A pandemia tornou  imperativo para qualquer negócio ter uma presença digital, aumentando a demanda por esse serviço das agências de marketing digital e profissionais freelancer. Nos últimos dois anos, foi possível ver um movimento de agências de marketing digital se reestruturando para se tornarem full service, atendendo de forma integrada as mais variadas necessidades dos clientes: presença digital, campanhas para geração de leads, gerenciamento de mídias sociais, etc. Também ganhou força a criação das ‘eugências’ – agências de uma pessoa só – que atendem poucas empresas, mas que conseguem entregar vários tipos de serviço, que proporcionariam sites low code.

Neste compasso, também as organizações passaram a estruturar internamente equipes especializadas em presença digital, as house agencies, que fazem parte de um time de marketing e atende única e exclusivamente as necessidades da empresa. Tanto agências quanto empresas passaram a incluir a construção de sites e landing pages como um adicional no seu portfólio de serviços.

Um levantamento recente da empresa americana Salesforce identificou que 83% dos líderes de TI já apostam em plataformas de pouco código. Até 2024, segundo a consultoria global Gartner, 80% dos produtos da tecnologia serão feitos por profissionais que não são totalmente técnicos e 65% deles em plataformas low-code.

Todos os dias, soluções low code/ no code  estão lançando novos recursos e inovações para atender a crescente demanda por agilidade e produtividade no desenvolvimento web. Desnecessário dizer que low code/ no code é o futuro. Afinal, por que qualquer profissional da web desperdiçaria tempo e recursos em um novo código quando uma plataforma low code/ no code permite que ele faça a mesma coisa na metade do tempo?

Profissionais da web e agências de marketing em todo o mundo estão começando a colher os benefícios do uso de plataformas de construção de sites low code, que vão desde  mais agilidade de entrega  até a estruturação automatizada para SEO. Para agências de marketing é importante identificar os principais fatores por trás dessa tendência e compreender plenamente os benefícios que ela traz.

O que exatamente é low code/ no code?

Low code/no code (baixo código/sem código) é amplamente definido como uma abordagem visual para o desenvolvimento web. A tecnologia low-code consiste em plataformas que disponibilizam soluções modulares que podem ser usadas por profissionais com muito ou pouco conhecimento de programação para desenvolver projetos de sites e aplicações para internet. O low code é uma estrutura fácil e acessível que pode ser customizada de acordo com a necessidade do cliente.

Nos últimos anos, essa tecnologia ganhou uma considerável fatia de mercado com o crescimento de plataformas para desenvolvimento de aplicações, das mais simples às mais complexas, como Wix, Duda e Creatio.

Agências de marketing geralmente usam soluções de marca branca (white label) com a sua própria marca para expandir os serviços aos clientes sem a necessidade de adicionar pessoal caro ou desenvolver software sofisticado. Com low code/ no code, plataformas de construção de sites podem automatizar quase todas as etapas do desenvolvimento, processar e agilizar compilações, aumentando drasticamente a velocidade de desenvolvimento para profissionais da web.

“Um dos principais benefícios das plataformas de construção de sites low code  é que elas permitem que os profissionais da web sejam muito mais ousados no escopo dos projetos de design, agilizando o tempo de entrega e possibilitando a expansão da carteira de clientes. As plataformas low code economizam inúmeras horas de desenvolvimento, reduzindo o tempo de desenvolvimento em média de 50-90% em comparação com profissionais que desenvolvem sites do zero.” diz Alessandra Sadan, vice-presidente da plataforma de desenvolvimento de sites Duda.

“Isso é normalmente feito por meio do uso de kits de ferramentas de construção intuitiva e sistemas de gerenciamento de conteúdo eficientes que possibilitam o desenvolvimento de sites em escala. A Duda, por exemplo, também permite que as agências gerenciem uma biblioteca de modelos, seções de site e widgets para acelerar projetos futuros.” complementa Alessandra.

Em vez de começar do zero todas as vezes, os profissionais da web podem construir uma coleção de sites existentes e seus componentes para aproveitar ao construir

novos sites. Desta forma, o processo de construção é mais como encaixar peças de um quebra-cabeça ao invés de uma batalha difícil para cumprir um prazo com quase nenhum recurso existente.

“Plataformas mais sofisticadas como a Duda, permitem que profissionais da web codifiquem o quanto quiserem, podendo concluir os projetos com pouca ou nenhuma codificação, ou podem decidir mergulhar fundo na codificação customizada em JavaScript, CSS, HTML e APIs para atender às suas necessidades.” explica Alessandra.  Esta opção oferece aos profissionais da web o melhor dos dois mundos e é um bom indicador do que esperar das plataformas de construção de sites no futuro.

A consultoria Forrester estima que a movimentação no setor de plataformas de desenvolvimento de low-code chegará a US$ 21,2 bilhões em 2022, o que significa um com crescimento acima de 40% ao ano, comparado aos US$ 1,7 bilhão contabilizados em 2017.

Esse é um processo de transformação digital pelo qual grande parte das empresas tem passado, em que é preciso ganhar mais produtividade e agilidade para atender às demandas do público. “O ideal para projetos que exigem manutenção recorrente é buscar uma plataforma de desenvolvimento de sites que agregue ferramentas de design e programação em um só lugar, o que, prontamente, já reduz o custo com ferramentas isoladas e onerosas.”, destaca Alessandra.

Vantagens do low-code para agências:

Mais agilidade e produtividade

O tempo de construção de um site é drasticamente reduzido, pois o desenvolvedor não precisará sempre criar códigos do zero. Plataformas low code também permitem mais autonomia para as equipes de marketing não dependerem da equipe de tecnologia de informação para desenvolver e atualizar sites e landing pages. Assim, a TI não vira um gargalo – reclamação comum hoje.

Segundo Alessandra,  uma funcionalidade importante da Duda é o Construtor de Widgets customizados que permite adicionar inúmeras funcionalidades à plataforma. “Ele permite que desenvolvedores criem widgets personalizados que podem ser reutilizados pela equipe, dando maior autonomia para designers, produtores de conteúdo e qualquer outro profissional envolvido, inclusive o cliente”, afirma.

Redução de custo

Consequência direta da maior agilidade e produtividade proporcionadas pelas plataformas low code, uma vez que há um melhor aproveitamento da equipe, além da possibilidade de vender serviços por recorrência.

Performance do site

Aqui o que mais chama a atenção são as métricas do Google Core Web Vitals, usadas para avaliar o desempenho de uma página da web. Os três principais Core Web Vitals, hoje, medem a velocidade de carregamento da página (LCP), a capacidade de resposta da página (FID) e a estabilidade visual (CLS). Veja aqui um comparativo feito com base em dados fornecidos pelo Google Chrome User Experience Report (CrUX).

A otimização para o Core Web Vitals é um fator de desempate significativo entre os sites. Um site bem classificado com essas métricas tem uma vantagem em relação aos concorrentes nas pesquisas quando o conteúdo e a classificação forem comparáveis.

Segurança

Uma plataforma low-code oferece mais segurança por ter times dedicados à segurança de todos os sites na plataforma, prevenindo invasões e ataques em comparação a soluções de código aberto.

Em resumo, plataformas low code permitem desenvolver sites tão impressionantes quanto os altamente codificados, e o fazem em menos da metade do tempo. Ignorar essa tendência seria negar a realidade de que low code substituirá o “full code” para a maioria dos projetos, enquanto desenvolvedores (recurso escasso e caro) têm mais tempo livre para focar mais do seu tempo e expertise técnica em  projetos mais complexos e que exigem mais personalização.