O problema é atual, urgente e está sendo explorado por várias frentes: o Brasil está se preparado para receber grandes eventos internacionais e só uma pequena porcentagem da população sabe falar inglês. As soluções são muitas, e cada um quer trazer um diferencial ao mercado.

Ontem, tomei um café com o pessoal da LinguaLeo, um serviço que está nessa corrida pela relevância no ensino de idiomas no país. Eles não se posicionam como concorrentes das grandes redes de ensino, mas querem fazer parte deste processo de aprendizado de línguas, com o diferencial de trazer a gamificação à rotina do aluno.

Jamerson Alves e João Gabriel Soares Trindate, responsáveis pela versão nacional do produto da startup, são brasileiros, mas estão morando na Rússia, terra original da LinguaLeo. A ideia é que Jamerson volte a morar no Brasil ano que vem, quando montará o escritório local da empresa.

Enquanto isso, LinguaLeo acaba de anunciar o lançamento de seu aplicativo, que traz para o celular algumas das funções do site. “Essa nossa visita ao Brasil é para fechar parcerias com empresas locais e lançar o aplicativo”, explica Jamerson. O serviço já funciona em solo brasileiro há quatro meses e o diretor afirma que já são 100 mil usuários cadastrados (eles não divulgam o número de usuários ativos).

“O nosso foco é no engajamento, na motivação do usuário que está acostumado a aprender inglês nos jogos ou nos filmes. No app, nós temos vocabulário, dicionário e treinos, para melhorar a memorização”, afirma João. O aplicativo é gratuito, mas, no site, o usuário pode adquirir um status ouro ou comprar moeda virtual para desbloquear atividades.

João afirma que, na LinguaLeo, são vários níveis de aprendizado e tanto a versão de site quando a versão móvel do serviço se adequa ao ritmo e às metas propostas pelo usuário. Tudo isso com um leãozinho chamado Léo ajudando.

Como disse antes, a LinguaLeo surgiu na Rússia há três anos e Jamerson afirma que eles receberam US$ 3 milhões para expandir internacionalmente. “O Brasil tinha demanda grande, mesmo antes da copa –só 5% da população fala inglês”, diz Jamerson. O foco de público do produto está na tão falada classe C. “Nós vemos um problema na motivação do usuário. Se você não muda o método, não se resolve o problema da motivação e não dá certo.” A LinguaLeo não se posiciona como concorrente das grandes rede de ensino de inglês do país.

Entre Rússia e Brasil, o serviço traz algumas diferenças, que refletem os diferentes mercados em que está inserido. Um dos investimentos maiores na versão brasileira do LinguaLeo está em uma rede social dentro do site, para que os usuários possam falar em inglês. Outro foco local é na criação de vídeos específicos para brasileiros que estão aprendendo inglês.

Foto: Divulgação. Os três diretores da LinguaLeo Brasil, incluindo Michel.