A Cora, startup de serviços financeiros para pequenos e médios negócios, recebeu a autorização do Banco Central para operar como instituição financeira, com a licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD), e passa a oferecer novos serviços.

“Estamos muito felizes em sermos aprovados pelo Banco Central. Isso passa um selo de credibilidade importantíssimo para uma empresa que ainda está começando, principalmente porque a SCD é a instituição financeira mais segura que existe”, comemora Igor Senra, fundador e CEO da Cora.

A SCD é submetida a regras rígidas de controle para garantir a segurança ao sistema financeiro. Por exemplo, o dinheiro do cliente não fica com a fintech, como explica o CEO. “Muitas pessoas pensam que se todos os correntistas de um banco forem sacar seu dinheiro, a instituição não teria o suficiente para todos e quebraria. Com a SCD isso é diferente. O dinheiro do nosso cliente fica depositado diretamente no Banco Central. Com isso, se todos quiserem sacar de uma só vez, vão conseguir. Isso é uma segurança ainda mais importante num momento de crise como esse que vivemos hoje”, explica Senra.

Antes da autorização a fintech disponibilizava uma conta simplificada com poucos recursos. Com essa licença, ela vai poder evoluir e oferecer ainda mais possibilidades para os pequenos negócios.

“Além de permitir o pagamento de contas e tributos, com boletos e transferências ilimitadas e sem custo, também será possível receber transferências de outras instituições financeiras diretamente na conta Cora”, diz o fundador da fintech.

Outra mudança que aconteceu foi com o boleto, que antes era gerado pelo Banco do Brasil e agora passa a ser emitido pela própria fintech. “Além do custo mais alto que nos era cobrado, isso também limitava a transformação que a Cora queria fazer nesse meio de pagamento. Além de uma usabilidade melhor, o boleto ficará ainda mais bonito”, garante Senra.

Outro fator importante que a licença trouxe foi a independência da fintech, de acordo com o CEO. “Queremos oferecer a melhor experiência para nossos clientes. Ao contrário de diversas outras fintechs, nós optamos por desenvolver nossos próprios sistemas do zero. E para essa estratégia ter sucesso temos que fazer tudo por nós mesmos, sem intermediários, o que faz a licença ter ainda mais valor para nós. É um caminho mais difícil, mas acreditamos que vai se transformar em melhores produtos para os nossos clientes”.

Um exemplo disso é que a Cora pretende entregar novas funcionalidades nos próximos meses, como endereço bancário e a possibilidade de pedir um cartão de crédito e débito.

“Com essa licença a Cora também poderá oferecer crédito o que vai ser possível colocar em prática com mais efetividade algo que virou nosso propósito de vida: ajudar os pequenos negócios a prosperarem”, comemora Senra.