A agfintech TerraMagna anunciou hoje uma rodada de investimento seed no valor de US$ 2 milhões liderada pelo fundo de venture capital ONEVC. A Maya Capital, Accion Venture Lab e investidores-anjo como Fernando Gadotti, da DogHero; Lincoln Ando, da idwal; Patrick Sigrist, do iFood; e Allan Kajimoto, CEO do Delivery Direto, também participaram da rodada.

“Acreditamos na ONEVC que o momento para investir em agfintechs no Brasil é agora. A TerraMagna está utilizando seus algoritmos de precificação e cobrança, tecnologias que só se tornaram possíveis com o avanço na qualidade e frequência nas imagens de satélite. Com essa tecnologia, a TerraMagna pode intermediar empréstimos mais seguros na agricultura, reduzindo o custo de capital e aumentando o acesso a crédito”, afirma Bruno Yoshimura, cofundador da ONEVC.

A TerraMagna aprimora o acesso ao crédito para produtores rurais brasileiros, cujo custo de produção – a compra de insumos básicos como sementes, fertilizantes, herbicidas e pesticidas – a cada safra é, em média, 80% financiado. Todavia, pequenos e médios produtores não são prioridade dos bancos, cuja infraestrutura de distribuição e capacidade de avaliação de risco é limitada aos grandes produtores, devido à carência de informações e esparsidade geográfica. Por conta disso, esses financiamentos são normalmente realizados com vendas a prazo curtas por distribuidores de insumos, indústrias e tradings, que dependem desse tipo de operação como viabilizador comercial.

Através de fontes de dados alternativos, tais como dados de satélite, para avaliar o risco de vendas a prazo de insumos, a TerraMagna fornece acesso a crédito para pequenos e médios produtores. Com as parcerias já desenvolvidas com distribuidores e indústrias para definição do rating de crédito de produtores e gestão de penhores de safra, a empresa ainda conecta as dívidas desses produtores ao mercado de capitais, para que os credores possam antecipar seu recebimento. Em abril de 2020, a agfintech captou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de R$ 48 milhões para antecipação de recebíveis do agronegócio.

“É fácil esquecer que o Brasil recebia socorro alimentar externo até a década de 70 e hoje, cinquenta anos depois, somos a peça fundamental para segurança alimentar do planeta. Esse presente brilhante da agricultura brasileira foi viabilizado pelos pesados subsídios em crédito, desde o custeio até o investimento. Com a redução em volume e encarecimento desses subsídios, a maré baixou muito rápido e deixou diversos produtores desassistidos; nós seremos o canal que conectará esses produtores a crédito e que contribuirá para que o agro brasileiro continue seu protagonismo internacional”, diz Bernardo Fabiani, diretor executivo e cofundador da TerraMagna.

“Desde a fundação da Maya, vínhamos estudando o mercado de agtechs. Na Maya, investimos em empresas em estágio inicial que estão resolvendo os problemas mais relevantes da região e a TerraMagna está fazendo precisamente isso. Com a experiência da equipe com imagens de satélite e análise de dados, ela torna empréstimos mais seguros para os financiadores, que então podem fornecer melhores condições para os produtores”, ressalta Lara Lemann, cofundador da Maya Capital.

Atualmente, a TerraMagna trabalha com revendas de insumos, cooperativas, indústrias e tradings, além de veículos estruturados do mercado de capitais, mas já estão se expandindo para o financiamento de outros ativos agrícolas, tais como maquinário e irrigação.

“A TerraMagna está preenchendo uma lacuna massiva no financiamento de pequenos e médios produtores brasileiros e ajudando-os a crescerem seus negócios e suportar a comunidade ao seu redor. Usando novas tecnologias e integrando com distribuidores de insumos, a TerraMagna não apenas garante crédito simples e acessível para produtores, mas também os permite acessar um rol mais amplos de produtos de maior qualidade”, finaliza Vikas Raj, diretor-geral da Accion Venture Lab.