A reforma tributária brasileira criou um problema para milhares de empresas. Para a Spedy, criou um mercado. A startup de automação fiscal encerrou 2025 com 143% de crescimento em receita recorrente mensal, EBITDA de 42%, mais de 7 mil clientes ativos e R$ 5 bilhões em transações processadas. Para 2026, a meta é atingir R$ 1 milhão em MRR, e o ambiente regulatório nunca foi tão favorável para isso.
Uma tese construída antes da demanda aparecer
A Spedy nasceu em 2021 com uma observação simples: o Brasil digital crescia em ritmo acelerado, mas a infraestrutura fiscal disponível havia sido projetada para outro tempo. E-commerces, plataformas SaaS e infoprodutores operavam com alto volume de transações e pouca estrutura contábil para suportar isso. A emissão de notas fiscais era manual, lenta e propensa a erros.
Os cofundadores Danilo Singh, Anderson e Vagner Jesus se encontraram pelo Founders Club, maior hub exclusivo para fundadores e startups do Brasil, com mais de 770 membros. A conexão foi rápida. “Era novembro de 2023. Recebi uma mensagem do Danilo no WhatsApp, elogiando uma aula de pitch que havia ministrado, e ele pediu ajuda para montar um deck para um fundo americano”, relembra Anderson. Entre o primeiro contato e o investimento, foram dez dias. Da mentoria nasceu a sociedade.
Reforma tributária como acelerador de mercado
A unificação dos tributos sobre consumo em 2026 impôs novas obrigações de compliance fiscal para empresas de todos os portes. Para negócios digitais, que operam com alto volume e estrutura enxuta, a equação é direta: automatizar ou errar. E erro, nesse contexto, significa multa.
“A reforma tributária está acelerando um movimento que já vinha acontecendo: a necessidade de infraestrutura fiscal escalável para negócios que nascem digitais”, afirma Danilo Singh, CEO da Spedy. “Quanto mais o comércio migra para o online, maior a complexidade tributária e a demanda por automação.”
Especialistas do setor estimam que a demanda deve permanecer aquecida por pelo menos dois anos, enquanto empresas concluem a transição entre os regimes fiscais. Para quem já tem produto maduro e base consolidada, esse prazo é vantagem competitiva.
PLG como motor de eficiência
A Spedy cresce pelo produto. O modelo Product-Led Growth elimina a dependência de grandes times de vendas e mantém o custo de aquisição controlado. Sem taxa de setup e sem processo de onboarding burocrático, o cliente entra, configura e emite a primeira nota em minutos.
“Conseguimos escalar com eficiência operacional e baixo custo de aquisição porque o produto se vende”, diz Singh. O reflexo disso está nos números: 143% de crescimento em receita com EBITDA de 42%, uma combinação que poucos conseguem sustentar em escala.
O que a Spedy está construindo para 2026
A expansão deste ano passa por três frentes. A primeira é capturar a demanda gerada diretamente pela reforma tributária, especialmente entre pequenas e médias empresas digitais que ainda não automatizaram sua operação fiscal. A segunda é o lançamento de uma solução integrada para e-commerce que combina automação fiscal com logística. A terceira é avançar no segmento enterprise, com clientes de alto volume que demandam integrações mais complexas e atendimento especializado.
O contexto de mercado ampara a ambição. O e-commerce brasileiro cresceu 10% em 2025, atingindo R$ 234 bilhões em faturamento, segundo a ABComm. O mercado de infoprodutos segue em expansão. Cada novo negócio digital que se formaliza é um cliente em potencial.
“Nosso foco está em simplificar a burocracia para que empreendedores possam se concentrar no que realmente importa: vender e crescer”, resume Singh.
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