O fundo de capital de risco Pan-Africano Launch Africa Ventures anunciou hoje o lançamento do seu fundo de US$ 36,3 milhões, que tem sido usado para investir em startups B2B e B2B2C em toda a África. Ao longo de sua jornada, o fundo investiu em 108 startups em 21 países africanos. Entre as empresas investidas estão o a fintech nigeriana Kuda, a plataforma de comércio eletrônico B2B do Quênia MarketForce e a edtech tunisina GOMYCODE.

Em entrevista ao TechCrunch, o sócio gerente Zachariah George diz que o Launch Africa continuará a expandir suas entradas e saídas em outros países. “Não consigo pensar num fundo único que cubra muitos mercados como nós“, disse o sócio-gerente. “Estamos fazendo negócios na RDC, Madagáscar, Sudão, Botswana, Benim, Togo. As pessoas usam a palavra pan-africano vagamente, mas quando dizemos pan-africano, estamos verdadeiramente falando sério”. 

O Launch Africa não pretende acelerar seu ritmo, a empresa deve duplicar seu investimento em algumas das suas empresas pertencentes no portfólio. A Launch Africa disse que forneceria capital de acompanhamento – através de pontes e extensões – especialmente para aqueles que passam por crises de liquidez.

“Estamos trabalhando de mãos dadas com cada empresa da carteira na preservação do capital e na geração de receitas para os seus desafios empresariais únicos”, disse Margaret O’Connor, presidente do conselho de administração da empresa ao TechCrunch. “Estamos tentando ajudar os fundadores a compreender como navegar numa macroeconomia desafiante e a concentrar-se em como ganhar mais dinheiro mais rapidamente para que continuem a crescer”. 

O fundo irá apoiar com rodadas Seed e pré-Série A e conta com um tamanho médio de cheque entre US$250 mil a US$300 mil. Algumas das empresas investidas incluem a Sudanese Fintech Bloom, a Insurtech Alpha Direct baseada em Bostwana- e a Carscan, uma plataforma de dados sul-africana.

Com isso, a Launch Africa não está apenas interessada em deter o status de fundo mais ativo da fase inicial de África. Também quer construir uma reputação de ter em conta a diversidade e a inclusão. A empresa afirma que estes temas são “centrais para a sua ética de investimento”, tal como demonstrado por duas métricas: 91% dos fundadores na sua carteira são africanos, enquanto 20% são mulheres.