Em tempos de crise e isolamento social, o celular se tornou o principal meio de consumo de produtos e serviços, mas nem todos sabem como lidar com a ferramenta que está “na palma da mão”. Desde os primórdios de smartphones, tecnologias mais avançadas e com a significativa melhora dos sinais de internet ao longo dos anos, vender via mobile não é apenas obrigação, mas sim, essencial. Esse movimento ficou ainda mais claro a partir do ano passado, quando surgiu a pandemia. Enquanto pequenos e médios lojistas engatinhavam na tentativa de aprender como vender de forma online pelo e-commerce, vários outros negócios aprimoraram e expandiram o seu canal de relacionamento com o consumidor para o celular. São exemplos de situações que acontecem de tempos em tempos e que diferem os bons empreendedores do mercado.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD Contínua TIC) 2018, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de pessoas de 10 anos ou mais que acessaram a internet pelo celular passou de 97% para 98,1%. Os aparelhos são utilizados tanto na área rural (97,9%), quanto nas cidades (98,1%). “Hoje em dia o mecanismo que as pessoas mais têm em mãos para fazerem suas compras é o smartphone. Por isso, é quase impossível pensar em manter suas vendas online apenas através de um site feito para desktop. Mas isso exige certa perspicácia e detalhes primordiais”, afirma Lucas Buffo, CIO da Flores Online, primeiro e-commerce de presentes especiais do País, que já nasceu 100% na internet.

Para Buffo, o primeiro passo é ter um site responsivo, ou seja, o cliente não pode acessar pelo celular e ver uma loja toda desconfigurada, com imagens pesadas que demoram para abrir. É preciso ser simples, singelo, porém objetivo. “Existe uma pequena diferença na visualização dos produtos pelo desktop e pelo celular, por isso é necessário investir em tecnologia – o que não significa “gastar dinheiro”, mas sim pensar na melhor maneira de atrair o olhar do consumidor para o produto que está sendo vendido”, explica. Mas ele vai além: “a experiência do cliente tem que ser boa do início ao fim do processo, do momento em que ele acessa o site até a entrega da compra em casa”.

Por isso que também é preciso contar com um sistema de logística inteligente e bem organizado, oferecendo sempre as melhores condições para o consumidor, mas sempre pensando no processo de atendê-lo, até a entrega. Uma dica do CIO é estreitar relacionamento com parceiras e fornecedores. “Estar próximo dos seus parceiros é primordial, principalmente quando vivemos momentos de crise. Não é pensar apenas no seu negócio, mas também saber estender a mão quando o negócio do seu parceiro não vai bem. Se cada um se auxiliar no seu ponto fraco, todos podem crescer e se aprimorar”, finaliza.


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