Criado em 1998 para avaliar o domínio de competências pelos estudantes concluintes do Ensino Médio, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não tinha a tamanha relevância que possui hoje. Naquela época, o número de inscritos foi de cerca de 157 mil, segundo o Ministério da Educação.

Hoje, depois de mais de duas décadas de sua criação, a prova cresceu e é considerada a principal porta de entrada para as principais instituições de ensino do país, sejam elas públicas, através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou privadas, por meio do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Até a última sexta-feira (22), mais de 5,5 milhões de pessoas já haviam se inscrito para a prova deste ano, de acordo com o MEC. As inscrições terminaram na última quarta-feira.

Em 2020, em função dos impactos da pandemia do novo coronavírus, setores da educação como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) exigiram junto ao Ministério da Educação que a prova fosse adiada. O objetivo é que todos os candidatos possam ter condições igualitárias de preparação.

A reivindicação foi atendida no último dia 20 de maio. Assim, tanto o Enem impresso, que seria realizado nos dias 1 e 8 de novembro, quanto o digital, novidade deste ano que ocorreria em 22 e 29 de novembro, ainda não possuem novas datas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai promover no final de junho uma enquete direcionada aos inscritos para definir os novos dias de realização da prova.

Os dois modelos do exame serão os mesmos. Ao todo, nos dois finais de semana respectivos, serão aplicadas quatro provas objetivas com 45 questões cada, além da redação, esta que será escrita em papel em ambas as modalidades.

Enquanto a nova data não é definida, estudantes de todo o país continuam se preparando. Junto com eles, empresas do ramo da educação também seguem trabalhando para ajudar os futuros universitários. Confira:

TutorMundi

Em muitas instituições de ensino pelo país, os alunos contam com um recurso chamado de tutoria, que consiste em um acompanhamento personalizado do processo de aprendizagem, de modo a promover melhorias em seu desempenho.

No caso da TutorMundi, esse atendimento ocorre sem sair de casa, pela internet. Fundada em 2016, a edtech possui mais de 2 mil tutores e já atendeu mais de 10 mil alunos desde a sua criação. Das 449 empresas ativas do setor no Brasil, a Tutor faz parte das 10 que são apenas de tutoria online. Os dados são da segunda edição do “Mapeamento Edtech – Investigação sobre as startups de tecnologia educacional – 2019”, realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb).

O aplicativo é voltado para alunos do ensino médio e fundamental II que precisam de suporte em qualquer disciplina escolar. “O estudante manda uma mensagem ou tira uma foto da sua dúvida e é conectado com um tutor das melhores universidades do país em até cinco minutos. As escolas que trabalham conosco conseguem ter relatórios individualizados das principais dificuldades de seus alunos, possibilitando maior eficiência da gestão  pedagógica. Pais ou responsáveis também são impactados com o uso do aplicativo, pois seus filhos conseguem aquela ajuda extra ao resolver seus deveres de casa ou auxiliar nos estudos nesse momento de quarentena. Esse fato proporciona uma vantagem competitiva para a escola”, destaca Raphael Coelho, CEO e fundador da TutorMundi.

Segundo Raphael, a adesão à plataforma cresceu durante a pandemia. “Nas primeiras duas semanas, nós tivemos um crescimento acelerado. Foi um desafio nos adaptarmos com a crescente demanda de trabalho. Inclusive, recebemos contatos de vários grupos sem fins lucrativos, escolas privadas, escolas públicas e pais. Todos querendo entender como funciona a plataforma. Depois de duas semanas, percebemos que as escolas sentiram que recursos como tutorias online passaram a ser necessidade imediata com uso a médio e longo prazos, visto que ninguém sabe como serão os próximos tempos (o chamado “novo normal”) com esta pandemia”, destaca.

Raphael Coelho, CEO da Tutor Mundi

Raphael Coelho, CEO da TutorMundi.

A expectativa da plataforma é de alcançar 3 milhões de estudantes nos próximos 5 anos. “O coronavírus pode fazer com que tudo o que foi previsto seja atingido na metade do tempo. Na TutorMundi o que esperávamos alcançar em dez anos, hoje acreditamos que iremos atingir em cinco. O crescimento da plataforma é certo. O futuro é claro. A ideia é crescer primeiro no Brasil e depois na América Latina”.

Alunos de cursinhos pré-vestibulares também fazem parte do público-alvo da startup, estes que têm como o Enem um dos seus principais desafios. “A TutorMundi é uma ferramenta perfeita para quem se prepara para exames como o Enem, sobretudo porque defendemos que o ritmo de aprendizado do aluno deve ser respeitado. Por isso que a qualquer hora do dia ele pode acessar a aplicativo e solicitar a ajuda de um tutor, tirando a dúvida que ele tem naquele momento”.

Plataforma da Tutor Mundi.

O CEO apoia o adiamento da prova por conta do novo coronavírus e acredita no potencial da digitalização da educação. “Entendemos o adiamento do Enem como uma medida essencial para promover a igualdade educacional no Brasil, uma vez que 6,6 milhões de estudantes não têm acesso à internet e estão com as aulas paralisadas. Acreditamos que a digitalização da educação é uma ação mais do que necessária. Seria um passo importante para a democratização do ensino. Porém ela deve ser bem planejada e acessível por todos”. Ele também destaca a importância de formar docentes que consigam usar ferramentas digitais. “Dessa forma, seria possível garantir que todos os alunos do Brasil possam ter acesso ao conhecimento”, completa Coelho.

A prova digital, novidade deste ano, será realizada em apenas 15 dos 27 estados da federação. Até 100 mil pessoas poderão fazer o exame no novo formato, que não estará disponível para treineiros e não promoverá atendimento especializado. A previsão é que este modelo esteja consolidado até o ano de 2026.

Raphael concorda que a transparência do exame digital será garantida se ele estiver apoiada em um sistema de segurança eficiente. “Acredito que há uma tendência que as provas sejam feitas em computadores que tenham câmeras, por exemplo, com software de reconhecimento facial durante todo o período e garanta-se que aquele aluno que faz a prova realmente se inscreveu. O Enem digital será uma evolução a mais desde que a seleção foi criada em um país com tantas diferenças que nem o Brasil. Ganha-se em agilidade para todos os lados: alunos, professores, universidades, governo”, finaliza.

Projeto Constituição na Escola

Uma outra iniciativa para ajudar alunos que vão prestar a prova do Enem partiu do Projeto Constituição na Escola. A ONG de educação cívica foi fundada em 2014 e promove, dentre outras ações, aulas sobre a Constituição Federal Brasileira, direitos humanos e civilidade aos alunos da rede pública e demais membros da comunidade, para que tenham uma base educacional sólida e compreendam a importância de ser um cidadão consciente.

Fundada por Felipe Neves, recém-formado à época e hoje advogado, tinha o desejo de ensinar direito constitucional em escolas públicas. Depois de um tempo oferecendo essas aulas de forma gratuita nas instituições, decidiu criar a entidade.

“Em 2016, fui nomeado Young Leader of América pelo Governo dos EUA, por causa da ONG e minha atuação nessas escolas. Após esse reconhecimento, convidei colegas da faculdade para me ajudar e o projeto foi crescendo. Em 2017 chegamos a 100 escolas públicas e 25 mil alunos por semestre, que hoje são atendidos presencialmente por 100 advogados voluntários. Vencemos o Prêmio Innovare do Ministério da Justiça, a Fundação Obama me escolheu como um dos 11 jovens líderes brasileiros e fui nomeado Forbes 30 Under 30”, destaca.

Uma das últimas ações da ONG, a primeira do tipo, ocorreu no último dia 16 de maio, quando fez a doação de 200 laptops e tablets para escolas públicas de ensino da capital paulista. Cerca de 20 delas foram beneficiadas. A campanha tem o objetivo de favorecer alunos de instituições estaduais que estão se preparando para o Enem e têm dificuldades de estudar em decorrência da falta de computadores em casa.

“Nós decidimos focar na compra e distribuição de tablets 3G (para facilitar o acesso à internet). Os tablets são doados diretamente para os alunos (são dos alunos e não das escolas) para que eles tenham acesso às aulas por wifi ou pela rede 3G. A Secretaria de Educação liberou gratuitamente acesso 3G no seu aplicativo de aulas online, então eles não precisam nem de chip para acessar”, explica Neves.

Felipe Neves, fundador do Projeto Constituição na Escola.

Segundo ele, tanto a divulgação e arrecadação de equipamentos novos e usados quanto a doação em dinheiro para compra de novas máquinas, ocorrem pelas redes sociais e grupos de WhatsApp. “Para a campanha nas mídias sociais, também tivemos a ajuda do escritório de advocacia Lobo de Rizzo, que além de ser nosso patrocinador, elaborou artes para a campanha. Focamos nos alunos que não tem acesso a internet, nem pelo celular dos pais, e que tenham uma situação financeira mais delicada. Por isso, contamos com a ajuda das escolas estaduais e das diretorias regionais de ensino para identificar esses alunos”, destaca Neves. Os equipamentos usados recebidos passarão por uma reformatação para garantir que possam ser usados pelos alunos.

O fundador conta que as contribuições seguem a todo o vapor, mesmo durante a pandemia. “O processo de doação por empresas estava muito difícil, tendo em vista a difícil situação econômica que se encontram. Então decidimos ir atrás das doações individuais para alcançar nosso objetivo. No início queríamos arrecadar 100 tablets. Agora já passamos dos 350 e a cada dia aumenta”, aponta.

A primeira doação ocorreu na Escola Estadual Julia Macedo Pantoja, zona leste de São Paulo. 

Por conta do novo coronavírus, muitas escolas paralisaram suas atividades presenciais e migraram para o digital. Entretanto, impedir que o ano letivo seja perdido não é uma realidade em todas elas. Muitas não possuem equipamentos de qualidade para que os alunos possam acompanhar as aulas remotas. Assim, Felipe acredita que se já existia desigualdade no ensino, com a pandemia, isso aumentou.

“Alunos das escolas particulares (regra geral) já tem equipamento e acesso à internet para continuar estudando, então a transição para o ensino a distância foi mais fácil. Os alunos da rede pública, em sua maioria, não tem acesso nem ao equipamento. Isso aumenta a desigualdade de oportunidades e, com isso, a desigualdade social. Acho que é de extrema importância, pois a educação é o problema e a solução para a igualdade dentro da nossa sociedade”.

Ele avalia que ainda estamos no processo de promover uma educação inclusiva dentro da sala de aula no Brasil, longe de ser a ideal e que precisa de um olhar atento das autoridades. “Acredito que, inicialmente, políticas públicas de inclusão digital devem ser estudadas para avaliar o custo para a inclusão digital nas áreas mais carentes e para oferecer conteúdo suplementar ao de sala de aula (durante finais de semana, fora do horário escolas e preparatórios para o Enem, por exemplo), mas antes é preciso trabalhar na base do ensino e nas estrutura das escolas”, finaliza.

Descomplica

O Descomplica é uma edtech brasileira que oferece cursos online preparatórios para diversos ramos de ensino do país, dentre eles, o Enem. Em cada um deles, dentre outras funcionalidades, os estudantes contam com aulas gravadas, material de apoio, plataformas de exercícios e aulas ao vivo. Alcançando 5 milhões de usuários por mês, o Descomplica possui 300 mil alunos pagantes por ano e é responsável pela educação de 80% do público que se prepara para o Exame Nacional do Ensino Médio de forma online.

Segundo Mariana Figueira, head de Escolas da empresa, a adesão aos serviços da edtech durante a pandemia tem sido boa. “O nosso número total de vendas em abril, por exemplo, foi maior do que em fevereiro. Isso, claro, depende da vertical da qual estamos falando. Na frente “escolas”, nós aumentamos o número de buscas em 50%  desde o início da quarentena”, explica.

Hoje, o Descomplica atende alunos e professores do ensino médio, estudantes de concursos públicos, bem como alunos que buscam realizar a graduação e pós-graduação a distância. “Tendo como mote um dos nossos principais objetivos, a democratização do ensino, nossos preços são competitivos e, em virtude disso, nossos alunos, em sua maioria, são de renda baixa e média”.

Mariana Figueira, head de Escolas do Descomplica.

Devido à paralisação de aulas presenciais desde março por conta do novo coronavírus, vários estudantes da rede pública tiveram seu preparo para o Enem também pausado. Assim, para evitar que eles sejam prejudicados, o Descomplica, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, disponibilizou para o Ensino Médio de todas as escolas estaduais paulistas o seu conteúdo escolar, que fica acessível por meio da TV Cultura e do aplicativo Centro de Mídia SP. A programação pode ser conferida neste link.

De acordo com a head de Escolas, cerca de 1,5 milhão de alunos serão beneficiados pela iniciativa, que começou no início desta semana. “Essa ação vai ao encontro daquilo que pregamos: o ensino é para todos e nós trabalhamos para democratizá-lo o máximo possível. O “novo normal” que estamos vivendo culminou por paralisar parcial ou totalmente o ensino para milhares de alunos. Quando firmamos essa parceria, auxiliamos estes estudantes a prosseguirem com os  seus estudos mesmo frente à crise do coronavírus. Isso é essencial para que eles possam se manter em condições de competir por bons resultados nos exames nacionais desse ano”.

A princípio, a parceria tem duração de três meses, mas será prorrogada caso necessário. “Estamos em conversas com várias empresas para oferecer o Descomplica de forma gratuita para mais pessoas, mas ainda não podemos abrir os detalhes”, destaca. Apesar do adiamento da prova, Mariana afirma que o Descomplica tem trabalhado para mostrar aos alunos o lado positivo da medida, que é ganhar mais tempo para se preparar para a prova. “As adaptações que podem ser feitas são pedagógicas. Podemos focar em três aspectos: aplicar mais exercícios, dar atenção a pontos frequentes no Enem e passar temas que não caem muito, mas que se mostrarão um diferencial para aquele estudante que conseguir respondê-los caso sejam cobrados no Exame”.

Para ela, o Enem Digital é uma forma de testar uma adaptação para o futuro. “Enxergamos que a digitalização é uma forma de seguir a adaptação que outros setores já fizeram em direção ao uso da tecnologia em seus serviços – e entendemos que seguir nessa direção é se adaptar ao que o futuro exigirá de nós. Isso, claro, desde que cuidemos de prover aos alunos a infraestrutura necessária”, salienta.

Parceria com a Claro

A Claro se uniu ao Descomplica e está oferecendo acesso gratuito à plataforma de estudos para todos os clientes do Prezão da operadora. A novidade vale para quem possui os planos diários, semanais ou mensais.

Os alunos poderão acessar os serviços por meio do smartphone, que em muitos casos, é o único meio eletrônico disponível para os candidatos se prepararem. O plano de internet móvel não será consumido. A assinatura do serviço Descomplica será cedida gratuitamente pela parceria e a Claro arcará com o custo de navegação.

A parceria vai se estender até a realização da prova do Enem 2020. O dimensionamento da rede levou em consideração os cerca de 6 milhões de estudantes que se inscrevem anualmente e, caso a demanda seja maior que a esperada, o comitê de crise da operadora poderá rever a oferta para manter o acesso normalizado.

Novidade

Mesmo durante a pandemia, a startup lançou a Faculdade Descomplica, instituição de ensino totalmente online e com preços acessíveis. Serão investidos R$ 55 milhões de reais no setup inicial durante os três primeiros anos de atuação da instituição. Neste ano de lançamento, a empresa oferece quatro opções de curso de graduação: administração, recursos humanos, ciências contábeis e pedagogia, com 1200 vagas ao todo. A meta para 2021 é criar outros 20 cursos, com foco em engenharias e tecnologia.

Geekie

Outra empresa que também está empenhada em ajudar os alunos a prestar a prova do Enem este ano é a Geekie. Fundada em 2011, tem como missão transformar a educação do país. Com foco no Ensino Médio e Fundamental II, a empresa alia tecnologia à metodologias pedagógicas inovadoras. Em 2013, criou o Geekie Games, uma plataforma de estudo online que capacita e aprimora o desempenho de estudantes em provas do Exame Nacional do Ensino Médio e vestibulares. Desde o início, já foi usada por mais de 9 milhões de alunos e, atualmente, conta com cerca de 115 mil.

Este ano, devido aos impactos causados pela pandemia, a startup está oferecendo, de forma gratuita, 20 mil bolsas de estudos do Geekie Games para alunos de escolas públicas, de forma a contribuir que eles não interrompam seus estudos durante esse momento de isolamento social e paralisação das aulas. Estão incluídos também estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“Por atingir diretamente estudantes, nossa iniciativa é um apoio que não confronta com a autonomia dos estados pela escolha de seus currículos e propostas pedagógicas. O nosso principal objetivo é que esses estudantes usem o período para se prepararem, da melhor forma, para o Enem e os vestibulares. A expectativa é que possamos, como um negócio de impacto social, auxiliar os jovens brasileiros a realizar os seus sonhos por meio da educação e diminuir o máximo possível o impacto do distanciamento social provocado pelo coronavírus no ano letivo e no processo de aprendizagem dos estudantes”, destaca Claudio Sassaki, cofundador da Geekie.

Claudio Sassaki, cofundador da Geekie.

A inscrição deve ser feita pelo site. Depois de cadastrado, para ter acesso aos conteúdos oferecidos, o estudante deve fazer um simulado a partir de uma prova elaborada nos moldes do Enem. Com o resultado, é possível obter uma série de informações sobre como respondeu ao conjunto de questões. Além disso, ao receber uma nota estimada, o candidato pode comparar o resultado obtido com a nota de corte no curso e universidade pretendidos. A partir do diagnóstico baseado nesse desempenho, portanto, a Geekie Games produz um roteiro de estudos personalizado.

Segundo a empresa, até o final da semana passada, 2.500 vagas já haviam sido preenchidas. Para isso, a empresa contou com o apoio de veículos de imprensa para a divulgação da iniciativa. Sassaki reforça que essas ações estão sendo intensificadas para completar a quantidade de bolsas disponíveis.

Mesmo com o adiamento da prova do Enem, o cofundador garante que o processo não será paralisado. “O Geekie Games é um dos produtos da Geekie para preparação de estudantes para o exame. Então, pensamos as estratégias da empresa como um todo e continuamos com a oferta de bolsas de nossa plataforma para apoiar os estudantes neste preparo”.

Nesse momento de distanciamento social, os mais de 200 funcionários da Geekie estão trabalhando remotamente para que as escolas parceiras (particulares) também possam oferecer aulas com qualidade, usando a tecnologia com intencionalidade pedagógica através do Geekie One.

“Como esse apoio é muito crítico para as escolas nesse momento, no último mês saltamos de 20 mil alunos alcançados para mais de 60 mil e de 115 escolas para mais de 200. A nossa expectativa é que todo esse alcance se reverta em crescimento de negócios para o próximo ano. Para professores em geral – tanto das escolas parceiras, quanto de outras e educadores de estabelecimentos públicos – estamos disponibilizando conteúdos qualificados sobre temas como: educação a distância; avaliação em tempos de distanciamento social; técnicas de aprendizagem ativa etc”, finaliza.

Sisu 2020

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que utiliza a nota do Enem para ingresso em universidades públicas do país, vem com uma novidade no segundo semestre. O programa vai ofertar vagas para cursos de ensino a distância (EaD). As notas equivalem ao Exame realizado em 2019.

De acordo com a portaria no Diário Oficial da União publicada no último dia 25 de maio, as instituições de ensino superior devem disponibilizar meios digitais para que o estudante efetive sua matrícula. Além disso, devem ficar responsáveis por publicar na internet a lista de espera por curso, turno e modalidade de concorrência, assim como os critérios adotados para convocação dos candidatos.

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) poderão ser feitas entre 16 e 19 de junho, para o Programa Universidade para Todos (Prouni) de 23 a 26 de junho e para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), entre 30 de junho a 3 de julho.