A Nana Delivery, aplicativo de mercado com valores mais em conta que entregam as compras dos seus usuários em minutos, acaba de receber sua primeira rodada de investimentos, um pré-seed de US$ 3,6 milhões liderada pelas firmas de venture capital Canary e MAYA Capital, com participação do fundo Presight, do Reino Unido. A rodada vai ajudar a empresa a a construir sua tecnologia, colocar seus serviços nas ruas e expandir as operações, iniciadas em dezembro de 2021 na cidade de Belo Horizonte.

Para usar o serviço basta baixar o aplicativo da Nana para Android ou iPhone, escolher os produtos e fechar o pedido, recebendo a entrega em poucos minutos, com frete grátis. Para fazer tudo funcionar, a Nana tem uma rede de lojas fechadas (“dark stores”), uma operação que permite à empresa armazenar produtos perto dos consumidores, bem como ter dedicação exclusiva para entregas online, garantindo que a seleção de produtos, embalagem, despacho e envio sejam feitos de forma bastante rápida. Além disso, a empresa conta com parcerias com operadores logísticos, que administram a demanda com entregadores parceiros.

“Hoje, muitas vezes, as pessoas têm que optar entre comodidade e preço para comprar os produtos do dia a dia. Com a Nana, viemos mostrar que não é preciso escolher e que a conveniência é para todas as pessoas”, diz Mariana Assis, diretora de pessoas e cofundadora da startup. “Não à toa, escolhemos o nome Nana, que vem de banana, um alimento popular e que está na mesa de muitos brasileiros. A nossa identidade visual, por sua vez, está muito calcada nos cartazes de mercado em todo o País – e é isso que buscamos: estar perto dos nossos consumidores quando eles precisarem, como alguém próximo”.

O mercado que a Nana Delivery está se inserindo é um dos mais relevantes para a economia nacional: segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o varejo alimentar correspondeu, em 2020, a 7,5% do PIB nacional, com faturamento de meio trilhão de reais. No entanto, a vasta maioria dessas vendas ainda acontece no mundo físico, com inúmeros incômodos para o consumidor. “Nossa missão é fazer com que as pessoas não percam mais tempo se deslocando até o supermercado, pegando filas no caixa e carregando peso até em casa. É ter a conveniência de forma acessível e barata, com uma experiência excepcional”, diz Gustavo Fino, presidente executivo e cofundador da Nana.

Em seu primeiro mês de operação, a Nana já cobre 60% de Belo Horizonte e tem o plano de estar em 100% da cidade até fevereiro. “Estamos muito felizes com esse início em Belo Horizonte. É uma das maiores capitais do Brasil e é uma ótima cidade para testarmos inovações que queremos levar para os consumidores, com comportamento parecido com outras grandes cidades do País”, afirma Lucas Montez, diretor de produto e growth e cofundador da Nana Delivery. 

Fundadores ajudaram a construir referência no mercado: Zé Delivery

Construir uma operação como a da Nana Delivery, mesclando tecnologia e o mundo físico, não é algo simples, mas os fundadores da empresa trazem consigo a experiência de ter criado e operado um dos principais serviços de delivery do País: o Zé Delivery. Formado em Administração pela FGV-SP, Gustavo Fino foi um dos fundadores do aplicativo de entregas de bebidas do grupo Ambev, com operações iniciadas em 2015.

Lá, ele também conheceu os outros fundadores da Nana Delivery — Lucas Montez (diretor de produto e growth durante cinco anos), Mariana Assis (diretora de pessoas durante quatro anos) e Rodrigo Vasconcelos (diretor de operações por dois anos). Ao longo dos anos, eles foram os responsáveis por levar o Zé Delivery a 200 cidades, com 6 milhões de entregas. No segundo semestre de 2021, os quatro decidiram se unir em um novo propósito: empreender em um negócio 100% seu, feito do zero, com uma oportunidade gigante de mercado.

“Desde as primeiras conversas, o time de fundadores da Nana nos impressionou muito por sua experiência e visão do mercado. Acreditamos que eles têm as habilidades e o conhecimento para construir um negócio que pode mudar a forma como os brasileiros compram itens do dia a dia, levando comodidade a muitos e muitos lares”, afirma Marcos Toledo, managing partner do Canary.

“A MAYA enxerga enorme potencial no crescimento do varejo online, mas ainda faltam soluções eficientes, acessíveis e que, de fato, ofereçam uma boa experiência para o consumidor. A experiência do time da Nana traz a combinação perfeita para resolver essa dor melhor do que ninguém”, diz Monica Saggioro, managing partner da MAYA Capital. 

Com os recursos da rodada, a empresa colocou de pé a tecnologia para fazer a Nana funcionar e contratou seus primeiros funcionários, além de expandir as operações. Hoje, a empresa tem 25 pessoas e planeja abrir vagas nas áreas de tecnologia, produto e operações.

* Foto destaque: Gustavo Fino, Lucas Montez, Mariana Assis, Rodrigo Vasconcelos, fundadores da Nana Delivery


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