do rebate, ou seja, 20% de toda taxa de administração.

“Como não temos intermediário, devolvemos para o investidor o que ele pagaria, caso tivéssemos. A devolução causa surpresa, pois a remuneração dos intermediários hoje é pouco transparente e o cliente muitas vezes paga sem saber. Como as corretoras digitais na maioria dos casos também atuam com intermediários, os preços dos produtos financeiros com ou sem eles até então eram os mesmos. Viemos mudar esse jogo, trazendo maior transparência e retorno. Se o cliente quiser comprar online, sem intermediário, ele vai pagar 20% a menos, o que já ocorre em todos os outros mercados”, afirma o CEO Felipe Bottino.

O objetivo do taxômetro, que pode ser acessado através do site, é permitir que o investidor saiba o quanto ele paga a mais para a indústria de fundos. “Hoje, comprar um produto financeiro com ou sem intermediário tem o mesmo custo para o investidor e não deveria ser assim. Nós estamos devolvendo parte do que seria o nosso ganho para o cliente, por meio de Pontos Pi que são conversíveis em dinheiro, e ele poderá utilizar como quiser. Se toda a indústria fosse igual a Pi, só em 2019 o investidor teria economizado R$ 6.535.435.591,26”, ressalta o executivo. Em 2020, o valor já ultrapassa R$ 259 milhões.

“Toda iniciativa que vise aumentar a transparência na indústria de investimentos é bem vinda. O Taxômetro é didático em demonstrar que bilhões em Taxa de Administração são usados para remunerar serviços que o investidor talvez não precise”, afirma Rafael Paschoarelli, sócio da ComDinheiro.