O modelo de clube de assinaturas a gente já conhece: o consumidor paga uma taxa para receber algo em sua casa, com uma certa recorrência (na maioria das vezes, mensal). O que a Glambox vem trazer para esse mundo é o conceito do tryvertising, baseado na divulgação obtida depois de a consumidora experimentar um produto.

Para suas consumidoras, a Glambox envia uma caixa todo mês, com cinco miniaturas de produtos de beleza, por R$ 50. “Quando você recebe uma caixinha, as pessoas comentam, divulgam nas redes sociais”, conta Fernando Leal, CEO da startup, que recebeu um aporte da Initial Capital* para iniciar suas operações.

Segundo ele, o modelo da Glambox é muito inspirado no que aconteceu nos Estados Unidos com a Birchbox no setor de assinatura de produtos de beleza. “O modelo explodiu por lá, com mais de 200 mil assinantes, e agora está ganhando tração em outras partes do mundo”, diz o CEO. O serviço foi lançado em 2012 e fecha parcerias com as marcas para obter os produtos, oferecendo também uma exposição digital do que está sendo enviado para as clientes.

“Nós também fazemos muitas pesquisas com essas mulheres que compram no site. Quando uma mulher assina a Glambox, ela preenche um perfil de beleza, para enviarmos os produtos certos, e elas também acumulam pontos respondendo questionários”, afirma Fernando. Segundo ele, formou-se um banco de informações relevantes sobre essas pessoas que estão recebendo os produtos.

Atualmente, a startup tem 25 funcionários em sua sede, em São Paulo. Segundo o CEO, tomou-se o cuidado de montar uma operação cuidadosa, com um trabalho de base no atendimento ao cliente.

Foto: Daniela Vladimirova

*A Initial Capital faz parte da nova estratégia do Startupi; leia mais aqui