Sabrina Sato investe em startup de live commerce

A apresentadora Sabrina Sato tem uma vocação que extrapola os sets de TV. Ela vem nutrindo uma forte veia empreendedora desde que participou do Big Brother Brasil há 18 anos. Como mulher de negócios, seu olhar está voltado para diversificar cada vez mais o portfólio de empresas nas quais ela investe, direcionado em três pilares: tecnologia, inovação e execução.

E um dos novos negócios nos quais Sabrina está entrando como sócia-investidora é de um mercado que está em larga expansão no mundo: o live commerce, conhecido também como shopstreaming ou live shop, que tem como foco promover a venda de produtos em um mesmo ambiente virtual, mesclando entretenimento, conteúdo relevante e consumo em tempo real.

A empresa escolhida tem DNA brasileiro e trouxe essa nova tendência para o País: a startup Mimo Live Sales, pioneira no live commerce na América Latina. Fundada pelas executivas Monique Lima, Etienne Du Jardin e Angel Vasconcelos, a empresa nasceu em plena pandemia, em junho de 2020, e tem como objetivo democratizar esse formato de vendas no Brasil. O valor do investimento não foi divulgado.

CEOs da Mimo da esquerda para direita: Monique Lima, Angel Vasconcelos e Etienne Du Jardin.

O que mais chamou a atenção de Sabrina para investir na Mimo foi o tamanho do mercado de live commerce na China e o potencial de crescimento desse tipo de canal de venda no Brasil. “A Mimo é uma empresa muito promissora, que está trazendo ao Brasil um modelo de vendas que movimenta bilhões na Ásia”, ressalta a empresária.

Com um olhar bastante atento, Sabrina também pensou em uma outra estratégia importante nesse investimento na startup: cruzá-lo com outro negócio da Sato Rahal, empresa gerida pelos seus irmãos Karina e Karin – que também fazem parte dessa nova empreitada – que é o agenciamento de influenciadores.

“O mercado de live commerce também movimenta os negócios de influenciadores. Eles podem ser hosts (ou apresentadores) em live commerce promovidos pelas marcas ou ainda utilizarem a plataforma para criar novas formas de engajamento com empresas e seguidores em seus perfis pessoais, levando a uma experiência de compra em tempo real daqueles itens desejo que postam em suas redes”, destaca Karina Sato.

Mimo: pequena, porém bastante notável

Sabrina Sato faz parte de um rol de importantes nomes que compõem o grupo de investidores da startup. Em sua primeira rodada de negócios, a Mimo captou mais de R$ 2 milhões de investidores – especialistas em diversas áreas, desde marketing, finanças, e-commerce, marketing de influência, Big Data e inovação. Fazem parte deste pool o publicitário Nizan Guanaes, os experts mundiais em live commerce Mark e Zoe Yuan, Camila Salek da Vimer, entre outros nomes de peso.

Apesar da pouca idade, a Mimo foi escolhida por diversas marcas internacionais para fazer sua primeira experiência com o live commerce, como Johnson & Johnson, Givenchy, Grey Goose, Dolce & Gabanna, L’Occitane, entre outras. Hoje, a startup conta com mais de 400 marcas catalogadas em sua plataforma.

Para trazer o live commerce para o Brasil, a Mimo foi buscar referências no mercado chinês, considerado a grande potência dessa atividade no mundo, e “tropicalizou” o seu funcionamento para a cultura brasileira. “Os brasileiros têm um padrão de consumo diferente dos chineses, por isso fizemos algumas adaptações”, diz Monique Lima, CEO da startup.

Segundo ela, a Mimo pretende simplificar o trabalho das marcas que querem se relacionar com os consumidores pelo live commerce. “Para fazer uma live, a empresa precisa somente cadastrar seus produtos, marcar o evento e colocar um vendedor ou influenciador para apresentá-lo ao público”.

A startup participa de todo o processo da live, desde a criação do roteiro, escolha do influencer ou apresentador, e ainda compartilha dicas para um evento de sucesso. A criação das lives é gratuita, mas a plataforma recebe uma comissão sobre as vendas – o chamado “take rate”.

A base do live commerce tem a combinação de dois ingredientes importantes: entretenimento e comércio. “A MIMO trabalha com um modelo de negócios mais pessoal que o digital pode oferecer. O live commerce oferece uma experiência de compra próxima, na qual o cliente assiste a live, tira dúvidas sobre os produtos no chat com o apresentador e finaliza a compra, tudo em uma única tela”, destaca a CTO da startup Angel Vasconcelos.

Para as marcas, um dos pontos altos deste tipo de canal é o potencial de taxa de conversão de vendas, que no e-commerce tradicional beira os 2%. Já nesse formato, esse índice chega a ser 16% superior ao e-commerce. Na Mimo essa conversão gira em torno de 10% e já chegou a 30%.

Após esse sucesso, a Mimo está se preparando para ingressar em uma nova fase, com a possibilidade de abrir uma nova rodada de investimentos e evoluir sua plataforma, tornando-a mais robusta. “Em breve as marcas vão poder fazer suas lives de venda a qualquer momento, e quantas vezes por semana desejarem”, conclui Etienne Du Jardin, CPO da Mimo.

Febre na China aponta oportunidades globais do “novo” varejo

O mercado de live commerce no mundo é significativo, seja no tamanho, na velocidade de crescimento, entre outros. Mas seu berço principal está na China, onde o e-commerce é maior do que o varejo físico – representa 52,1% do setor.

O país movimenta cerca de US$ 200 bilhões com o live commerce. Mais de 10 milhões de pessoas já fizeram sua hospedagem nas plataformas e 560 milhões de pessoas já assistiram as lives.

O estudo Tendências e Previsões de Mídia feito pela Kantar no ano passado, o mercado de live commerce tem tido um crescimento estrondoso, de cerca de 400% a cada ano.

Segundo dados de uma pesquisa da Research and Markets, a indústria do social commerce, na qual o live sales faz parte, deve crescer 39% ao ano e movimentar US$ 600 bilhões até 2027.

* Foto de destaque: Sabrina Sato. Crédito: Paulo Troya.


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