terça-feira, 22 de setembro de 2026

‘Socialtech’ capixaba mostra como o uso de QR Codes em Libras já viabilizou mais de 10 mil atendimentos públicos no Estado

Parceria entre o governo capixaba e a socialtech ICOM oferece intérpretes virtuais em tempo real, 24 horas por dia, com tráfego de dados pago pela plataforma.

A Central de Intermediação de Libras do Espírito Santo (CIL-ES), desenvolvida em parceria entre o Governo do Estado e a socialtech ICOM, ultrapassou a marca de 10 mil atendimentos realizados para a comunidade surda em órgãos públicos capixabas. Conforme dados divulgados pelas organizações, o sistema disponibiliza intérpretes da Língua Brasileira de Sinais em tempo real, 24 horas por dia, em locais como hospitais públicos, delegacias, fóruns e unidades do SAMU.

De acordo com o levantamento apresentado no comunicado, mais de 2 milhões de brasileiros vivem com limitações severas de comunicação, uma vez que a maioria dos surdos sinalizados não possui fluência no português escrito. Para contornar essa barreira, a iniciativa possibilita que o cidadão acesse o serviço apontando a câmera do celular para QR Codes instalados nos postos de atendimento ou por meio do aplicativo do ICOM.

Segundo a empresa parceira, a plataforma opera com navegação patrocinada, permitindo que a videochamada seja realizada sem consumir o pacote de dados móveis do usuário. O tempo médio de espera para conexão com um intérprete humano é de 32 segundos. Durante a interação, o profissional traduz simultaneamente as informações prestadas pelo servidor público em Libras para o cidadão e converte os sinais do usuário em áudio para o atendente.

“Atendimento público não é sobre burocracia, é sobre vidas. Quando uma pessoa surda chega a um hospital ou delegacia, ela não pode esperar. A tecnologia existe para devolver a dignidade e a autonomia que foram tiradas dessa população por décadas. O Espírito Santo enxergou essa urgência e mostra que a inclusão real se faz na prática, garantindo que o cidadão seja ouvido e compreendido em seu próprio idioma”, afirma Monica Lupatin, Diretora de Negócios do ICOM.

A consolidação da ferramenta no Espírito Santo reforça a aplicação de tecnologias de comunicação instantânea para o cumprimento da legislação de acessibilidade nos serviços públicos. Segundo os idealizadores, o modelo de atendimento sem agendamento prévio busca ser expandido para novas repartições do estado, mantendo a gratuidade e a conexão contínua para os usuários.

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