Agtech que leva Inteligência Artificial para granjas e frigoríficos recebe aporte de R$ 2 milhões

Especializada em levar Inteligência Artificial pra granjas e frigoríficos, a startup Agrisolus acaba de receber um novo aporte da KPTL, num total de R$ 2 milhões. Apenas esse ano é o segundo investimento da gestora na companhia fundada em 2016 em Campo Mourão (PR), que multiplicou por 12 seu faturamento, em comparação ao mesmo período de 2020. Além da Agrisolus, os resultados da Laqus e da Agrotools, também ajudam a confirmar o sucesso do Fundo Agro da KPTL. Hoje as soluções da Agrisolus já estão presentes em quase 600 aviários de 7 Estados brasileiros.

Por meio de sofisticados sistemas de sensores, a Agrisolus capta e transmite informação em tempo real com acuracidade sobre o que está acontecendo em cada propriedade avicultura. Por meio da Inteligência Artificial, o sistema monitora o tempo todo e projeta o que vai acontecer. A tese da nova rodada é criar outras formas de aproveitar ainda mais as informações geradas pelos sensores. A ideia é que essas novas tecnologias sejam desenvolvidas e implementadas ainda no primeiro trimestre de 2022.

Segundo Anderson Nascimento, CEO da Agrisolus, o ano de 2021 tem sido fantástico para a empresa, que já começa a pensar em negócios fora do Brasil. “Todo esse crescimento traz consigo desafios, pois é preciso crescer a estrutura para conseguir suportar esse aumento nas vendas. Do outro lado, já estamos preparando as novidades de 2022, pois a evolução precisa ser constante”, conta.

A nova rodada é motivada pelo excelente resultado até aqui, como conta Leandro Pereira, Head de Fundos da KPTL. “Colocamos um cheque menor no começo para sentir e ao vermos que funciona, aumentamos o investimento. Não é um investimento em fluxo de caixa, para financiar a empresa, mas para ampliar a pesquisa e desenvolvimento de produto. Existe uma oportunidade de aumentar mais de dez vezes o que já faturamos dentro dos contratos que temos”, explica Pereira.

Esse olhar macro da gestora está alinhado a um objetivo maior, de financiar a expansão comercial da companhia dentro de um mercado muito amplo e também para a criação de outros tipos de proteína. Recentemente a gerir uma propriedade que produz perus. Assim, a KPTL se consolida na liderança de inovação na cadeia de produção de proteína, com investidas como a Gestão Agropecuária (GA), Intergado, Cowmed e Ecotrace.

Para Nascimento, o apoio da KPTL neste momento tem sido fundamental. “Este novo aporte nos dará suporte para crescer nosso quadro de colaboradores, melhorar os produtos existentes e lançar novas frentes. Estamos animados com o nosso momento, e principalmente com a parceria com a KPTL, que nos trouxe além dos recursos financeiros, a governança. O smart money da KPTL tem feito toda a diferença”, conta Nascimento.

Segundo a Embrapa, o Brasil atualmente é o maior exportador e o terceiro maior produtor mundial de carne de frango, com 13 milhões de toneladas produzidas em 2019. Hoje, mais de 150 países compram de nós esta commodity. A indústria brasileira de carne de aves está concentrada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Cerca de 60% da produção está concentrada na região Sul, sendo o Paraná responsável por 30% da produção brasileira.

Paranaense, a Agrisolus encontrou no Estado um campo fértil para testar e escalar suas soluções, que contribuem também para o bem-estar animal. “Contribuímos para o acompanhamento da ambiência na questão de temperatura, umidade, CO2 e amônia. Assim, evitamos mortes, tendo um modelo matemático que alerta a possíveis doenças antes de se agravarem e através de alertas de queda de energia, item essencial para a sobrevivência dos frangos”, explica Nascimento.

Outro aspecto interessante é que ao digitalizar o acesso às informações em tempo real é possível poupar também com logística. Isso porque atualmente muitos técnicos supervisores de campo fazem visitas esporádicas e passam pouco tempo in-loco monitorando todos os parâmetros, pois precisam visitar vários armazéns, muitas vezes distantes uns dos outros.

Entre os principais clientes, grandes empresas do setor, como a GT Foods – quarta maior empresa brasileira de avicultura de corte. Outra cliente é a Mantiqueira, indústria responsável pela maior produção de ovos da América do Sul, com 11,5 milhões de galinhas em unidades em Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro. A Mantiqueira utiliza a tecnologia Agrisolus principalmente para evitar mortes de animais, através de alertas no consumo de água e condições de ambiente.

Outros investimentos do Fundo Agro

Além dos resultados empolgantes da Agrisolus, muita coisa positiva aconteceu em 2021 no portfólio do Fundo Agro da KPTL. De uma maneira geral foram várias companhias que demonstraram estar “voando baixo” em seus campos de atuação.

A Laqus (antiga Mark2Market) celebra um 2021 impressionante. Em junho recebeu um aporte de R$ 10,8 milhões liderado pela KPTL, com a Mantiqueira Participações, Tridon Participações e Flávio Jansen, fundador do Submarino e conselheiro da Locaweb. No mesmo mês, a Laqus também recebeu a autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para se tornar depositária de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Assim, pela primeira vez, a B3 passou a ter uma concorrente no Brasil.

Segundo Rodrigo Amato, CEO da Laqus, este tem sido “um ano fantástico”. “Foi muito feliz quando começamos nossa empreitada no mercado de depósito pelo agro, pelos CRAs, porque é um mercado com escassez de recursos do governo e com sobras de investidor que querem aplicar. O alinhamento de astros para nós é fantástico. Estamos autorizados, o investidor está querendo comprar, o produtor precisando tomar crédito e nós facilitando esse caminho”, revela Amato.

Atualmente, a Laqus controla mais de R$ 310 bilhões em suas plataformas, ajudando companhias, já emissoras do mercado de capitais ou não, na gestão de dívidas, aplicações, derivativos e risco. “Esse tem sido um ano fantástico e a perspectiva é que a gente encerre como o melhor da história da Laqus. E com a perspectiva de entrar em 2022 com uma baita tração para performar ainda melhor”, completa Amato.

Apesar dos ótimos resultados, Renato Ramalho, CEO da KPTL, afirma que ainda vem mais por aí. O fundo que ainda está aberto a novos investidores e 3 novas empresas devem receber aportes ainda em 2021. “O protagonismo do Brasil no Agro continua mais forte do que nunca. O conhecimento que a KPTL tem do setor permite termos um olhar muito particular sobre as verdadeiras oportunidades de geração de valor no longo prazo. Já são mais de 13 anos com a botina nos pés”, declara Ramalho.

Foto de destaque: Anderson Nascimento, CEO da Agrisolus.


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