A Maya Capital, fundo que investe em empresas em estágio inicial de negócios na América Latina, anunciou uma nova captação, totalizando o montante de US$ 41 milhões. Com recursos provenientes de family offices dos Estados Unidos, Europa e América Latina, sobretudo Brasil e México, o fundo apoiará soluções e oportunidades que surgiram como consequência da pandemia.

A nova captação vem para complementar o primeiro fundo da Maya Capital de quase US$ 26 milhões, captado em 2018. No total, foram mais de 30 rodadas de investimento em 24 startups, dos mais variados setores, como saúde, real estate, finanças, mobilidade e logística. Dentre as startups, há a construtech Oico, a fintech Belvo e a healthtech Nilo.

“A crise mudou drasticamente o nosso dia a dia. A forma de nos locomover, trabalhar, alimentar e até interagir com outras pessoas já não é a mesma há meses. Como consequência, novos problemas e necessidades surgiram neste período. Enxergamos um enorme potencial nas soluções capazes de resolvê-los” conta Lara Lemann, fundadora da Maya Capital.

Com novos recursos, o fundo pretende aumentar seu portfólio, chegando a, no máximo, 35 startups. “Parte importante da nossa estratégia é apoiar nossas investidas em diferentes momentos de seu crescimento, por meio de nossa expertise e forte time de advisers. Porém, para que possamos conhecê-los a fundo e ajudá-los a tomar as melhores decisões, precisamos manter um portfólio enxuto”, conta Mônica Saggioro, também fundadora da Maya Capital.

Fazem parte do time de advisers do fundo grandes nomes do empreendedorismo e negócios, como André Street, da Stone, Victor Lazarte, da Wildlife Games, Rafaela Villela, da Gera Ventures, e Marcos Leta, da Fazenda Futuro.

As melhores soluções para os maiores problemas

Apesar da Maya Capital ter sido criada em 2018, a história do fundo começou dois anos antes, quando as fundadoras Mônica Saggioro e Lara Lemann se conheceram. Em momentos de vida muito parecidos, buscavam formas de aplicar seus conhecimentos e experiências de forma a impulsionar o processo transformacional da América Latina, favorecendo a economia e desenvolvimento da região.

“Com o tempo, percebemos que a maneira mais rápida e escalável de atingir nossos objetivos seria apoiando empreendedores excelentes, com as melhores soluções para os maiores problemas da América Latina”, conta Mônica.

Neste momento, realizaram análise que revelou que, enquanto haviam 12 startups para cada fundo de venture capital nos Estados Unidos, esse número chegava a alarmantes 80 empresas para cada VC na América Latina.

Ficou claro o caminho que deviam seguir e, determinadas a minimizar esse enorme gap de investimentos e apoiar empreendedores da região, criaram a Maya Capital. “A América Latina concentra problemas de enormes proporções, porém, de proporcional potencial. O que observamos é que havia muitas soluções que acabavam por nem sair do papel por falta de incentivo. Quantas ideias geniais, que poderiam transformar a região de forma positiva podem ter sido perdidas por conta dessa realidade?”, finaliza Mônica.