A preservação da Amazônia tem sido tema de debates nos últimos anos. O desmatamento da floresta despertou a atenção não somente dos brasileiros, mas do mundo todo. O último levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontou que entre o período de agosto de 2019 até julho de 2020 houve um total de 11.088 km² de área desmatada.

O número desperta um alerta para todos. De acordo com o estudo da Imazon, na região amazônica existem cerca de 20,3 milhões de pessoas que vivem no ambiente, sendo mais de 30% delas morando em áreas rurais, em sua maioria tornando-se um pequeno produtor. De acordo com a Medida Provisória 458, todo proprietário deve preservar no mínimo 80% de sua propriedade local.

Essa MP acaba prejudicando o pequeno produtor, que acaba não conseguindo render para o seu sustento, e muitos acabam indo para o caminho da ilegalidade, não preservando o meio ambiente. Para ajudar esses profissionais rurais e ao mesmo tempo preservar a floresta amazônica, a Coill pensou em uma forma de monetizar essa conservação.

“A Amazônia precisa ser preservada, não podemos mais deixar que ela seja prejudicada com o desmatamento. E também não podemos fechar os olhos para o pequeno produtor, que acaba tendo grande parte de sua terra sem uso. Então decidimos colocar nossas ideias em prática e criamos uma forma de ajudar as duas pontas do problema: trazendo investidores para incentivar a preservação obrigatória dessas áreas”, comenta Fábio Marques, CEO da Coill, agrofintech que incentiva a adoção de florestas.

A startup trouxe para a prática a adoção de hectares das florestas. O pequeno produtor precisa cadastrar sua área preservada, e assim a Coill media a negociação com um investidor, que adota um hectare desta terra por um valor de 27 centavos de dólares por dia, totalizando US$ 100 por ano.

“O pequeno produtor não pode mexer com essa área, de acordo com a Medida Provisória, então trouxemos essa monetização para apoiar o profissional. Tendo sua terra regularizada, ele consegue ter mais essa renda, além de sua produção. Para que possa disponibilizar sua floresta para adoção, é preciso estar de acordo com a lei, então trazemos esse incentivo para que preservem a Amazônia”, explica o CEO da Coill.

O investidor que adotar a área de preservação também tem suas vantagens. Segundo dados da SPC Brasil, 92% das pessoas consultadas prezam pelo consumo consciente na preservação do meio ambiente, e 22% dos consumidores esperam que as empresas adotem essas medidas. Um dos termos que é usado no mercado hoje, é o ESG, sigla em inglês para “ambiental, social e governança”, onde as empresas mostram que querem um mundo mais sustentável, em conjunto com o seu crescimento.

A Coill fornece, para quem investir na preservação dessas terras, selos e certificações de Investidor Verde, mostrando que seu negócio, além de se preocupar com a preservação, ajuda os produtores locais.

“Quem adota uma área de preservação, recebe o selo de Investidor Verde. O mundo atual se preocupa com o consumo consciente, e ter esta certificação que sua empresa atua na preservação diretamente, é uma boa forma de atrair investidores para seu negócio. A marca apresenta sua preocupação com ações, que buscam resolver os problemas, e não somente com palavras”, exalta Fábio Marques.

A preservação da Amazônia nunca foi tão importante quanto agora, e é preciso que o setor privado, junto com a população, atue para a manutenção da maior floresta do mundo.