O QR Rispar Crédito Cripto I – FIDC, fundo de direitos creditórios lançado pela QR Asset Management, que compra Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) originadas por instituições financeiras parceiras da Rispar – primeira fintech de crédito com colateral em bitcoin, que atua como correspondente bancário da operação, acaba de se tornar o primeiro fundo regulado tokenizado da América Latina, com taxa de administração de 1,15% e investimento mínimo de R$ 1 mil.

“Este fundo é um veículo que dá uma opção regulada e mais confortável para os investidores mais conservadores se exporem ao mercado cripto. Além disso, é um exemplo de como o cripto pode ser aplicado no mercado financeiro para além da especulação”, comenta Alexandre Ludolf, diretor de investimentos da QR Asset Management.

O Itaú BBA também emitiu cotas de debêntures para a tokenizadora. Além disso, o FIDC reforça a posição da gestora como agente da evolução do mercado financeiro brasileiro em direção à inovação e à tecnologia do mercado cripto. Alexandre explica que “o ecossistema cripto veio para melhorar operações que já existiam. Um FIDC baseado em uma garantia líquida como o bitcoin, que não tem o tempo de execução de um imóvel ou veículo, por exemplo, é uma revolução”, finaliza.

Como funciona o fundo

Os direitos creditórios que compõem a carteira de um FIDC são provenientes dos créditos que uma empresa tem a receber. Por exemplo, a Rispar oferece crédito a alguém e essa pessoa tem que pagar todo mês uma parcela da dívida com os juros. Estes recebíveis (as parcelas a serem pagas pelo consumidor) podem ser vendidos para um FIDC na forma de direitos creditórios, permitindo à empresa antecipar o recebimento destes recursos em troca de um taxa de desconto que, por outro lado, remunera os investidores do fundo.