Os investimentos de fundos de venture capital em startups brasileiras atingiram R$ 33,5 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, um recorde histórico. O volume é três vezes maior que o valor aportado nessas empresas no mesmo período do ano passado. Os dados são de pesquisa trimestral realizada pela KPMG e pela ABVCAP que captura apenas os negócios na modalidade de private equity e venture capital.

O número de startups que receberam aportes também é recorde. Foram 226, ante 147 um ano atrás. Só no terceiro trimestre, 92 startups receberam investimentos, sendo 29 fintechs (financeiro) e insurtechs (seguros), 11 softwares e 9 logtechs (logística). O aporte médio por empresa foi de R$ 130,7 milhões no terceiro trimestre deste ano, 63% superior ao valor médio registrado no mesmo período de 2020.

“Apesar dos ruídos políticos, da insegurança jurídica e das incertezas econômicas, o Brasil vive a maior onda de empreendedorismo de sua história”, diz Piero Minardi, presidente da ABVCAP. “O capital de longo prazo da indústria de PE e VC tem sido protagonista desse movimento ao apoiar as empresas com recursos financeiros, conhecimento setorial, melhorias na gestão e acesso ao mercado de capitais.”, completa o presidente.

“O Brasil já é considerado um dos principais polos globais de empreendedores diferenciados com alto potencial de sucesso. E os fundos de private equity e venture capital são os principais responsáveis pela viabilização desses negócios florescerem e deslancharem. Saber que existe dinheiro disponível para investimentos de risco em novas empresas estimula o empreendedorismo em todos os cantos do país.” diz o sócio-líder de private equity e venture capital da KPMG no Brasil, Roberto Haddad. “Além disso, no mundo todo, a pandemia exigiu novas soluções tecnológicas e a expectativa é que essas mudanças vieram para ficar, o que torna as empresas digitais ainda mais atrativas”, finaliza.

Os investimentos dos fundos de private equity, segmento da indústria que concentra investimentos em empresas mais maduras, caíram 27% este ano, para R$ 4,5 bilhões. Já os desinvestimentos dos fundos de private equity e venture capital atingiram R$ 16,9 bilhões até setembro deste ano, um aumento de 42%.


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