Fundada em abril, a startup Loopi anunciou a sua primeira rodada de investimentos, de US$ 5 milhões. O aporte foi liderado pela Monashees e contou com a participação da firma de venture capital Canary, dos fundos One.vc e GFC, bem como de um grupo de investidores-anjo, que inclui nomes como Hans Tung, sócio do fundo americano GGV Capital, e Sebastián Mejía e Simon Borrero, fundadores do Rappi.

”Hoje, cada vez mais gente está nas redes sociais, encontrando novos produtos e prestando atenção em criadores de conteúdo, mas a experiência é incompleta, porque não dá para descobrir e comprar em um lugar só, em um processo fluido e com entrega rápida das encomendas. Queremos resolver esse problema, ajudando também as marcas a encontrarem consumidores, e auxiliando os criadores de conteúdo a monetizar seu trabalho de uma forma diferente”, explica Ricardo Bechara, CEO da Loopi.

Uma nova forma de consumir conteúdo, descobrir marcas e comprar produtos em um só lugar, misturando o entretenimento das redes sociais e a praticidade do e-commerce. Essa é a ideia por trás do social commerce, conceito que já é tendência na China e está chegando à América Latina pelas mãos da recém-fundada startup Loopi.

A plataforma já conta com mais de 5 mil produtos para a curadoria dos creators e pretende utilizar os recursos para expandir ainda mais sua atuação, atraindo mais marcas e criadores de conteúdo. “Somos mais do que só uma rede social com um carrinho de compras: estamos construindo uma tecnologia robusta para permitir a integração entre os lojistas e os criadores de conteúdo, em que todos tenham estatísticas ao alcance das mãos sobre como o negócio dá certo”, diz Bechara. Outro foco da empresa está em contratações, especialmente nas áreas de produto e tecnologia.

Uma experiência que mistura vídeo, varejo, lives, criadores de conteúdo e marcas.

Usar o aplicativo da Loopi é muito simples: ao abrir o app, o usuário se depara com um feed infinito de vídeos, com criadores de conteúdo mostrando seus produtos favoritos das marcas parceiras. Um botão mostra quais são os itens presentes nas imagens — se o usuário gostar, bastam alguns cliques para inseri-lo no carrinho, pagar e encerrar a transação. Há ainda áreas dedicadas no app para os pedidos e para explorar novas seções, indo além do que o algoritmo sugere para o usuário.

Para o CEO da Loopi, existe uma oportunidade imensa de preencher diferentes vácuos no mercado. Um é o dos criadores de conteúdo: apesar do Brasil ter milhões de pessoas dedicadas a divulgar suas ideias nas redes sociais, apenas uma fração delas fatura com isso. Outro é o varejo online: apesar do avanço digital por conta do período de quarentena, a penetração do e-commerce no Brasil gira em torno de 10% do mercado, dependendo do setor. Globalmente, a fatia do comércio eletrônico dentro do varejo é de 19%, segundo dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

E por falar em setores, a Loopi já nasce como uma empresa multi-categorias, trazendo produtos de moda, beleza e decoração, de olho em diferentes públicos. “Queremos construir uma experiência que tenha a cara da América Latina, não algo importado, e que seja para todo mundo, não só para um nicho de usuários. Além disso, queremos criar uma maneira das pessoas comprarem no universo social, mas receberem tudo no real”, afirma Bechara. “Também queremos dar a possibilidade de cada vez mais pessoas ganharem dinheiro fazendo o que gostam, dividindo suas criações nas redes e permitindo o surgimento de novos rostos.”

“Temos estudado bastante o tema do social commerce, que une muitas coisas que os brasileiros adoram: vídeos, redes sociais, influencers e consumo. Os fundadores da Loopi têm uma abordagem poderosa para atacar essa tremenda oportunidade”, diz Carlo Dapuzzo, partner da monashees. Na visão de Marcos Toledo, sócio do Canary, a expertise dos fundadores e a visão de longo prazo foram fatores que atraíram sua atenção. “O trabalho que Bechara, Felipe e Cesario desenvolveram ao longo da última década em diferentes empresas e as habilidades que eles demonstraram nesse período são bases muito sólidas para que a Loopi se torne um negócio gigante em toda a região”, diz ele.

Para os próximos meses, as metas da Loopi são ambiciosas. “Queremos desenvolver, aqui no Brasil e para toda a América Latina, um produto que coloque os criadores de conteúdo no centro das atenções”, diz Bechara. “Também almejamos construir um time robusto de tecnologia para nos ajudar a fazer a integração mais fluida o possível entre a demanda dos usuários, a disponibilidade dos creators e a oferta das marcas que acreditam no nosso trabalho”, diz Cesario Martins, que lidera as áreas de produto e tecnologia da empresa.

Foto de destaque: Cesario Martins, Felipe Brasileiro e Ricardo Bechara, fundadores da Loopi. Crédito: Tiago Queiroz/Loopi


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