O mercado imobiliário brasileiro sempre foi desafiador. Mas 2026 elevou a régua. Com a Selic neste momento em 14,75% ao ano e uma crise estrutural de mão de obra, incorporadoras tradicionais, e todas as proptechs, precisam repensar tudo.
Em conversa para o programa GZM Talks, Antonio Setin, fundador da Setin Incorporadora — que completa 47 anos em 2026 e mira R$ 1,7 bilhão em VGV —, entregou um verdadeiro manual de resiliência. E o recado para as startups do setor é claro: diversificação não é luxo, é sobrevivência.
Duas frentes, um mesmo DNA: o que as proptechs podem aprender
Enquanto muitas startups ainda buscam o product-market fit, a Setin já opera um portfólio duplo que equilibra risco e oportunidade:
– A Setin Incorporadora (de alto padrão): Terceiro lançamento da linha Alma Brasileira, no bairro do Paraíso (SP), com R$ 600 milhões em VGV — 50% acima do lançamento anterior.
– Mundo Apto (econômico): Focado no Minha Casa, Minha Vida, deve ultrapassar R$ 1 bilhão em VGV anual, atendendo à demanda reprimida por moradia acessível.
“Mais do que crescer, nosso foco sempre foi construir valor de forma consistente. Aprendemos a equilibrar portfólio, risco e oportunidade atuando de maneira complementar em segmentos distintos”, diz Setin.
O que isso pode significar para as proptechs?
Para startups de habitação, fintechs imobiliárias e marketplaces do setor, a mensagem é direta:
1. Não aposte tudo em um único segmento — ciclos de luxo e econômico raramente andam juntos.
2. Tecnologia sozinha não resolve crise de mão de obra — mas pode otimizar custos e pré-fabricação.
3. Selic alta exige criatividade financeira — consórcio, crypto, tokenização ou crédito privado? As proptechs que resolverem esse gargalos terão vantagem.
Em um país onde sobreviver já é mérito, Setin mostra como construiu sua estratégia de longo prazo é o que separa os players que ficam dos que somem.
O episódio do GZM Talks com Antonio Setin já está disponível no Spotify, YouTube e no link abaixo. Confira:



