KPTL, uma das principais gestoras de Venture Capital do país, com mais de 60 empresas investidas no portfólio, anunciou a criação de um novo fundo de investimentos dedicado a atrair startups ligadas à mineração que resolvem dores do setor com soluções de base tecnológica.

Com o apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o Fundo KPTL Mineração pretende captar R$ 500 milhões e já nasce sob a bandeira da inovação por ser o primeiro do tipo na América Latina e um dos primeiros no mundo.

A ideia do Fundo KPTL Mineração é impulsionar o ecossistema de inovação dentro do setor. Oferecer às empresas cotistas que tenham acesso às soluções de startups já num estágio de maior maturidade. Com o fundo, as mineradoras alavancam suas iniciativas individuais de Corporate Venture e de Open Innovation. Elas ampliam sua capacidade de interação com o ecossistema, e contam com uma gestora especialista em investimento em inovação para fazer os melhores investimentos e principalmente para ajudar as investidas a entregar todo seu potencial, um grande desafio deste estágio de desenvolvimento da inovação.

A posição como cotista de um fundo especializado setorial também oferece aos investidores uma posição privilegiada para acompanhamento da vanguarda da inovação na área. Em um segundo momento pode, inclusive, criar condições para que essas startups possam ser alvo de investimentos ou aquisição, após terem recebido o investimento e a governança por parte do time de gestão da KPTL por alguns anos.

Já para o empreendedor que recebe aporte de um fundo com vários cotistas do setor, abre-se um amplo mercado em potencial. O fundo proporciona um fator multiplicador e complementar do capital, que amplia a potência do investimento. Assim, tem-se a oportunidade de alavancar os resultados e ganhar escala. Além disso, oferece ao investidor transparência, governança, benefícios fiscais no ganho de capital, proteção patrimonial, pois é fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e tem portfólio auditado e avaliado no mercado.

Para Renato Ramalho, CEO da KPTL, o setor ainda está em fase inicial de desenvolvimento de seu ambiente de inovação. “Um fundo de Venture Capital fará o papel estratégico de fortalecer e retroalimentar esse ecossistema. Contribuirá para o desenvolvimento de soluções early-stage, sendo uma estratégia complementar para que os CVCs tenham um pipeline forte para ser analisado. Hoje muitos não conseguem investir por não ter startups com oportunidades maduras o suficiente no mercado”, esclarece Ramalho.
Para Gustavo Roque, advisor e líder da estratégia do Fundo KPTL Mineração, um fundo de Venture Capital é o ponto de partida para que as mineradoras possam testar e aprender sobre estratégias de investimento em empresas de base tecnológica. “Será uma ferramenta complementar à estratégia dessas empresas para que tenham um pipeline forte para seus investimentos através de veículos de investimento próprios”.
Foto destaque:  Renato Ramalho, CEO da KPTL. Crédito: Paulo Barbagli. 

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