Buscando simplificar a forma de se acompanhar os investimentos, a Kinvo renovou o mercado de fintechs para o grande público e chamou a atenção de grandes empresas do mercado, chegando ao ponto de ter sido adquirida pelo BTG Pactual por R$ 72 milhões. Esse foi o assunto na conversa entre Moacy Veiga, CEO da Kinvo, com Geraldo Santos, CEO do Startupi e João Kepler, CEO da Bossanova Investimentos em mais um episódio da série Exit in Action!.

A startup baiana foi criada no final de 2017 e teve desde seu inicio a finalidade de simplificar os investimentos para o usuário. Seu público-alvo começou sendo pessoas que não faziam parte do ecossistema financeiro e que muitas vezes não possuíam o conhecimento do mercado. Assim, deixavam de investir ou muitas vezes confiavam seu dinheiro a gerentes de bancos.

Mudando o mercado, a Kinvo proporciona uma experiência mais simples para o investidor, deixando claro os fins que podem ser alcançados e os meios que devem ser seguidos. Moacy explica que o projeto da Kinvo se baseia na experiência do usuário.

“A tese inicial da Kinvo é que o brasileiro nunca teve transparência das casas em relação a seus investimentos, então a gente queria criar algo que desse essa transparência e clareza para o investidor”.

Moacy Veiga – Kinvo.

Com o crescimento da Kinvo, propostas de investimentos e de compras começaram a se aproximara cada vez mais de Moacy. O empresário conta que a ideia do Exit começou a crescer dentre os fundadores, mas o apego à empresa ainda era muito constante. Durante o bate-papo, Moacy explica que nunca passou pela cabeça estar 100% fora da empresa, mas que com a proposta certa, a Kinvo poderia se tornar uma ferramenta mundial.

“Depois que surgiu essa possibilidade [do Exit] a gente pensou bastante de como fazer isso, de por que fazer isso e decidimos de fato mergulhar e criar esse grande case. Com o Exit, a gente alcança algumas conquistas, não só da parte financeira, mas também de realização. Continuar crescendo a Kinvo e torná-la algo muito relevante é o que queremos fazer”.

Com o alto número de usuários e a satisfação constante de todos, Moacy acredita que o papel da Kinvo vem se efetivando cada vez mais e que após serem adquiridos pelo BTG, muitos projetos que antes eram apenas planos, puderam ser programados. Ele cita durante a entrevista que o Brasil é apenas um dos mercados que podem ser aproveitados pelo mundo, assim a proposta agora é levar a plataforma para lugares em que a prática de investir ainda não é algo comum, mas deve ser mudado.

Ao final da conversa, Geraldo pergunta se o peso de ser o fundador da empresa sai à medida que se faz o Exit. Moacy cita que não acha saudável que o fundador saia por completo da empresa, afinal a ideia inicial veio dele e não existe outra pessoa que entenda melhor do projeto do que o próprio fundador.

“O peso financeiro ainda não saiu das minhas costas não, por que estar dentro de um projeto como esse, em uma instituição em que todo mundo é high skill, é um desafio muito grande. Eu continuo entregando a Kinvo como founder e dono, apesar de não ser mais o dono da empresa.”

Confira abaixo o Episódio na íntegra:

Ouça também o Podcast do Episódio:


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