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Fintech de empréstimo consignado recebe aporte de R$9 milhões

A Paketá, fintech que oferece crédito consignado para funcionários de empresas, levantou R$ 9 milhões em investimentos para acelerar sua expansão. A captação teve a liderança do fundo brasileiro Shift Capital, que também possui em seu portfólio empresas como a Kovi, Mimic, The Coffee, entre outras. O processo contou com a participação de outros empresários e executivos brasileiros que preferem ter sua identidade não revelada.

Com esse aporte, os sócios Fabian Valverde e Rafael Queiroz completam a segunda rodada de captação financeira da fintech. A Paketá deve encerrar o ano com 150 mil funcionários elegíveis ao crédito e planeja que esse número seja superior a 350 mil funcionários em 2021. Para tanto, além do aporte de R$ 9 milhões, a fintech assinou compromissos de funding que somam R$ 800 milhões, quantia disponível para ser emprestada pela empresa aos seus clientes.

Esse capital ou funding é alocado em veículos de investimento geridos pelos parceiros da Paketá, que permitem empréstimos a taxas que variam de 1,19% a 3,50% ao mês. Além de emprestar o dinheiro, a Paketá tem um programa de bem-estar financeiro que entrega pílulas de conhecimento que ajudam os funcionários das empresas com quem tem convênio a melhor se relacionar com o dinheiro.

Segundo Fabian Valverde, CEO e cofundador da Paketá, o mercado de consignado para funcionários CLT é carente de boas soluções, pois as instituições financeiras tradicionais, por falta de incentivo ou para não estabelecer competição com produtos de crédito, como cheque especial, cartão de crédito ou empréstimos pessoais, não entregam uma experiência transformadora. “Queremos acabar com as linhas caras do cheque especial e cartão de crédito para a maior quantidade de funcionários CLT de empresas de todos os portes”, afirma Valverde.

Fabian Valverde, CEO e cofundador da Paketá.

“Há mais de três anos avaliamos de perto várias fintechs. A Paketá é uma das poucas empresas nesse setor que tem resultado positivo desde o primeiro empréstimo. Encontramos na empresa uma combinação interessante de time, tecnologia, produto, parceiros e conhecimento de crédito”, comenta João Maia, sócio da Shift Capital. 

Maia ainda destaca que a experiência dos fundadores e a preocupação em ter o melhor produto e a consistência em investir em tecnologia chamaram bastante atenção. “Quando avaliamos as parcerias de funding da empresa com profissionais e investidores de conhecido track record ficamos bem confiantes em seguir com o nosso aporte”, afirma Maia.

Antes da Paketá, Queiroz atuou por mais de dez anos como correspondente bancário de instituições financeiras, o que lhe confere um conhecimento profundo do produto e do relacionamento com empresas e RHs. Já Valverde tem histórico bem-sucedido de criação de empresas de tecnologia e participou, entre outras iniciativas, do lançamento dos primeiros projetos de mobile banking do Brasil. Juntos, os empreendedores acumulam experiência de mais de 15 anos em projetos envolvendo o segmento financeiro.

Pouco mais de um ano depois da primeira operação, em agosto de 2019, a Paketá tem, hoje, convênios com mais de 700 empresas de diferentes portes. “Nosso maior cliente tem 55 mil funcionários e o nosso menor cliente tem cinco. Crédito consignado pode e deve ser democrático”, reforça Queiroz. A fintech conta com 32 funcionários e clientes em todo o país.

Como funciona

A Paketá desenvolveu uma experiência digital e mobile única aos funcionários. Atualmente, 95% das contratações são feitas pelo celular. O processo é simples e fácil não só para os funcionários, que em média levam três minutos para pedir o empréstimo, como também para o RH, já que a plataforma é integrada com sistemas de folha de pagamento.

A etapa inicial é a análise de crédito da empresa e definição da política de crédito dos empréstimos dos funcionários. Uma vez que a empresa esteja conveniada, o funcionário acessa a plataforma e realiza uma simulação 100% digital. Tão logo o empréstimo seja aprovado pela empresa em que trabalha, o funcionário recebe o dinheiro em sua conta corrente em até 24 horas.

Trajetória do negócio

A vontade de democratizar o acesso ao dinheiro com taxas adequadas e entregar uma experiência transformadora para funcionários CLTs que tomam empréstimos consignados fez os empreendedores Fabian Valverde e Rafael Queiroz criarem a startup Paketá Crédito no final de 2018. 

Os dois já haviam fundado empresas e vendido para outras companhias quando perceberam que era hora de empreender novamente. Dessa empreitada nasceu uma empresa de tecnologia que empresta dinheiro para funcionários com desconto mensal em folha de pagamento. 

No ano de 2019, o foco foi criar e aperfeiçoar o produto, estruturar as primeiras linhas de funding, conquistar os convênios iniciais e realizar os primeiros empréstimos. Ao final desse período, a empresa tinha 15 convênios em operação e funding de R$ 20 milhões. Em 2020, a empresa encontrou o product market fit e estruturou linhas de funding relevantes. Hoje conta com mais de 700 convênios e 800 milhões de reais em capital a emprestar. 

“Em 2019 fizemos nosso dever de casa. Estudamos a melhor maneira de montar uma empresa que respeita os nossos principais interlocutores, o RH, os funcionários e os donos de capital. Em 2020, consolidamos esses conceitos e asseguramos a receptividade do mercado, construindo um alicerce para nossa escalada”, destaca Queiroz.

A empresa, que teve um crescimento de 46 vezes no número de convênios em 2019, acabou recebendo bastante assédio do mercado em 2020. “Nesse último ano, tivemos inúmeras abordagens de investidores e empresas – algumas delas competidoras – para adquirir ou se associar a Paketá. Ser abordado por grandes players que querem entrar no seu mercado, ou querem ter acesso a nossa tecnologia, é sempre algo a se orgulhar. Resistimos às propostas e mantivemos a fidelidade ao plano que desenhamos no início da empresa”, comenta Valverde. 

O que vem pela frente

Os fundadores da Paketá destacam que o projeto é longevo. “Queremos ser o melhor produto de consignado no mercado. Estamos no começo da nossa jornada”, diz Queiroz. O ano de 2021 será o ano da escala. A companhia espera multiplicar a base de funcionários elegíveis em 4,5 vezes, tarefa que pode parecer mais fácil quando observado o crescimento de 12 vezes obtido em 2020 até o momento.

Além de ser o ano da escala, os fundadores destacam que será um ano bem positivo para parcerias estratégicas que estão em fase final de assinatura e devem ser divulgadas em breve.


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