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MVP e MAP são a mesma coisa?

* Por Gustavo Almeida

Pra quem faz parte do mundo das startups, o tema MVP já faz parte do dia a dia, mas também temos por ai o MAP. Eles são a mesma coisa?

MVP é um produto com recursos suficientes para satisfazer os clientes iniciais e fornecer feedback para desenvolvimento futuro. Alguns especialistas dizem que em B2B, um MVP também significa vendável. Não vou entrar em detalhes sobre o processo de um MVP, pois há informações suficientes sobre isso. Estamos aqui para comentar MAP que é o produto mínimo impressionante.

É difícil fazer qualquer coisa boa, bonita e barata. No final, há a necessidade de priorizar na hora de fazer um MVP. Os custos têm que ser baixos, no final das contas, é um simples “teste”, mas… Os clientes em potencial estão dispostos a perder qualidade (ou pelo menos a aparência de qualidade) apenas porque isso é um teste?

Esse é o ponto que desejo chegar e gostaria de explicar: com os novos tempos, as novas tecnologias e principalmente as novas gerações, a internet deixou de ser uma novidade e o e-commerce deixou de ser uma novidade, um aplicativo de chat gratuito deixou de ser uma novidade. Tudo mudou.

Há alguns anos, com o boom das novas tecnologias, um potencial cliente tinha 30 anos, acabava de começar a ter internet em casa, e os smartphones, era quase impensável ter um se você não fosse um executivo, mas tudo mudou.

A evolução tecnológica está dando passos gigantescos e os consumidores também avançam e avançam, mesmo que em um ritmo mais lento, quando tinha 14 anos não conhecia nem ouvia falar de Facebook, Instagram, Amazon ou Whatsapp ( ainda era a época do Orkut). Nenhum deles existia ainda, e hoje, quem em qualquer faixa entre 12 e 50 anos, não conhece esses serviços? Poucos, se houver.

Qual é o problema com tudo isso?

Os usuários estão acostumados a um mínimo de qualidade e esperam o mesmo de todos os novos produtos. O que isso significa? Que todos os usuários esperam que um novo aplicativo social compartilhe a atividade desse aplicativo (seja ela qual for) com outras redes sociais. Facebook, Twitter, Instagram, Whatsapp, etc. É simples assim.

Se nosso produto não tiver um recurso tão simples, as pessoas acreditarão automaticamente que é um produto de má qualidade e não o levarão a sério. Não é o que eles esperam. Daí minha sugestão de que o MVP está por deixar espaço para o MAP.

No momento, quando você está pensando em desenvolver um novo produto (seja físico, web, app, etc.), você não se pergunta apenas “Esse é o mínimo que preciso para viabilizar?”. Em primeiro, parece a pergunta certa, mas a abordagem muda quando colocamos a seguinte pergunta:

É esse o mínimo de produto incrível que posso criar para ser viável?

A mudança de contexto é importante. Antes, só tínhamos em mente que o produto que estava sendo lançado era funcional o suficiente, que o cliente/usuário poderia executar pelo menos 2–3 coisas básicas perfeitamente. Mas o cliente cresceu, o cliente entende 5–6 coisas básicas facilmente. Temos que oferecer algo mais, algo com o qual pareça familiar e algo que irá surpreendê-lo ao mesmo tempo.

“A verdadeira competição é oferecer uma experiência melhor em nosso produto”

E uma experiência melhor inclui tudo: recursos, velocidade, fluidez e design. Isso é essencial para competir frente a frente com outros aplicativos. 6–8 anos atrás, quando não havia design ou padrões de design “padrão”, tudo estava para ser descoberto.

Um exemplo final rápido, em uma nova rede social, esperamos realmente um produto que não tenha, por exemplo, uma barra de pesquisa, um sistema de mensagens e um sistema de favoritos ou curtidas? Não. Já temos o padrão em nossa cabeça sobre como as coisas deveriam ser em uma rede social.

É por isso que na hora do lançamento de um novo produto, além de ser rápido, viável e economicamente falando, acessível, precisamos ser o mais “impressionantes” possível com os recursos de que dispomos. Precisamos fazer um esforço para fornecer uma experiência que o usuário/cliente possa considerar boa o suficiente para lhe dar uma chance.

Então, da próxima vez que você pensar em MVP, pense em MAP (a menos que você não tenha concorrência, então seu MVP será automaticamente um MAP, já que não há referência): menos recursos, mas todos devidamente projetados.

Antes de criar qualquer novo recurso em seu produto (MVP) pense: você realmente precisa disso? Se a resposta for “sim”, perfeito, faça, mas certifique-se de que funciona perfeitamente (MAP). Se você vai fazer um novo produto, pense no que seus clientes esperam e tente fornecer a melhor experiência e produto possível.

E muitas pessoas vão perguntar: onde posso encontrar esses desenvolvedores ou designers para fazer um MAP? Pergunta errada! Não se trata de desenvolvedores ou designers, mas do gerente. Você tem que criar expectativas, motivar e saber que tudo precisa do seu tempo, você não pode fazer um MAP em poucas semanas ou um mês. E você tem que aceitar isso!


Gustavo Almeida é CEO e fundador da Menu Vip e sócio da Eletrika, formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Redes de Computadores, pós-graduado em gestão da inovação, já cofundou outras startups e hoje dedica um pouco do seu tempo livre para criando conteúdos para ajudar quem está começando empreender.

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