* Por Leandro Akio A corrida pela inteligência artificial nas empresas já não gira em torno da adoção da tecnologia. O debate mudou de lugar. A questão agora é como incorporar sistemas cada vez mais autônomos sem comprometer qualidade, segurança e confiabilidade. Em engenharia de software, essa discussão se tornou urgente porque a velocidade promovida pela IA é real. O problema é que acelerar processos não significa necessariamente produzir melhores resultados. Sem critérios claros de governança, o ganho de produtividade pode se transformar rapidamente em uma nova fonte de risco operacional. Segundo a MIT Sloan Management Review, 39% das empresas…
Autor: Convidado Especial
* Por Rafael Scaccabarozzi O maior risco para uma corporação madura não é a disrupção do mercado, mas a sua própria inércia. O medo de errar frequentemente compromete o futuro do negócio, e a paralisia tem um custo elevado. Se esse medo impede o progresso, o antídoto prático é a agilidade. Em conversas com outros executivos, tenho percebido que a pergunta mudou: já não debatemos se vamos transformar a operação, mas como trazer o ritmo e a ousadia de uma startup para o negócio sem perder a governança de uma grande corporação. A solução exige romper um antigo paradigma corporativo.…
* Por Emerson Carrijo, CEO da C&M Executive O crescimento da demanda por cursos rápidos não é apenas um reflexo da mudança de comportamento do aluno. É, principalmente, um efeito direto de um ambiente onde decisões são tomadas com menos tempo, mais comparação e menor tolerância à fricção. No setor educacional, isso cria um ponto crítico: o intervalo entre o primeiro contato e a perda do aluno nunca foi tão curto. Dados consolidados de comportamento digital indicam que leads atendidos nos primeiros 5 minutos têm até 21 vezes mais chance de conversão em comparação com aqueles respondidos após 30 minutos…
* Por Maurício Alarcon Durante anos, os bancos investiram bilhões para digitalizar suas operações. Aplicativos substituíram agências, processos migraram para o ambiente online e novos canais ampliaram o acesso aos serviços financeiros. Essa transformação trouxe ganhos importantes de eficiência, mas também tornou mais fácil para o cliente trocar de instituição, já que uma pessoa pode concentrar investimentos em um banco, utilizar o cartão de crédito de outro, contratar crédito em uma fintech e realizar pagamentos por diferentes plataformas. Isso significa que para conquistar espaço na rotina dos clientes, os bancos precisam entregar experiências personalizadas. O consumidor atual espera que sua…
* Tony Tascino A IA não está apenas acelerando o desenvolvimento. Está eliminando a duração da vantagem competitiva. O que antes durava anos, hoje dura meses. Em breve, semanas. Desenvolvimento de software, análise de dados e criação de novos serviços, atividades que antes consumiam ciclos inteiros, hoje acontecem em fração do tempo. Essa aceleração muda profundamente a dinâmica competitiva do mercado. Se antes uma inovação podia garantir vantagem competitiva por anos, hoje novas ideias podem ser rapidamente copiadas, adaptadas e melhoradas por outros atores. Diante disso, a vantagem competitiva deixa de estar em uma inovação isolada e passa a residir…
* Por Eduardo Garcia A evolução dos meios de pagamento deixou de ser impulsionada apenas por avanços tecnológicos, segurança ou redução de custos. Embora esses fatores continuem essenciais, a forma como o usuário interage com as soluções financeiras passou a ser determinante para sua adoção. Em um mercado cada vez mais competitivo, vence quem consegue transformar operações complexas em experiências simples, rápidas e intuitivas, tornando a tecnologia praticamente invisível para quem a utiliza. O sucesso do Pix talvez seja o maior exemplo disso. Sua popularização não aconteceu apenas pela inovação tecnológica, mas porque eliminou etapas, reduziu burocracias e transformou uma…
* Por Fernando Dulinski A melhor infraestrutura de cibersegurança do mundo pode ser neutralizada em segundos por um único clique desatento. À medida que as defesas tecnológicas se tornam mais robustas, os criminosos digitais mudam o alvo: a porta de entrada mais estratégica para as invasões em 2026 não está nos sistemas, mas nas pessoas. Golpes baseados em engenharia social, phishing hiperpersonalizado e deepfakes capazes de simular vozes em reuniões corporativas mostram que os criminosos entenderam algo crucial: a porta de entrada mais estratégica está nas pessoas. A inteligência artificial elevou o nível de sofisticação dos golpes e reduziu drasticamente…
* Por Jorge Seiti Independente do setor de atuação, cada vez mais as empresas precisam conectar várias operações. A agroindústria, por exemplo, tem o desafio de adotar soluções IoT e M2M (machine to machine) em suas fazendas, conectar fábricas, escritórios, operações de logística terrestre, terminais marítimos no Brasil e em alguns casos até em outros países. O que já é um trabalho complexo de implantação e manutenção por envolver diferentes soluções como fibra ótica, 4G/LTE, 5G, conexão satelital, pode ser ainda mais difícil conforme o número de integradores aumenta e cada um é responsável por uma operação. Uma forma de…
* Por Manuel Beaudroit, cofundador e CEO de belo Os jovens de hoje estão vivendo uma realidade financeira profundamente digital. Nascidos em um mundo conectado, acostumados a resolver praticamente tudo pelo celular, eles, naturalmente, têm construído uma relação diferente com o dinheiro em comparação às gerações passadas. Mais do que consumidores de novas tecnologias, são usuários de uma nova infraestrutura financeira. Uma infraestrutura que é global, instantânea e cada vez mais digital. Para se ter ideia, segundo o Raio X do Investidor Brasileiro 2025, da Anbima, apenas 13% dos jovens entre 16 e 29 anos investem na caderneta de poupança.…
* Por Igor Senra, CEO e cofundador da Cora Em um evento como o Web Summit Rio, é natural que boa parte das conversas gire em torno das próximas grandes tecnologias. Inteligência artificial, automação, agentes, dados e novas infraestruturas aparecem como assuntos capazes de transformar mercados inteiros. No painel em que participei na edição deste ano, levei uma preocupação que já faz parte da minha visão sobre o futuro das pequenas e médias empresas – a próxima grande inovação para esse público não será necessariamente ter mais ferramentas à disposição. Será ter menos complexidade para administrar. Essa diferença importa, pois…









