* Por Lígia Lopes A biometria facial se consolidou como símbolo da digitalização do sistema financeiro brasileiro. A abertura de contas ficou mais rápida, a experiência do usuário melhorou e as exigências de identificação passaram a ser atendidas de forma prática. O problema é que eficiência operacional não significa, necessariamente, proteção contra fraudes. Existe hoje um paradoxo no onboarding financeiro: a tecnologia mais associada à conformidade regulatória não é, necessariamente, a mais eficaz para identificar riscos. Segundo análises da Serasa Experian, 56% das fraudes detectadas no mercado financeiro brasileiro são identificadas por inconsistências cadastrais, como informações incompatíveis de renda, endereço…
Autor: Convidado Especial
* Por Gerson Soares Em 2026, o marketing de conteúdo atingiu um ponto de inflexão silencioso. Nunca se produziu tanto, nunca se publicou com tanta frequência e nunca foi tão fácil escalar volume. Ainda assim, os resultados médios mostram outra direção. A crença dominante – de que produzir mais gera crescimento – começa a revelar suas limitações. Existe um limite invisível nessa equação, e ele não está no volume, mas no engajamento. Nos últimos anos, vimos a consolidação de uma cultura orientada à produção contínua. Com a inteligência artificial reduzindo drasticamente o custo de criação e as plataformas premiando frequência,…
* Por Maria Teresa Fornea O mercado ficou obcecado em tentar prever quais profissões vão desaparecer com a revolução da inteligência artificial, quem será substituído e quantas (poucas) pessoas serão necessárias para operar as empresas do futuro. Mas, apesar de legítimas, está cada vez mais claro que talvez essas perguntas não sejam as mais relevantes para quem quer realmente entender essa transformação. Essa divergência acontece por causa de um pressuposto silencioso que muitas organizações ainda carregam de que a transformação tecnológica de verdade é algo exclusivo para quem tem um time de engenharia robusto, orçamento alto e anos de planejamento.…
* Por Kassio Seefeld Em abril de 2019, três sócios fizeram a primeira transação de uma empresa que ninguém conhecia. Sem investidor. Sem pitch deck. Sem rodada seed. Sem mentor com cheque. Sem aceleradora. Sem nada além de uma ideia, um mercado enorme e a decisão de construir com o próprio dinheiro. Bootstrap growth é o nome bonito para acordar todo dia sabendo que o combustível da sua empresa vem do seu cliente, não de um fundo. Significa crescer uma companhia com o dinheiro que a própria operação gera. Não tem investidor definindo sua rota. Não tem board pedindo relatório…
* Por Thais Sterenberg Quando um investidor senta para avaliar uma startup, ele não olha apenas para o produto ou para o potencial de mercado. Ele tenta entender se a empresa sabe o que está acontecendo dentro dela, se consegue prever o que vem pela frente e se tem controle suficiente sobre a receita para justificar o capital que vai receber. E para que isso aconteça, a qualidade dos dados tem um peso extra. O problema é que a maioria das startups chega a uma rodada com dados fragmentados, espalhados entre CRM, planilhas, conversas de WhatsApp e memória do time…
* Por Walney Barbosa A percepção dos brasileiros sobre a economia parece, à primeira vista, contraditória. Enquanto apenas 30% afirmam confiar na economia do país atualmente e somente 32% demonstram confiança no sistema financeiro, dois em cada três brasileiros (67%) acreditam que sua situação financeira será melhor nos próximos 12 meses. O dado faz parte do estudo Principalidade Bancária 2026, realizado pela Okiar Intelligence com mais de dois mil consumidores bancarizados em todo o Brasil. Mas essa aparente incoerência revela, na verdade, uma importante mudança na forma como os consumidores enxergam seu próprio futuro financeiro. Cada vez menos, a percepção…
* Por Leandro Akio A corrida pela inteligência artificial nas empresas já não gira em torno da adoção da tecnologia. O debate mudou de lugar. A questão agora é como incorporar sistemas cada vez mais autônomos sem comprometer qualidade, segurança e confiabilidade. Em engenharia de software, essa discussão se tornou urgente porque a velocidade promovida pela IA é real. O problema é que acelerar processos não significa necessariamente produzir melhores resultados. Sem critérios claros de governança, o ganho de produtividade pode se transformar rapidamente em uma nova fonte de risco operacional. Segundo a MIT Sloan Management Review, 39% das empresas…
* Por Rafael Scaccabarozzi O maior risco para uma corporação madura não é a disrupção do mercado, mas a sua própria inércia. O medo de errar frequentemente compromete o futuro do negócio, e a paralisia tem um custo elevado. Se esse medo impede o progresso, o antídoto prático é a agilidade. Em conversas com outros executivos, tenho percebido que a pergunta mudou: já não debatemos se vamos transformar a operação, mas como trazer o ritmo e a ousadia de uma startup para o negócio sem perder a governança de uma grande corporação. A solução exige romper um antigo paradigma corporativo.…
* Por Emerson Carrijo, CEO da C&M Executive O crescimento da demanda por cursos rápidos não é apenas um reflexo da mudança de comportamento do aluno. É, principalmente, um efeito direto de um ambiente onde decisões são tomadas com menos tempo, mais comparação e menor tolerância à fricção. No setor educacional, isso cria um ponto crítico: o intervalo entre o primeiro contato e a perda do aluno nunca foi tão curto. Dados consolidados de comportamento digital indicam que leads atendidos nos primeiros 5 minutos têm até 21 vezes mais chance de conversão em comparação com aqueles respondidos após 30 minutos…
* Por Maurício Alarcon Durante anos, os bancos investiram bilhões para digitalizar suas operações. Aplicativos substituíram agências, processos migraram para o ambiente online e novos canais ampliaram o acesso aos serviços financeiros. Essa transformação trouxe ganhos importantes de eficiência, mas também tornou mais fácil para o cliente trocar de instituição, já que uma pessoa pode concentrar investimentos em um banco, utilizar o cartão de crédito de outro, contratar crédito em uma fintech e realizar pagamentos por diferentes plataformas. Isso significa que para conquistar espaço na rotina dos clientes, os bancos precisam entregar experiências personalizadas. O consumidor atual espera que sua…









