A série de episódios do “O Anjo Investidor” segue contando boas histórias de startups por todo o País. O programa é comandado por João Kepler, um dos investidores mais ativos do Brasil.

Anteriormente, você acompanhou a história da Eshows, plataforma que conecta artistas e bandas com quem procura contratar atrações. Os responsáveis pela empresa contaram com a mentoria de Marcio Esher, diretor de Operações da Holding Clube e um dos maiores especialistas em show business do Brasil, que deu um panorama sobre o mercado de live marketing, eventos e entretenimento. 

Agora você vai conhecer a Scooto, uma central de relacionamento 100% remota e flexível que oferece mão de obra qualificada para empresas de todo o País. Além do serviço de call center, onde os “scooteiros” trabalham para construir uma relação duradoura com os clientes, a organização ainda possui serviços de suporte para startups on demand, além de organizar prospecções e concretizar vendas.

Marina Vaz, CEO da Scooto, contou que a ideia para a criação da startup passou pela recusa que as pessoas têm em relação aos serviços de telemarketing no geral. “Eu via que era ali que tinha um problema para resolver, que era prestar esse serviço de uma forma melhor. No meio do caminho, a gente foi vendo que o gargalo é a mão de obra”. Ela comanda a empresa ao lado do marido, Diego Locci, que é COO da organização.

Diego Locci e Marina Vaz, respectivamente, COO e CEO da Scooto.

Desafios

Em uma conversa com Kepler, foram apontados alguns problemas que podem impedir que a empresa cresça conforme o esperado. Um deles está relacionado a inexistência de uma tecnologia de suporte que ajude os gestores no trabalho do dia a dia, que acabam usando o software do próprio cliente ao qual estão prestando os serviços.

Pablo Marçal, jurista por formação, empreendedor série A e autor de vários livros, foi o mentor responsável por direcionar o casal na busca por algumas mudanças no modelo de negócio da Scooto. Segundo ele, os processos digitais, que norteiam todo o trabalho feito pela startup, devem apontar para números.

“Existem processos de automação que tiram a humanização, mas só que em todo o tempo você tem que focar em qualquer tipo de automatização para focar em números, em escala e aumento de margem, que são as duas coisas que você vai ter no digital”, disse.

Ainda de acordo com o mentor, pouquíssimas organizações tradicionais têm margem e escala comparado com as empresas do digital atualmente. Além disso, para o escritor, é imprescindível olhar para o lado humano além do eletrônico.

“As coisas não são antagônicas, mas você precisa priorizar o que faz sentido. Sempre o ser humano virá em primeiro lugar. Não tem negócio mais inovador do que entender o cérebro humano, já que quase ninguém entende. Não abra mão de ter essa humanologia, que é o jeito humano de fazer as coisas. Todas as coisas, até as robóticas, precisam passar sentimento, senão não emociona as pessoas”. 

No vídeo abaixo, Pablo Marçal fala um pouco mais sobre o tema humanização X digitalização. Confira!

No programa, o mentor ainda destacou os prós e contras em empreender a partir do ambiente residencial. “Não tem problema nenhum ter um negócio dentro de casa, mas se não souber alocar de forma isonômica essa energia, o negócio, que tem um total curva de exponencialidade, não vai acontecer”.

Ele também reforçou a importância de contratar novos talentos para o time da Scooto. “Se você, paulatinamente, acredita que o negócio vai crescer, não tem o porquê você já não antecipar as tomadas de decisões hoje. Eu costumo falar que a zona de conforto é um ofurô quentinho quando está 27 graus negativos do lado de fora”. 

Quer saber se a empresa conseguiu receber o investimento de João Kepler? Assista ao vídeo.