A Totvs ofereceu nesta sexta-feira uma oferta de R$ 6,1 bilhões pela rival Linx. O anúncio acontece na mesma semana que a Stone, empresa de pagamentos, anunciou um acordo para a aquisição da Linx.

Segundo a Reuters, a oferta, com um prêmio cerca de 1% sobre a proposta da StoneCo, fez com que as ações da Linx chegassem a subir 13%, sugerindo que investidores esperam que a StoneCo, cujo valor de mercado é mais que quatro vezes a da Totvs, faça uma nova oferta mais alta ou melhorada.

De acordo com comunicado expedido pela Totvs, a proposta tem como objetivo agregar os negócios das duas companhias, com a consolidação das bases acionárias na Totvs que continuará a ser uma companhia aberta com ações negociadas no Novo Mercado da B3. “A transação possui um forte racional estratégico em razão da alta complementariedade de mercados, soluções e serviços, resultando em uma substancial criação de valor para as companhias, seus respectivos acionistas, clientes e colaboradores”, diz.

A transação, se aprovada, envolverá 1 ação da empresa e R$ 6,20 por ação da Linx, avaliando-a em R$ 34,09 reais por ação e que manterá a Totvs como empresa listada. A proposta é válida por 30 dias. O acordo daria aos acionistas da Linx uma participação de 24% na Totvs.

Ainda em carta escrita ao conselho da Linx, Dennis Herszkowicz, presidente da Totvs, e Laércio Cosentino, presidente do conselho, afirmam que a atual proposta foi apresentada no dia 11 de agosto à Linx após a divulgação dos resultados do segundo trimestre da empresa e que foram surpreendidos pelo acordo entre Linx e Stone.

Além disso, eles destacaram que em caso de rescisão do acordo com a Stone, a Totvs contestará a multa, que de acordo com a Reuters é de R$ 605 milhões. “Também em prol destes princípios de boa governança e de defesa da legalidade, em sendo concluída a transação ora proposta, tomaremos todas as medidas cabíveis e a nós disponíveis para questionar o pagamento em si da multa abusiva contratada com a StoneCo Ltd., contrária ao interesse dos acionistas minoritários da Linx, que não se beneficiarão de pagamentos adicionais, criando indevido ônus ao exercício do direto de voto, no melhor interesse da companhia, e, em sendo necessário, para buscar o ressarcimento que caberia à Linx”.