Adaptar, reinventar, recomeçar. Para diversos setores econômicos do Brasil, palavras como estas nunca fizeram tanto sentido depois que o novo coronavírus chegou ao país. Várias empresas tidas como não essenciais tiveram que paralisar suas atividades por conta da pandemia. Enquanto algumas não conseguiram migrar seus serviços para o digital, outras viram uma oportunidade de continuar trabalhando, mesmo que a distância, pela internet.

As imobiliárias são um exemplo dessa digitalização. A impossibilidade de realizar visitas presenciais fez algumas companhias conhecidas do mercado adaptarem seu sistema, enquanto outras já realizavam esse serviço e viram sua demanda crescer. Danilo Igliori, economista-chefe do Grupo ZAP, empresa que oferece soluções para o mercado de imóveis, acredita que a digitalização esteja contribuindo para manter o mercado da área relativamente aquecido.

“A digitalização do processo de compra/locação de imóveis está sendo amplamente adotada e produzindo resultados muito significativos. A visita é claramente um dos aspectos mais críticos, mas existem iniciativas em outras etapas como nos contratos ou registros eletrônicos”, destaca.

Apesar disso, ele não descarta que o setor foi bastante impactado no Brasil, tanto na demanda como na oferta. “Do lado da demanda, consumidores preocupados com questões de saúde e com o cenário econômico resolveram postergar suas decisões de compra e locação. Do lado da oferta, incorporadores pararam para repensar seus lançamentos no curto prazo e proprietários ficaram mais cautelosos também”.

Danilo Igliori, economista-chefe do Grupo ZAP.

Para Danilo, até o momento, os preços de imóveis se mantiveram na média, o que não chega a ser uma surpresa. “Sabemos que choques negativos sempre produzem reduções nas transações. No entanto, o impacto na demanda tende a pressionar os preços para baixo enquanto o impacto na oferta faz o contrário. Assim, durante crises, quando os dois lados do mercado se retraem, os ajustes são mais fortes nas quantidades e não nos preços. Foi exatamente isso que ocorreu na crise que tivemos a partir de 2014”.

Ainda de acordo com o economista, o consumidor deve estar atento à alguns fatores para escolher a melhor oferta de compra e venda de um imóvel, como o estado do mesmo e sua localização. “Além das condições do imóvel, é fundamental analisar aspectos locacionais. A diferença é que no caso do investimento, o que importa não são as preferências particulares do investidor, mas sim se existe um conjunto significativo de pessoas que gostam do endereço e da tipologia do imóvel. Em outras palavras, se existe demanda e se será fácil de alugar. Além disso, é importante tentar buscar regiões com potencial de valorização”, afirma.

A presença de um bom corretor que possa fazer as devidas recomendações é, segundo Danilo, essencial para o consumidor. “Corretores são agentes essenciais no mercado imobiliário. Por serem bens de alto valor e com muitas variáveis a serem analisadas, o apoio de especialistas, que conheçam bem o imóvel e a localização, aumenta muito as chances de as escolhas serem bem feitas. À distância ou não”.

Segundo a Startupbase da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), existem hoje no Brasil 149 startups na área de construção civil, as chamadas “construtechs” e 112 do mercado imobiliário, definidas como “proptechs”. Confira o trabalho de algumas delas e suas ações para minimizar os impactos causados pelo coronavírus:

Apto

O Apto é um marketplace 100% online de apartamentos novos que conecta potenciais compradores a construtoras, incorporadoras e imobiliárias de lançamentos. Fundada em 2015, tem a missão de ajudar as pessoas a encontrarem o imóvel dos sonhos. Na outra ponta (construtora), funciona como um portal vertical, atuando na parte superior do funil de vendas.

“Como atuamos no nicho de apartamentos novos, nunca habitados, entregamos leads mais qualificados para esses empreendimentos. O Apto não se concentra em uma determinada camada econômico-social. Há desde ofertas de apartamentos caros, de R$ 1 milhão ou mais, até aqueles do projeto governamental Minha Casa Minha Vida, que custam entre R$ 200 mil e R$ 350 mil”, explica Alex Reis, gerente de marketing da empresa.

Alex Reis, gerente de marketing da Apto.

Atualmente, o Apto tem mais de 80 construtoras como clientes e está presente nas principais cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Goiânia. Como parte de seu projeto de expansão, já entrou em cidades como Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Poços de Caldas, Itapema (SC) e em outras regiões do nordeste brasileiro.

Recentemente, pensando em novas soluções para driblar os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus, a companhia criou uma plataforma que conecta potenciais compradores de imóveis novos a construtoras e empreendimentos. Em parceria com a Take, empresa de contatos inteligentes, lançou no início de maio o “Vince”, um chatbot que presta serviço 24 horas, tanto para quem é comprador, quanto para os anunciantes de imóveis. A ideia é orientar os usuários na busca de um apartamento novo.

“O bot faz o contato inicial, via WhatsApp, e descobre o que o cliente deseja: região do imóvel, quantos dormitórios tem, por exemplo, e em seguida envia opções de lançamentos, apartamentos prontos para morar ou ainda em construção, para que o usuário possa analisar melhor. As respostas, nesse momento, são mais objetivas e o usuário conduz o papo apontando suas escolhas. Caso existam dúvidas mais específicas, a ferramenta encaminha o comprador para a equipe interna do Apto, que passa mais informações e detalhes sobre o imóvel, sem perder o ritmo da conversa.

Plataforma da Apto.

Para contatar o Vince, é preciso acessar o site e clicar no botão do WhatsApp à disposição na tela. O usuário também pode adicionar o número aos contatos do seu celular e dar um “olá” pelo mensageiro. Em seguida, o chatbot faz algumas perguntas de modo que ele seja capaz de filtrar opções de imóveis para esse cliente. Entre as perguntas estão: em qual localidade ele deseja comprar um apartamento; quando a pessoa quer se mudar; e tamanho da planta. A partir das respostas, o robô joga o usuário para o site, indicando a ele uma série de recomendações personalizadas.

Até então, ele funcionava apenas no e-mail e no Facebook Messenger, tirando dúvidas sobre os empreendimentos imobiliários. Apesar de o desenvolvimento de um robô estar no roadmap da empresa, a pandemia do novo coronavírus acabou por acelerar o lançamento da versão. “Acreditamos muito no potencial do chatbot no WhatsApp e nossa expectativa é ter de 5 mil a 10 mil interações por mês”, afirma.

Além disso, o gerente afirma que pretende ampliar os serviços oferecidos de forma a deixá-lo cada vez mais abrangente e inteligente. “Abrangente para que a gente possa atender bem as pessoas em todas as cidades do Brasil e inteligente para que ele possa entender linguagem humana respeitando suas características e linguajar local”. As novas funcionalidades incluem um tour virtual de forma mais imersiva, agendamento de visitas virtuais com o corretor como guia e soluções que ampliam ainda mais as soluções de contato imediato com as construtoras.

Alex acredita que investir em tecnologia é, mais do que nunca, o caminho certeiro para conquistar clientes durante a pandemia. “Através de ferramentas como o chatbot, é possível garantir que o cliente se mantenha interessado em consultar o site, para escolher seu imóvel novo. Mesmo que ele demore mais para se decidir, por conta do período econômico, é importante criar um relacionamento online com o consumidor e, para isso, a tecnologia deve ser colocada a nosso favor. Esse momento é importante para reinventarmos nossos negócios e nos conectarmos de forma tecnológica, mas sem perder o contato humano (ainda que virtual)”, finaliza.

Kzas

A Kzas, plataforma digital inteligente que conecta compradores e vendedores do mercado imobiliário, cuida de todo o processo de compra e venda de imóveis, desde a busca até negociação e fechamento. “Nosso sistema de inteligência artificial realiza o “match” das necessidades do cliente aos atributos de cada imóvel – novo ou usado – apresentando apenas as melhores opções (com alto índice de compatibilidade) de produto e preço”, destaca Roberto Nascimento, CEO da empresa. A Kzas também cuida de toda a documentação e do financiamento imobiliário, mantendo sempre o sigilo dos dados dos indivíduos.

Com uma da série de soluções para ajudar os clientes neste momento de incertezas, criou a campanha “Comissão Zero”, que consiste em ampliar a liquidez e estimular o mercado, dando maior margem de negociação entre compradores e vendedores, em que abrem mão da comissão durante os meses de maio e junho.

“Neste momento de dificuldades financeiras para grande parte da população, onde alguns precisam se desfazer de imóveis, aliada à percepção de que é necessário melhorar a qualidade da habitação, a Kzas busca dar liquidez ao mercado “retirando” a comissão da conta, pelo período de maio e junho, o que permite a redução nos valores e aumento na velocidade de vendas dos imóveis”.

Plataforma da Kzas.

A empresa atende todos os públicos de imóveis residenciais, sejam eles compradores ou vendedores dos segmentos de baixo, médio e alto padrões. Ela atua, predominantemente, na Região Metropolitana de São Paulo, mas pretende expandir seus serviços para outras áreas do país. O CEO destaca que mesmo com a pandemia, a adesão à plataforma tem sido bastante significativa.

Roberto Nascimento, CEO da Kzas.

“Os clientes estão aprovando e elogiando o fato de poderem cuidar de tudo por intermédio da plataforma, realizando visitas virtuais agendadas, negociando e fechando o negócio digitalmente. O volume de visitas e utilização da ferramenta aumentou em mais de 50% nos últimos 30 dias”, aponta. Além disso, mesmo durante a quarentena, a startup aumentou seu quadro de colaboradores em 15% e segue contratando novos rostos. As vagas podem ser conferidas neste link. 

Investimentos e conquistas

Recentemente, a Kzas recebeu investimento Seed de US$ 4 milhões, liderado pela Redpoint eventures. O capital, segundo Roberto, está sendo utilizado no desenvolvimento de tecnologia necessária para entregar uma experiência satisfatória para o consumidor. “Isso envolve não apenas o software mas também toda a preparação e treinamento da equipe de especialistas de atendimento aos clientes. Também temos de investir em marketing e, nesse momento inicial, nos gastos operacionais da empresa”.

A companhia também foi eleita como uma das ‘100 melhores startups Proptech para 2020’ da Ásia, América do Sul, América do Norte, Europa e África do Sul. Roberto comemora a conquista. “Ficamos felizes pelo reconhecimento da importância e perspectiva de sucesso do que estamos fazendo, sobretudo por um observador externo especializado. Precisamos que o mercado nos conheça e isto ajuda”.

Grupo Planet Smart City

Fundada em 2015, a Planet Smart City, idealizadora da primeira Cidade Inteligente do Brasil, quer mudar não só como as pessoas vivem, mas como compram suas casas. Por meio do Planet App, um aplicativo que pode ser baixado gratuitamente, o usuário consegue ter acesso a uma prévia sobre o conceito de viver em uma cidade inclusiva inteligente para quem ainda está pesquisando o empreendimento, como o acesso a câmeras que monitoram as áreas comuns.

Após a fidelização do cliente, o aplicativo oferece um painel de controle da cidade e oferece recursos de segurança, tem acesso a câmeras que monitoram as áreas comuns e ao consumo de energia e água, atividades sociais e inúmeras outras funcionalidades. A empresa oferece toda a privacidade e segurança dos dados de seus usuários.

“A ideia surgiu pensando no déficit habitacional mundial que é gigante, porém, mais do que isso, a Planet Smart City nasceu para criar bairros e cidades inteligentes a preços acessíveis e, consequentemente, melhorar a qualidade vida das pessoas. Antes da Planet, as smart cities só eram voltadas para um público muito rico”, afirma Susanna Marchionni, CEO no Brasil do Grupo Planet Smart City.

Além disso, um dos diferenciais do Grupo é o simulador de vendas online, que permite realizar cotações e saber previamente o valor de entrada e parcelas de cada lote do empreendimento, bem como obter atendimento por meio de um formulário. “O simulador foi desenvolvido para facilitar a compra e tirar as dúvidas. Por meio dele, o cliente pode escolher no mapa o seu lote preferido, consultar valores e as formas de pagamento”.

Para ter acesso ao programa, o usuário deve entrar no aplicativo Planet App e clicar no simulador. Em seguida, ele é direcionado para um link na web que contém a função. A empresa ainda conta com o DocuSign, uma ferramenta terceirizada para assinatura digital de contratos aceita no mundo todo.

Susanna Marchionni, CEO no Brasil do Grupo Planet Smart City.

Atualmente, a empresa está com os seguintes projetos: Smart City Laguna, no Ceará; Smart City Natal, no Rio Grande do Norte e Smart City Aquiraz, também no Ceará. A companhia também planeja chegar na Bahia e em São Paulo. No momento, toda a equipe está trabalhando em sistema home office, respeitando todas as recomendações das autoridades de saúde. “Esse momento só confirmou a importância de termos um sistema de vendas digital, seguro e efetivo, que implantamos a mais de um ano”.

Projeto da Smart City Natal, no Rio Grande do Norte.

Em janeiro, a Planet concluiu sua mais recente rodada de aumento de capital. A empresa captou 24 milhões de euros de novos investidores e atuais acionistas, elevando o valor total arrecadado desde a formação da empresa a 100 milhões de euros. “Esses recursos estão financiando um ambicioso plano de expansão que inclui o lançamento de 30 projetos residenciais de grande escala até o final de 2023, com um marco de oito projetos até o final de 2020”, reforça a CEO.

Para Susanna, o mercado imobiliário brasileiro é diferente do europeu por conta do déficit habitacional, mas enxerga um crescimento para o setor no país nos próximos anos, potencializado pela tecnologia. “A digitalização vai mudar a forma de morar nos próximos anos, mas a inovação digital precisa estar agregada com a inovação social, porque somente ela é capaz de mudar a forma como as pessoas vivem. A digitalização permite alcançar uma grande quantidade de pessoas, baratear os custos de vida e aumentar a oferta de serviços de qualidade.

InstaCasa

Lançada em 2017, a InstaCasa é uma plataforma online que permite que potenciais compradores visualizem uma grande variedade de projetos de arquitetura no terreno, por meio da realidade aumentada.

“A InstaCasa se posiciona como o “Decorado” do lote. Nosso objetivo é apresentar a um potencial comprador, um grande número de possibilidades de como uma casa poderia ser construída no lote, com centenas de opções. O corretor insere o lote que está sendo negociado, e a plataforma entende suas dimensões e declividades, e também a legislação construtiva aplicada no município, e retorna com uma grande variedade de modelos que podem ser filtrados por estilo, área construída ou número de dormitórios, por exemplo”, explica o CEO da empresa, Mauricio Carrer.

Segundo ele, a empresa identificou que, em geral, as pessoas têm dificuldade em “ler” plantas e imaginar como vai ficar a casa depois de construída no lote. “Após a implementação, percebemos que a venda de lotes em aclives declives, antes consideramos mais difíceis de serem vendidos, foram muito facilitadas, pois os clientes passaram a perceber as vantagens do ponto de vista arquitetônico. O efeito prático é a pulverização maior do espelho de vendas, as pessoas deixam de buscar apenas os lotes planos, antes tido como sendo melhores que as demais configurações”.

Mauricio Carrer, CEO da InstaCasa.

Em geral, em cada empreendimento onde a InstaCasa opera, existem algumas centenas de diferentes projetos compatíveis, para que, independente de qual seja a necessidade do potencial comprador, ele encontre a casa dos sonhos e assim, a venda do lote seja facilitada. “Após a compra do lote, o proprietário se cadastra na plataforma e passa a ter direito a serviços exclusivos, como assessoria para obtenção de financiamento a construção, acesso ao nosso clube de benefícios com descontos em lojas e serviços locais e nacionais, acesso a conteúdo, etc”, explica.

De acordo com o CEO, apenas proprietários que compraram lotes em algum empreendimento em que a InstaCasa opera podem realizar seu cadastro na plataforma, que conta com toda a tecnologia necessária para a proteção dos dados dos usuários. “Após o cadastro, o usuário fica atrelado ao lote que comprou, e pode visualizar os projetos que são compatíveis com ele em função de dimensão, declividade e legislação aplicável”.

Atualmente, a startup atende empreendimentos de médio padrão e econômicos, tanto aberto como fechados. A companhia possui 40 empreendimentos em 33 cidades de 8 estados. “Já temos mais de 20 empreendimentos contratados com previsão de início de operação este ano. É possível que até o final do ano este número dobre, o que representaria um aumento de 100% de empreendimentos atendidos em 2020”.

E os números não param por aí. “Desde março, percebemos um grande aumento no número de loteadoras buscando nossos serviços. Nestes meses tivemos aumento de 400% do número de novos empreendimentos contratados em comparação com a média desde nossa fundação”, destaca Mauricio. Em 2019, a construtech recebeu uma rodada de investimentos de R$ 700 mil liderada por Gávea Angels e Construtech Angels, primeira iniciativa do mundo com foco em mercado imobiliário.

Plataforma da InstaCasa.

Para minimizar os impactos do coronavírus, a empresa está ampliando alguns de seus serviços. “Em breve, todos os empreendimentos em vendas terão uma página específica na nossa plataforma, que o corretor poderá apresentar remotamente, e possui a jornada do empreendimento com a apresentação de localização, diferenciais, infraestrutura, o sonho da casa através da InstaCasa com uma “degustação de projetos”, e por fim um tour virtual por todos os lotes do empreendimento. Desta forma, o corretor atravessa todos os passos de forma virtual pela nossa plataforma”.

Ainda de acordo com o CEO, praticamente todos os empreendimentos cuja previsão de lançamento aconteceria no primeiro semestre foram postergados para o segundo. “Até o momento, temos 20 empreendimentos que devem ser lançados e outros tantos em negociação. Destaque especial para o estado de Minas Gerais que iniciaremos operação em 3 cidades quase de forma simultânea, e nossa primeira operação na região sul do Paraná”, reforça.

Mauricio acredita que o mercado imobiliário vinha em um movimento de retomada de vendas e volume de aprovações, porém, a crise do coronavírus acabou pegando todos de forma desprevenida. “Como no mercado imobiliário, e principalmente o de loteamentos, o ciclo é muito longo, os efeitos ainda serão sentidos no futuro. De imediato percebe-se uma queda de aproximadamente 50% nas vendas e pedidos de renegociação. Ainda não é perceptível o impacto de distratos, talvez este movimento ocorra a médio prazo. Porém, um efeito positivo é a queda da Selic, que deve proporcionar um reaquecimento do mercado no cenário pós-crise. Também há uma tendência a volta de interesse na compra de imóveis por parte de investidores, por ser um ativo real e sólido”, acredita.

Por outro lado, destaca que a crise ligou um “turbo” com relação a trâmites e processos, o que é muito positivo. “Toda a jornada, desde a demonstração, assinatura e registro de imóveis devem implementar ferramentas digitais de forma muito rápida. Sobre a demonstração, percebe-se o aumento de demanda por soluções de tour e decorados virtuais, mas muito na área de incorporação vertical. No mercado de loteamentos, a InstaCasa está muito bem posicionada para continuar entregando de forma digital o “sonho” do comprador do lote, que é a casa”, finaliza.


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