No início de agosto, a Microsoft anunciou que estava preparada para continuar as discussões de compra do TikTok nos Estados Unidos. Já na última semana, a empresa de tecnologia ganhou mais um aliado, já que o Walmart pretende participar da aquisição da rede social através de uma parceria com a Microsoft.

Segundo a rede de lojas de departamento, a integração entre recursos de comércio eletrônico e publicidade em outros mercados criada pelo TikTok é um benefício claro para criadores e usuários nesses mercados.

“Acreditamos que um relacionamento potencial com a TikTok US em parceria com a Microsoft poderia adicionar esta funcionalidade-chave e fornecer ao Walmart uma maneira importante de alcançar e atender clientes omnicanal, bem como expandir nosso mercado de terceiros e negócios de publicidade. Estamos confiantes de que uma parceria entre o Walmart e a Microsoft atenderia às expectativas dos usuários do TikTok nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, atenderia às preocupações dos reguladores do governo dos Estados Unidos”, disse a empresa em comunicado.

Negociação

Após uma conversa entre o CEO da Microsoft, Satya Nadella, e o presidente Donald J. Trump, no início do mês, a Microsoft afirmou que deve seguir com as discussões de compra do TikTok nos Estados Unidos.

A aquisição, segundo a Microsoft, está sujeita a uma revisão completa de segurança e ao fornecimento de benefícios econômicos adequados aos Estados Unidos. A empresa disse que se moverá rapidamente para prosseguir as discussões com a controladora da TikTok, ByteDance, devendo concluí-las até a metade de setembro. Durante esse processo, ela espera continuar o diálogo com o Governo dos Estados Unidos, inclusive com o presidente.

As discussões com o ByteDance se basearão em uma notificação feita pela Microsoft e pela própria controladora do TikTok ao Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS). As duas empresas informaram sua intenção de explorar uma proposta preliminar que envolveria a compra do serviço TikTok nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia e resultaria na posse e operação da rede social nesses mercados.

Ainda segundo a Microsoft, ela pode convidar outros investidores americanos a participar minoritariamente nesta compra.

Por fim, a empresa afirmou em comunicado que “essas discussões são preliminares e não podemos garantir que uma transação que envolva a Microsoft continue. Não temos a intenção de fornecer mais atualizações até que haja um resultado definitivo para nossas discussões”.