* Por Mariana Espósito Lima

É comum ouvir em uma conversa “nossa, você trabalha com estrangeiros, que legal”. E sim, é muito legal, mas já imaginou como isso impacta o dia a dia? Com base na minha experiência em equipes com colegas de outros países, separei alguns pontos que podem ajudar outras pessoas.Ter colaboradores em outros países pode parecer um desafio para novos integrantes. Sabemos que a comunicação, por exemplo, é um ponto sensível e importante em um projeto onde as pessoas falam o mesmo idioma, logo imagine como é em um grupo com barreiras linguísticas. Além do idioma, desafios como a diferença cultural e de fuso-horário fazem parte do cenário de trabalhar com pessoas de outros lugares do mundo.

Inglês: How are you doing?

Já é um clichê dizer que inglês é fundamental para o mercado de trabalho moderno, mas quando trabalhamos com estrangeiros, ele se torna imperativo.

Quando trabalhamos com squads internacionais são necessários alguns cuidados para diminuir os mal entendidos. Algumas reuniões são feitas em inglês com legendas, noutras vezes alguém fica responsável por fazer a tradução simultânea no chat e há casos ainda em que é necessário a repetição em inglês e português para garantir que não ficaram dúvidas.

Pode ser cansativo, mas também é fato que o contato diário com estrangeiros força as pessoas a praticar e se esforçar mais no idioma e é interessante ver a equipe ganhando confiança e ficando mais à vontade. Por mais que seja um desafio, também é uma ótima maneira de aprender ou melhorar o inglês. Esse é um dos principais pontos positivos no trabalho em squads internacionais.

Fuso-horário: É bom dia, boa tarde ou boa noite?

Outro ponto importante quando se trabalha com pessoas ao redor no mundo é a atenção ao horário. Reuniões que requerem a participação de todos os colaboradores têm que acomodar os diversos fuso-horários, por exemplo, dos indianos, oito horas e trinta minutos à frente. Também é importante pensar no horário em que se chama alguém para tirar dúvidas, afinal, 17h aqui é 22h na Romênia. Para resolver essa questão, contamos com o bom senso e flexibilidade de horário.

Reuniões diárias são importantes em qualquer time, ainda mais nesse tipo de squad. Ter esse momento com todos juntos para sincronizar as atividades, tirar dúvidas rápidas, e ainda bater um papo e dar umas risadas é crucial para manter todos na mesma página e fortalecer a conexão entre os membros da equipe. O ponto positivo é que tem sempre alguém online. Então aumentam as chances de ter gente disponível para lidar com crises e surpresas sem precisar de escala de plantão.

O Desafio da Integração

Para trabalhar com pessoas de outros países, há uma preocupação em fazer todos se sentirem incluídos, o que é um desafio. Marcar um happy hour da equipe, por exemplo, às 18h da tarde no Brasil automaticamente exclui algumas pessoas por conta do horário. Na Printi, conseguimos resultados bem interessantes com o bate papo no final da sexta-feira (Printi Friday), Brazil time. Falamos sobre projetos diferentes, batemos papo para relaxar. Não dá para exigir que todos estejam conectados, mas estamos satisfeitos com a adesão dos colaboradores.

Se você está pensando em entrar num time com pessoas de outros países, saiba que não são só desafios, essa é uma oportunidade única para interagir com pessoas e culturas diferentes, sem nem sair de casa. Os feedbacks corroboram que a experiência, além de ser rica, é um super aprendizado: comunicação, diferentes conhecimentos técnicos, planejamento e até paciência. Além disso, o contato com diversas pessoas traz para o dia a dia mais jogo de cintura para lidar com novas situações e solucionar problemas.

Se você é líder de um time integrado por estrangeiros, seja compreensivo com as dificuldades que podem surgir dessas interações. São pessoas com culturas e vivências diferentes e a empatia é fundamental para um squad internacional bem sucedido.


* Mariana Espósito Lima é Agile Master da Printi, gráfica online.