A EmCasa, startup de compra e venda de imóveis, acaba de levantar uma rodada de investimentos no valor de R$20 milhões. Participaram os investidores Monashees, NBV, Pear Ventures, Caravela e MELI Fund (fundo do Mercado Livre).

Este é o terceiro aporte recebido pela empresa. Fundada por Gustavo Vaz e Lucas Cardozo em 2018, a EmCasa é uma plataforma que usa tecnologia, dados e um time de especialistas para uma jornada digital de compra e venda de imóveis. Para compradores, a empresa encontra o imóvel ideal para cada cliente e fecha negócio de forma simples e segura. Para proprietários, a startup ajuda a vender o imóvel pelo preço justo, 3x mais rápido que a média de mercado. A EmCasa já havia levantado R$28 milhões em investimentos de fundos como Monashees, Maya Capital e Canary.

“A EmCasa nasceu com o propósito de oferecer a melhor experiência na compra e venda de imóveis: criar uma estrutura na qual o cliente estivesse no centro de todas as decisões e a tecnologia pudesse trazer simplicidade e segurança, com um modelo de negócios escalável”, diz Gustavo. “O investimento será usado para continuar desenvolvendo a tecnologia e toda inteligência comercial e imobiliária que construímos. Hoje, a EmCasa é a empresa que mais entende de processos comerciais imobiliários e que melhor atende os clientes, e o objetivo desse investimento é ganhar escala sem abrir mão do alto nível de serviço.”

EmCasa

Gustavo Vaz, CEO e cofudador da EmCasa.

A empresa enfatiza também a importância de ter uma saúde financeira forte desde os estágios iniciais. “Nossa cultura sempre foi de criar uma empresa com indicadores financeiros saudáveis desde o começo”, comenta Gustavo. “Esse tamanho de investimento é ideal para acelerarmos o nosso crescimento sem abdicar da nossa sustentabilidade financeira”.

Crescimento durante a crise

Apesar de a pandemia ter impactado a operação da EmCasa com o início da quarentena, a empresa registrou em julho e agosto recordes de venda, com um crescimento de 50% em indicadores como vendas de apartamentos e VGV (volume geral de vendas). Antes da pandemia, a empresa transacionava R$20 milhões de VGV por mês, e esse número agora já ultrapassa os R$30 milhões.

“Esse resultado é fruto de um investimento em tecnologia, como algoritmos de recomendação de imóveis e tour virtual, digitalização dos processos comerciais e inteligência imobiliária. Para capacitar o time comercial a todas estas inovações, criamos a Academia de Vendas”, explica Gustavo. “A academia é um curso de extensão de 80 horas que aborda tópicos como tecnologia, dados, finanças e jurídico. O foco da academia é capacitar nosso time para oferecer a melhor experiência de compra e venda do mercado imobiliário brasileiro”.