terça-feira, 22 de setembro de 2026

Fusão entre Árvore e SuperAutor tem uma meta: a expansão da edtech para os Estados Unidos

João Leal, CEO e fundador da Árvore: "O nosso grande diferencial é tratar leitura e escrita como uma única jornada de aprendizagem".
Plataforma de leitura e escrita atinge 30 mil estudantes norte-americanos e consolida ecossistema de aprendizagem atendendo 11 mil escolas no Brasil.

A edtech brasileira Árvore registrou a marca de 30 mil estudantes impactados e mais de 150 escolas parceiras em sua operação nos Estados Unidos. Conforme informado pela empresa, o avanço internacional ocorre no esteio da fusão com a SuperAutor, anunciada em dezembro de 2025, e da captação de recursos junto ao grupo de investimentos de impacto Potencia Ventures

A transação consolidou a integração de soluções de leitura, escrita e avaliação diagnóstica em uma única plataforma para a educação básica.

Segundo o comunicado da empresa, a Árvore soma cerca de 11 mil escolas atendidas e mais de 4 milhões de alunos na sua base total de operações. Fundada em 2014 com o objetivo de ampliar o acesso à literatura, a edtech estruturou seu crescimento por meio da incorporação de companhias do setor, incluindo a Guten, a Typper e A Taba, antes de unir operações com a SuperAutor.

A plataforma utiliza inteligência artificial para recomendar obras conforme o nível de fluência dos estudantes e realizar a curadoria de acervos escolares. Na área de escrita, o sistema conta com tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para a digitalização e correção de textos manuscritos. O portfólio tecnológico abrange ainda o recurso ReadAloud, para leitura narrada em português e inglês, e a assistente pedagógica Flora, que converte métricas de desempenho em relatórios para os docentes.

“O nosso grande diferencial é tratar leitura e escrita como uma única jornada de aprendizagem. Em vez de oferecer soluções isoladas, conectamos diagnóstico, curadoria, prática pedagógica e evidências de aprendizagem em uma plataforma integrada, permitindo que professores tomem decisões mais assertivas e personalizadas para cada estudante”, afirma João Leal, cofundador e CEO da Árvore.

A estratégia da companhia recebeu suporte financeiro da Potencia Ventures, fundo voltado a negócios de impacto social que ingressou no cap table da edtech em 2021. “Buscamos apoiar negócios resolvendo desafios educacionais com inovação, escala e impacto social. A Árvore foi pioneira na criação de uma plataforma de leitura com ampla adesão por escolas públicas e privadas. Nos últimos anos a empresa se mostrou capaz de desenvolver uma jornada integrada para milhões de estudantes, com um produto novo de escrita, o Otto, e com a fusão com SuperAutor. Acreditamos que a proposta de valor atual tem potencial para ampliar o acesso a uma educação de qualidade no Brasil e em outros mercados”, aponta Itali Collini, liderança da Potencia Ventures no Brasil.

Com a estrutura unificada e a expansão da operação própria no mercado norte-americano, a edtech projeta a ampliação contínua de sua base de usuários globais. “Queremos ampliar nosso impacto, alcançando mais de 10 milhões de estudantes e construindo uma operação de escala entre Brasil e Estados Unidos”, conclui Leal.

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