A pandemia da Covid-19 fez com que muitos setores paralisassem sua produção por conta do isolamento social para reduzir a velocidade de contaminação do vírus. Várias delas aproveitaram o momento para organizar a casa, mas também para buscar caminhos para ajudar a sociedade a enfrentar a crise sanitária. A partir daí, muitos produtos foram criados, utilizando a própria expertise de atuação dessas companhias, porém com um adendo importante: a proteção anti-Covid.

A chegada deste tipo de papel, que conta com uma tecnologia que ganhou o mundo desempenhando proteção antiviral, antibacteriana e antifúngica, marca o setor brasileiro de papel e embalagens por ser o primeiro produto desta categoria. Desenvolvido pela Irani Papel e Embalagem, umas das principais indústrias brasileiras de papel para embalagem e embalagem de papelão ondulado, o material é produzido por meio de micropartículas de prata, tornando-o capaz de inativar o novo coronavírus em caso de contato com superfície contaminada e auxiliando a frear a disseminação da Covid-19 no país.

Iniciativa pioneira no Brasil, o produto inovador, que é utilizado para a produção de embalagens de papel e papelão ondulado, é resultado de uma intensa atuação da área de Pesquisa & Desenvolvimento da Irani em conjunto com a Nanox Tecnologia, empresa especializada em materiais inteligentes, nanotecnologia e antimicrobianos, e que foi a responsável pelo processo de desenvolvimento do material. Além do vírus Sars-Cov-2, o papel é capaz de inativar outros vírus, bactérias e fungos.

“O papelão e as embalagens estão, cada vez mais, presentes na vida das pessoas e em suas casas, seja quando pedimos uma refeição via delivery, quando compramos algo pela internet ou vamos ao mercado. Por que não oferecer aos consumidores e ao nosso setor uma embalagem totalmente segura contra vírus, fungos e bactérias, garantindo o cuidado e segurança à sua saúde? Foi isso que pensamos e, após muita pesquisa e testes, apresentamos de forma inédita ao mercado brasileiro o primeiro papel antiviral que inova o nosso setor e confere total segurança aos brasileiros, já que o nosso produto é seguro contra diferentes tipos de vírus, fungos e bactérias”, diz Sérgio Ribas, diretor-presidente da Irani Papel e Embalagem.

“O lançamento da nossa nova categoria de produto está alinhado à estratégia de negócios da Irani, que tem como objetivo investir e inovar em soluções e materiais sustentáveis e que atendam às necessidades atuais dos brasileiros”, complementa Ribas.

O produto passou por diversos testes realizados pelo time de Pesquisa & Desenvolvimento da Irani e da Nanox. Na etapa final, os testes foram conduzidos pela empresa especializada Quasar Bio, referência em ensaios com SARS-CoV-2 e realizados no laboratório Nível de Biossegurança 3 (NB3) da Quasar Bio, referência em ensaios com cepas do SARS-CoV-2, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).

Os ensaios comprovaram que o papel é capaz de inativar o coronavírus, apresentando uma eficácia de 99,9% em cinco minutos e de 99,99% para o contato de 10 minutos.

De acordo com Gustavo Simões, Diretor da Nanox, a criação da nova categoria de produto da Irani reforça ainda mais o poder das micropartículas de prata como um importante agente que ajuda a barrar a contaminação. “O mercado já conta com diversos produtos anti-Covid e o papelão da Irani vem somar esforços nesse combate contra o vírus”, destaca.

Tecnologia

O papel que inativa a Covid-19 é produzido na mesma linha de fabricação dos demais produtos da Irani. E é durante o processo de produção que ele recebe as micropartículas de prata em sua composição, o que garante que a proteção seja efetiva durante todo o ciclo primário do produto.

De acordo com o Diretor de Pessoas, Estratégias e Gestão da Irani Papel e Embalagem, Fabiano Oliveira, isso garante que o produto ofereça a capacidade de inativação enquanto durar o papelão, justamente pelo fato das micropartículas de prata estarem inseridas em sua estrutura. “Seguimos com um olhar constante em trazer alternativas inovadoras, sustentáveis e funcionais ao mercado e ao consumidor final. Dessa forma, caso a embalagem tenha contato com outro líquido, o seu potencial de proteção não perde a eficácia, mantendo a embalagem intacta quanto à sua segurança e assim, podendo ser reutilizada para outros fins”, afirma o executivo.

Dessa maneira, a embalagem antiviral já oferece ao consumidor toda a segurança contra a contaminação de vírus, fungos e bactérias, auxiliando na higienização dos itens. Além disso, caso o material tenha contato com o álcool, ele também não perde seu potencial de proteção.

O processo de inativação do coronavírus, assim como o de outros vírus, fungos e bactérias, ao ter contato com o papel, se dá a partir da reação das micropartículas de prata ao vírus. “Ele entra em contato com a prata e passa por um processo de oxidação, que ocasiona a quebra de sua membrana e faz sua inativação”, explica Gustavo Simões, que também é doutor em química e pesquisador.

O produto foi desenvolvido respeitando as exigências nacionais e internacionais, certificado pela ISO 9.001 e pelo Forest Stewarship Council® (FSC® C009947) de Cadeia de Custódia.

Efeitos

A exemplo de painéis de MDF com capacidade de inativação da COVID-19 por contato , o efeito antiviral no papel da Irani só pode ser prejudicado quando a camada em que é aplicado for, por exemplo, raspada ou quando for reciclada. No processo de reciclagem, o composto acaba sendo diluído com outros produtos e, assim, pode perder sua atuação como bactericida.

Exportação

O papel antiviral da Irani pode ser utilizado para a produção de embalagens de diferentes setores no mercado nacional. Além de levar mais segurança aos consumidores, o processo de exportação dos itens também se tornará mais seguro. A previsão de chegada do produto ao mercado é junho deste ano.