A inteligência artificial vive hoje o seu paradoxo de Ícaro: nunca foi tão fácil voar alto com um projeto-piloto, mas nunca foi tão arriscado ignorar a gravidade da infraestrutura. O que começou como uma curiosidade tornou-se uma urgência operacional. No entanto, enquanto o mercado celebra assistentes inteligentes e automações isoladas, o verdadeiro abismo corporativo não é mais a falta de algoritmos, mas a ausência de uma base que impeça a IA de se tornar apenas mais uma camada de caos sistêmico. Essa urgência em “fazer a IA acontecer” está nos empurrando para uma armadilha conhecida: a recriação dos velhos silos…
Autor: Filippo Di Cesare
*Por Filippo Di Cesare Você investe em IA, contrata softwares modernos e monta alguns protótipos. Três meses depois descobre que os resultados não estão à altura. Isso soa familiar? Não é que a tecnologia falhou. É que talvez você tenha treinado a IA para o seu negócio, mas ainda não treinou o seu negócio para a IA. No Brasil, os investimentos em inteligência artificial (IA) devem ultrapassar US$ 1 bilhão até 2026, segundo a consultoria International Data Corporation (IDC). Um estudo recente da Gartner revela que 64% dos executivos de tecnologia em todo mundo planejam implementar IA agêntica nos próximos…
*Por Filippo Di Cesare Vamos ser francos: IA generativa virou o novo brinquedo corporativo. Segundo o levantamento The Business Opportunity of AI, do IDC, 75% das empresas no mundo já utilizam soluções de inteligência artificial. Todo mundo tem um projetinho de chatbot, um copiloto aqui, uma API do GPT ali. Tem até gente que acha que colocar o ChatGPT no Excel já é “transformação digital”. Legal. Bonito de mostrar no board meeting. Ótimo para impressionar o investidor. Mas… e na prática? Se a sua IA generativa não estiver ancorada em uma arquitetura de dados sólida, segura e escalável, com pipelines…


