Ao contratar um serviço de tecnologia, as empresas podem se deparar com a seguinte dúvida: permitir o uso de softwares com código aberto ou fechado? A escolha terá influência direta nos custos, no serviço de suporte e no grau de gerenciamento do produto.

“A estratégia da instituição deve ser o divisor de águas nesta escolha”, afirma Arthur Ozassa, Digital Business na Connectcom, uma das 150 maiores empresas de tecnologia do país e referência em soluções de TI. O especialista fez uma lista com dicas básicas para quem quer se aprofundar no tema.

Conceito: O código-fonte é a forma original como um software foi escrito por um desenvolvedor. Quando um software tem código aberto, o criador permite a qualquer pessoa utilizá-lo de graça, incluindo modificá-lo e distribuí-lo, para qualquer finalidade (por exemplo, o Linux). Já o código fechado é distribuído com uma licença (é pago) e não pode ser adaptado (por exemplo, o Windows).

Principais vantagens do código aberto:

1 – Custo: É a grande vantagem desta modalidade de software. Por ser de graça, utilizar código aberto não vai gerar custo à empresa.

2 – Melhoria contínua:  Softwares de código aberto baseiam-se no conceito de unir em torno de si uma comunidade colaborativa de desenvolvedores, explica Ozassa. “Isso cria um universo de melhoria contínua e inovação. Um desenvolvedor de qualquer lugar do mundo pode sugerir uma melhoria que pode ser aproveitada por toda a comunidade que o utiliza”, diz. Ozassa afirma, também, que outra vantagem que decorre da anterior é o tempo de evolução do software – processo mais ágil e constante.

Principais vantagens do código fechado:

1 – Gerenciamento: “Quando uma empresa compra um software de código fechado, ela sabe que ela é a dona do produto. Isso dá um poder de gerenciamento muito maior: podem-se controlar as atualizações, dar acesso a determinadas pessoas e decidir quando mudanças vão ocorrer, sem necessidade de compartilhar dados ou depender de uma equipe interna de desenvolvimento”, explica Ozassa.

2 – Suporte: O desenvolvedor do código fechado sempre oferecerá suporte de seu software. Quando detecta erros, faz atualizações e ajuda o cliente a resolver os problemas. Tudo isso centralizado em um fornecedor, o que facilita o processo.

Dica extra: E a segurança?

Seja código aberto ou fechado, é preciso analisar com cuidado o nível de segurança que o software oferece. Geralmente, no código aberto isso é feito pelos usuários, que as melhoram ao longo do tempo ao detectar falhas. Com código fechado, isso é fornecido pelo provedor, que estabelece um nível de segurança a seguir.