A YVY, startup que oferece via assinatura produtos de limpeza naturais em cápsulas, anunciou um aporte de R$ 3 milhões. A rodada de investimento, que teve participação de Gustavo Roxo, ex-BTG Pactual; Paula Nader, ex-Santander; Luis Hartman, da BeiT Recruitment; e Marcos Angelini, CEO da RedBull na América Latina, ajudará a startup em seu objetivo de acelerar ainda mais o crescimento do número de assinantes, dando escala aos modelos de aquisição testados nesses 2 anos de bootstrapping.

Fundada em 2018 por José Majolo e Marcelo Ebert, que se conheceram no mercado financeiro, YVY representa o que há de mais disruptivo na importante categoria de home care, dominada por gigantes Globais como Unilever, P&G, Reckitt, SC Johnson dentre outras.

Seguindo a abordagem DTC (‘direct to consumer’), amplamente testada por marcas entrantes como Dollar Shave, Warby Parker e Casper, a startup possui um exclusivo sistema de cápsulas, que dispensa o transporte desnecessário de água e reduz drasticamente o desperdício de plástico.

A empresa oferece uma linha de produtos completa para cuidar da saúde da casa e do planeta composta por multiuso, limpeza pesada desengordurante, desinfetante, lava louças e lava roupas todos com ativos 100% naturais entregues diretamente na residência dos consumidores por assinatura.

Tratam-se de produtos que reduzem os problemas de alergias, principalmente de pele; que são melhores para o planeta, por utilizarem ingredientes renováveis e menos plástico; e que são entregues de maneira programada com toda comodidade e praticidade que a vida online oferece. A adesão a YVY permite uma economia de plástico que chega a 70% em relação aos produtos de origem petroquímica vendidos no mercado. “Os produtos YVY não levam água pra passear” comenta Ebert.

Em termos de ‘pricing point’ as cápsulas regulam com os produtos sintéticos líderes em suas categorias, apresentando-se como a opção mais sustentável seguindo o tripé econômico, social e ambiental. Sobre o tema, Marcelo Ebert afirma que “não lançamos um produto se não tivermos preço competitivo e qualidade superior ao que é praticado pela concorrência”.

Os dois primeiros anos validaram o modelo de negócio DTC e construíram o storytelling para atrair e reter ao máximo seus assinantes. “Todos que escutavam a nossa estória falavam: Como não pensaram nisso antes? Mas daí a isso virar um negócio tem muita coisa para acontecer”, comenta Marcelo, cofundador da startup. O NPS da marca é 85% superior à média dos NPS das grandes marcas o que comprova a aceitação do produto.

No final de 2019, perto de chegar à marca de 1 mil assinantes, os sócios-fundadores decidiram colocar de pé um Advisory board de peso. No line-up, executivos experientes do mercado escolhidos a dedo para trazerem experiências complementares: Gustavo Roxo, ex-sócio da McKinsey e BTG trouxe o background de tecnologia. Paula Nader, ex-CMO do Santander e Ricardo Sapiro da Touch Branding com uma extensa carreira em branding na Unilever o de marketing. Todos se somaram a Renato Mendes ex-Netshoes que já contribuía desde o início da operação da empresa com seus conhecimentos de Digital.

O ano de 2020 iniciou forte e a YVY crescia aproximadamente 20% ao mês. Com a pandemia as vendas triplicaram. A combinação de pessoas passando mais tempo em casa, sem poder sair, com uma linha de produtos eficazes contribuiu para isso. O número de assinantes ativos triplicou, passando dos 3 mil.

“Vimos todas as tendências de consumo que nos inspiraram a criar o negócio como consumo consciente, menos plástico e mais comodidade, caírem para o curto prazo, de uma vez só… e estávamos prontos” – comenta Marcelo.

Esse foi o estopim para que as conversas sobre uma rodada de capital fossem aceleradas no então formado Advisory Board. Em um primeiro momento o pensamento era fazer uma rodada maior e apresentar o pitch para alguns fundos com o quais a YVY já tinha falado. Na reunião de julho do board, no entanto, alguns membros demonstraram o interesse em fazer o aporte. O processo ganhou então muita velocidade, uma vez que já fazíamos uma reunião mais longa com eles para apresentação dos resultados e dos principais gargalos todos os meses, comenta Marcelo.

A rodada-relâmpago de R$ 3 milhões foi fechada e desembolsada em setembro e tem por principal objetivo acelerar ainda mais o crescimento do número de assinantes, dando escala aos modelos de aquisição testados nesses 2 anos de ‘bootstrapping’.

Há ainda a previsão de lançamento de novos produtos para complementar a linha e o reforço de estruturas internas de performance, tecnologia e CX. Para 2021, o faturamento deve passar dos R$ 10 milhões segundo as projeções da empresa.