Com o crescimento das vendas por e-commerce ao redor do mundo, a demanda por entregas cada vez mais rápidas é uma realidade que veio para ficar. A mudança veio principalmente com a pandemia que provocou uma explosão do e-commerce e do setor logístico. Com isso, a logística se tornou o novo marketing das empresas com promessas de entregas cada vez mais rápidas. Com a proximidade do Natal, as empresas voltam mais uma vez o foco para esse tema.

Os clientes valorizam cada vez mais a experiência de comprar sem sair de casa e receber em pouco tempo. A edição 2021 da Global Consumer Insights Pulse Survey, levantamento da PwC, apontou que 42% dos participantes da pesquisa (e 49% dos brasileiros) apontam a entrega rápida e confiável como o atributo mais importante para efetuar a transação. E a logística é a parte fundamental nesse quebra cabeça.

Para conseguir essa eficiência logística, um dos caminhos é usar tecnologia aplicada. Fábio Rodrigues, CEO da Novidá , uma das principais empresas de gestão de equipe na área de logística do país, afirma que a tecnologia é que a grande aliada do gestor de logística, pois permite que dados sejam avaliados de forma ágil e entregando assim melhores insumos para uma tomada de decisão estratégica da organização.

“Ajuda na aquisição de produtos e insumos, operacionalização e distribuição de produtos na rota de entrega, gestão de fornecedores e transporte que vai desde o início da cadeia produtiva até chegar ao cliente final são alguns dos atributos da gestão logística”, explica Fábio.

O executivo complementa que outra solução aplicada para trazer mais eficiência na entrega é a logística lean, que faz parte do modelo de gestão ‘lean’ de onde também nasceu o lean manufacturing. “O princípio das duas filosofias é o mesmo: identificar atividades que agregam valor e eliminar os desperdícios de processo. E mesmo dentro da logística, a busca pela eficiência pode estar em diferentes partes do processo, como recepção, armazenagem, expedição, transporte, entre outros”, explica Fábio.

Existem 3 pilares da logística lean que sustentam a metodologia. Estoque reduzido, isso porque um grande volume de estoque acarreta custos, então o ideal seria ter no galpão aquilo que seria usado. O segundo pilar é a sincronia nos processos. Para que um estoque menor seja eficiente é preciso que todas as partes da cadeia de suprimentos estejam em sincronia. Hoje já existem softwares para interligar essas áreas e garantir esse alinhamento. E o último e não menos importante é a otimização de processos. Os processos logísticos de inbound e outbound precisam ser melhorados constantemente para reduzir desperdícios desnecessários e maximizar lucros.

“O ganho mais evidente com a aplicação da metodologia lean na logística é a maximização de lucros, afinal, a ideia é diminuir gastos desnecessários e aumentar a produtividade. Além disso, os gestores passam a ter muito mais controle sobre o negócio, pois a metodologia auxilia na tomada de decisões e guia líderes a mudanças, quando necessário”, fala Fábio.

Um outro ponto, também muito relevante, que ajuda na eficiência de entrega é o olhar atento sobre logística interna e movimentação de materiais. Isso porque uma má gestão pode impactar o estoque e gerar atraso no envio de materiais.

Fábio explica que a uma boa gestão na movimentação de materiais é importante na redução de custos, aumento da capacidade produtiva, melhores contribuições de trabalho e melhor distribuição.

“E mais uma vez a tecnologia é parte fundamental nesse processo. Isso porque, uso de equipamentos modernos como carrinhos e empilhadeiras traz agilidade e segurança para operação, bem como uso de softwares que auxiliam toda a cadeia logística, permitindo ter mais controle na gestão de armazenagem e estoque, que são peças fundamentais na briga por entregas rápidas”, aponta Fábio.

O especialista reforça que existe hoje uma verdadeira batalha no mercado pela entrega mais rápida do Brasil. O consumidor tem cada vez mais pressa e impõe agilidade às empresas – quem não acompanhar a redução do prazo, pode perder o cliente. A meta já não é mais fazer a entrega em poucos dias, mas sim em poucas horas.

“A necessidade de mais agilidade muda a operação logística ao transformar as entregas em parte fundamental da experiência de consumo e um critério a ser levado em conta no momento da compra, não mais apenas um serviço”, finaliza.