A Byou, empresa brasileira de tecnologia focada em gestão de oferta e demanda de talentos, recebeu um aporte de R$ 120 mil através de dois investidores: Celso Oliveira, ex-CEO da Microstrategy Brasil, hoje atuando como um dos mentores de soluções e estratégias da startup e Caio Bulgarelli, que também auxilia na estruturação do processo de vendas da Byou. 

Este aporte, o segundo recebido pela empresa, se soma aos R$60 mil investidos no último mês de julho por Vinicius Neves, co-fundador da Stoodi, startup nascida em 2013 com o objetivo de democratizar o acesso dos brasileiros a uma educação de qualidade. 

Público-alvo e planos com o novo investimento

A Byou não só atende profissionais de tecnologia, que buscam por qualificação e oportunidades de trabalho ou que possam se tornar mentores, monetizando a partir do compartilhamento de conhecimento, como também empresas que desejam encontrar desenvolvedores remotos qualificados, de forma rápida e menos custosa. “Unindo esses pilares, tornamos essa troca vantajosa para ambos os lados, e assim, colocamos em prática nossa missão de tornar o mercado de trabalho mais eficiente, impactando positivamente pessoas e empresas”, disse Lee Johnny, CEO e co-fundador da Byou.

Lee Johnny, CEO e co-fundador da Byou.

Ele destacou os planos que a empresa pretende colocar em prática com o novo investimento. “Nosso primeiro objetivo é implementar e lançar a Byou inicialmente para o público de desenvolvedores, focando no cadastro, qualificação e teste destes profissionais. A partir disso, teremos uma comunidade estruturada e então poderemos partir para o segundo passo: conectar esses profissionais ou mercado de trabalho”. 

História

A empresa, nascida em 2018, surgiu da vontade de possibilitar um processo de contratações em tecnologia mais ágil e democrático. O fundador, juntamente com Henrique Sato, que também ajudou a criar a Byou, notaram que o mercado precisava de um solução que realmente ajudasse na contratação ágil de profissionais de tecnologia qualificados. Eles trabalharam juntos em uma grande empresa nacional.

“Nós também observamos a necessidade de possibilitar uma formato de contratação mais justo e sem distinção de oportunidades e benefícios devido ao gênero, região ou instituição de ensino, entre outros, e sim baseada em qualificações”, detalhou Lee.

Em 2019, quando a solução ainda era uma ideia e os fundadores ainda não tinham a confirmação se ela poderia virar um produto viável financeiramente, os fundadores participaram de um dos programas de aceleração da Bluefields, que tem como objetivo estruturar startups para recebimento de investimentos ou acelerar o seu modelo de faturamento. O objetivo era validar a proposta de valor do produto.

“Nos tornamos a startup vencedora da edição, conquistamos nosso primeiro “sim” e saímos do programa com a comprovação de que nosso produto pode agregar valor ao mercado. A partir disso, dedicamos esforços para que o sonho finalmente saísse do papel”, contou o CEO.

Time da Byou durante a participação no programa de aceleração da Bluefields (Foto: Reprodução/Instagram Byou).

Impactos da pandemia e perspectivas para o futuro

A empresa, que nasceu para ser 100% remota, não sentiu mudanças extremas na operação durante o isolamento social. “Com a pandemia, o paradigma do trabalho remoto foi quebrado e hoje podemos observar empresas de diferentes setores investindo neste formato de trabalho, o que fez com que empresas como a Byou, focadas em soluções que incentivam o trabalho remoto, ganhassem força e visibilidade”, contou Lee.

Entretanto, ele destacou que devido ao fato de ainda estarem em fase de desenvolvimento e entrada no mercado, a Byou notou certa resistência na contratação de novas soluções como a desenvolvida pela companhia, o que segundo o CEO, impossibilitou a entrada de potenciais clientes e, consequentemente, o crescimento da startup. “Acreditamos que esse movimento foi incentivado pelo momento delicado que a sociedade vem passando. Sendo assim, durante este período, decidimos pausar nossa frente comercial e direcionamos nossos esforços na preparação do produto”.

Por fim, destacou que para o futuro, acredita em um aumento no volume de contratações em regime de teletrabalho, incentivados pelo formato estabelecido durante o isolamento social. “Sendo assim, nosso objetivo é lançar nosso produto no início de 2021,  para que durante a retomada , tenhamos nosso produto estruturado e possamos auxiliar organizações a se sentirem confiantes em manter a operação em regime flexível, investindo também em profissionais remotos, e com isso, possamos alavancar nossa marca”, finalizou Lee.


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