Criado para aproximar ciência aplicada e demandas do mercado, o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG) consolidou, nos últimos anos, uma estrutura dedicada à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à formação de profissionais em inteligência artificial. Dentro desse ecossistema, o AKCIT – Advanced Knowledge Center for Immersive Technologies atua como o braço voltado à atração, criação e desenvolvimento de startups baseadas em tecnologias imersivas, IA e robótica.
As iniciativas começaram a ganhar forma em 2019, a partir de investimentos articulados com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Governo de Goiás, Embrapii e parceiros institucionais. Em 2023, o AKCIT foi formalizado como centro de competência, ampliando o escopo de atuação do CEIA e incorporando atividades estruturadas para startups, capacitação empreendedora e internacionalização.
Segundo Arlindo Galvão, professor e pesquisador do CEIA-UFG e coordenador do AKCIT, a proposta sempre foi criar um ambiente que conectasse pesquisa acadêmica e aplicação prática. “O CEIA nasce com a missão de transformar conhecimento científico em soluções tecnológicas, trabalhando em níveis de maturidade que vão da pesquisa de base à aplicação em empresas e startups”, afirma.
CEIA: Pesquisa, desenvolvimento e inovação em inteligência artificial
Atualmente, o CEIA-UFG organiza suas atividades em quatro frentes: pesquisa, desenvolvimento e inovação; atração e criação de startups; capacitação e formação de recursos humanos; e infraestrutura tecnológica. No eixo de pesquisa, os projetos somam R$ 9,5 milhões em investimentos, com 13 iniciativas em andamento e mais de 350 pesquisadores envolvidos, atuando em áreas como inteligência artificial, robótica e tecnologias imersivas.
No eixo voltado ao empreendedorismo, o AKCIT estruturou um fluxo próprio de atração e criação de startups, conectado a hubs de inovação, investidores e programas de capacitação. O modelo inclui etapas de formação de comunidade, incubação, participação em eventos, apoio à internacionalização e conexão com fundos de investimento.
De acordo com dados institucionais, já foram atraídas 533 startups, com a criação de 65 CNPJs e a capacitação de mais de 4 mil profissionais ao longo desse processo.
Para Heinz Felipe, gerente de Atração e Criação de Startups do AKCIT, a integração entre tecnologia e empreendedorismo é central. “Nosso papel é oferecer um caminho estruturado para que ideias baseadas em IA e tecnologias imersivas possam se transformar em empresas, com acesso a conhecimento técnico, rede de parceiros e infraestrutura”, explica.
AKCIT: programas multicêntricos e atuação nacional com startups
A atuação com startups também ocorre por meio de programas multicêntricos, desenvolvidos em parceria com instituições de diferentes estados brasileiros e com o Sebrae. Esse modelo permitiu a presença do AKCIT em todos os estados do país, com mais de 20 mil startups cadastradas em programas e R$ 7 milhões envolvidos em iniciativas de apoio ao empreendedorismo tecnológico.
Outro pilar do CEIA-UFG é a formação de recursos humanos. Os programas incluem cursos de curta duração, aperfeiçoamentos, especializações e bootcamps em áreas como inteligência artificial generativa, processamento de linguagem natural, saúde digital, robótica e engenharia de software. Ao todo, mais de 2,3 mil profissionais já foram capacitados, com investimentos superiores a R$ 7,3 milhões destinados às atividades de formação.
Infraestrutura tecnológica e laboratórios do CEIA-UFG
A infraestrutura sustenta as atividades de pesquisa, capacitação e empreendedorismo. O AKCIT conta com laboratórios de tecnologias imersivas, plataformas robóticas e um supercomputador de alto desempenho voltado a aplicações em inteligência artificial. Os investimentos em infraestrutura superam R$ 14 milhões, incluindo estações de pesquisa e equipamentos especializados.
Para Arlindo Galvão, a consolidação do CEIA-UFG e do AKCIT demonstra um modelo de articulação entre universidade, setor produtivo e políticas públicas. “Trabalhamos para que pesquisa, formação e empreendedorismo caminhem juntos, criando condições para que a inteligência artificial gere impacto econômico e social”, conclui.
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