* Por Marco Zolet

A Black Friday foi criada nos Estados Unidos e há cerca de dez anos a data de descontos foi “importada” para o Brasil. Sempre na última sexta-feira de novembro, um dia após o feriado de Ação de Graças, comemoração tradicional no país norte-americano, a data é replicada por aqui e atrai cada vez mais consumidores, se consolidando como uma das mais importantes para o varejo em todo o ano.

Desde que chegou por aqui, a Black Friday sempre teve foco maior nas vendas pela internet e a cada ano o evento se populariza ainda mais, influenciando diversos setores de produtos e serviços. Na última década, o e-commerce foi impulsionando cada vez mais as vendas do comércio em geral e, já há alguns anos, também impacta o setor supermercadista.

Um diferencial para os supermercadistas, neste 27 de novembro, é que, em função da pandemia do coronavírus, o setor passou por um grande avanço tecnológico. Se antes era reconhecidamente um dos mais analógicos do varejo, hoje ele passou por uma transformação digital sem precedentes, entregando ao consumidor aquilo que ele deseja.

Mais do que nunca, especialistas reforçam que nesta Black Friday o varejo deve apostar suas fichas no e-commerce. Outro dia estava vendo uma live do Acelere na Black Friday, evento promovido pelo B2W Marketplace, e algo me chamou a atenção.

Durante uma discussão sobre o que esperar desta Black Friday, o líder de Insights para Varejo do Google Brasil, Rodrigo Chamorro, falou sobre como as buscas por categorias do varejo cresceram quase duas vezes acima das pesquisas no Google como um todo, impulsionadas pelas medidas de distanciamento social, e “o digital começa a ter uma influência ainda maior na jornada de compra”. E isso mostra muito sobre a mudança de comportamento das pessoas.

Além disso, há uma nova demanda do consumidor. Categorias que nem eram pesquisadas na Black Friday, agora são tão buscadas que levam a acreditar que podem ser grandes estrelas nesta temporada. De acordo com Rodrigo as buscas por alimentos no Google aumentaram em 46% e isso mostra o potencial dessa categoria para o evento deste ano.

Com o orçamento apertado, muitas pessoas podem realmente aproveitar a data para comprar alimentos e bebidas em oferta. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (APAS) mostra que o setor supermercadista teve um crescimento anual relevante na data na última década, com aumento de cerca de 4,2% no aumento das vendas em 2019.

Outros fatores que podem fazer a diferença para os supermercadistas nesta Black Friday são: cupons e cashback, em alta; logística de entrega para cumprir os prazos, frete grátis, sempre um diferencial; e o pagamento em variadas plataformas, como aplicativos. Com estes pontos em dia, os supermercadistas têm tudo para colher na Black Friday ainda mais frutos da transformação digital alcançada ao longo do ano.


Marco Zolet é CEO do Supermercado Now.