Essa semana a Microsoft anunciou um novo plano em que a empresa pretende, até 2030, oferecer um “saldo positivo” em relação ao seu consumo de água. Segundo comunicado, a quantidade devolvida será determinada pela quantidade de água usada e quão escassa está a bacia selecionada.

“Nossa estratégia de reposição incluirá investimentos em projetos como restauração de pântanos e remoção de superfícies impermeáveis como asfalto, o que ajudará a repor a água nas bacias que mais precisam. Concentraremos nossos esforços de reposição em cerca de 40 bacias altamente escassas onde temos operações”, explicou Brad Smith, presidente da Microsoft.

Segundo a organização World Resources Institute, uma bacia é considerada “altamente escassa” se a quantidade de água retirada exceder 40% do fornecimento renovável. Globalmente, existem 4.717 bacias que se enquadram nesta categoria.

A estratégia de sustentabilidade da empresa também inclui a redução no consumo do recurso. Para isso, a empresa está apostando em um novo campus no Vale do Silício, a ser inaugurado no final deste ano. Ele apresentará um sistema de coleta de água da chuva e uma estação de tratamento de resíduos para garantir que 100% da água não potável venha de fontes recicladas no local. A reciclagem de água permitirá ao campus economizar cerca de 4,3 milhões de galões de água potável por ano.

A Microsoft destacou seu trabalho também em:

  • Israel: o novo campus em Herzliya possui encanamentos que aumentam a economia de água em 35%. Além disso, a água coletada dos ares-condicionados será usada para regar as plantas no local.
  • Índia: o campus de Hyderabad suportará 100% do tratamento e reutilização de águas residuais no local para paisagismo, descarga e para a torre de resfriamento.
  • A sede em Puget Sound foi redesenhada para que todos os novos edifícios reutilizem a água da chuva coletada em instalações de descarga e em sistemas de baixo fluxo. O local foi projetado para economizar mais de 5,8 milhões de galões anualmente.
  • Uma nova região de datacenter no Arizona, disponível para uso em 2021, usará água zero para resfriamento por mais da metade do ano, aproveitando um método chamado resfriamento adiabático, que usa ar externo em vez de água para resfriamento quando as temperaturas estão abaixo de 85 graus Fahrenheit (29º C).

A Microsoft também anunciou que está fazendo parceria com organizações não governamentais (ONGs) para garantir que mais de 1,5 milhão de pessoas tenham acesso a água potável e saneamento. De início, o trabalho será concentrado em sete países.

A parceria inicial, com a Water.org, ajudará pessoas no Brasil, Índia, Indonésia e México. Em seguida, p trabalho será expandido com parceiros na China, Malásia e África do Sul. “Nossa redução na intensidade do uso da água e nossos compromissos de reposição abordam a questão-chave da disponibilidade de água, que é a quantidade de água que pode ser usada para atender à demanda. Isso, no entanto, é apenas parte do desafio. Igualmente importante é a questão da acessibilidade, que é o fornecimento de água potável segura e saneamento”, concluiu a empresa.

Investimento do Fundo de Inovação Climática

O Fundo de Inovação Climática da Microsoft está investindo US$ 10 milhões no Fundo de Impacto Global da Emerald Technology Ventures que totaliza US$ 100 milhões e cujos investidores também incluem Temasek, Ecolab e SKion.

O fundo beneficiará empresas em estágio inicial de expansão de todo o mundo, impulsionando a inovação e sua adoção em tecnologias de água. Ele se concentrará em desafios urgentes, incluindo a conservação de recursos hídricos, melhoria da eficiência e qualidade da água, evitando emissões de carbono no tratamento de água e adaptação às mudanças climáticas.

Este é o terceiro investimento que o Fundo de Inovação Climática fez em uma das quatro áreas de foco de sustentabilidade da empresa. O primeiro foi focado em carbono e o segundo em resíduos.