A cidade de Florianópolis ganhou, na última semana, um Arranjo Promotor da Inovação (ou API) em nanotecnologia, um mercado que movimenta US$ 380 bilhões em todo o mundo e deve chegar a US$ 3,3 trilhões em 2018, segundo a organização do Polo Tecnológico da Grande Florianópolis, onde fica sediado o API.

No local, ficarão aproximadamente 20 grupos de pesquisa em nanotecnologia e (a parte que mais nos interessa) dez “empresas emergentes” do setor. O objetivo é “propiciar ações conjuntas entre seus membros, promovendo a sinergia de competências, estratégias e ações em projetos estruturantes e mobilizadores, voltadas para o desenvolvimento do setor na região”.

“Com o maior intercâmbio entre instituições de pesquisa e empresas, o API busca a transformação mais rápida de pesquisa em produtos e processos inovadores, a transferência de conhecimento para as empresas, fortalecendo laboratórios e empresas de nanotecnologia”, diz o professor Cesar Franco, coordenador técnico do SisNano-UFSC, segundo comunicado divulgado. O SisNano é uma rede criada pelo MCTI para estruturar e ampliar o acesso de cientistas e empresas à infraestrutura de pesquisa básica e avançada em Nanotecnologia.

A cerimônia de inauguração aconteceu no último dia 13 e trouxe, basicamente, a assinatura do termo de adesão pelos fundadores. A escolha da implantação do projeto em Santa Catarina não foi por acaso. A organização vê uma oportunidade no fato de a nanotecnologia poder ajudar a inovar em outras áreas produtivas fortes na região. “Há um grande potencial de desenvolvimento e mecanismos de promoção do setor em âmbito local, que vão nos ajudar a região como um polo de referência nacional”, afirma o professor Carlos Alberto Schneider, superintendente geral da Fundação CERTI.

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