A startup Celcoin anunciou esta semana uma nova rodada de investimento no valor de R$23 milhões. O aporte foi liderado pela Vox Capital e teve também a participação do boostLAB, Hub de negócios do BTG Pactual para empresas tech.

Fundada em 2016, a empresa fornece uma plataforma de serviços financeiros conectada a concessionárias, órgãos públicos, operadoras de celular e distribuidores de produtos e serviços, que pode ser acessada por fintechs por meio da solução de APIs Open Finance, e por pequenos varejistas por meio de um aplicativo.

Com a plataforma, fintechs, bancos digitais e demais segmentos podem oferecer serviços que antes eram restritos aos grandes Bancos, como pagamento de contas e tributos, e ainda recargas de celular, recargas de transporte, transferências, débito automático e saques na Rede Banco 24 Horas. De acordo com Marcelo França, fundador e CEO do Celcoin, o objetivo é deixar as fintechs focadas no seu core business sem se preocupar com serviços que são complementares, mas obrigatórios em todas as contas digitais.

Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual responsável pelo boostLAB, destaca que o investimento na Celcoin ajudará a alavancar ainda mais a empresa. “Uma de nossas maiores vantagens competitivas, especialmente com startups que crescem rapidamente, é a nossa capacidade de apoiar as suas necessidades bancárias e de apresentar novos clientes. Acreditamos no negócio e em todo o time da Celcoin. Estamos muito felizes com este grande passo”. Mais de dez startups que passaram pelo programa já usam as APIs da Celcoin.

Celcoin

Adriano Meirinho e Marcelo França, CMO e CEO do Celcoin, respectivamente.

Já em sua solução de rede própria de correspondentes digitais, milhares de lojistas usam o aplicativo Celcoin para acessar a plataforma de serviços e atender seus clientes recebendo contas, revendendo recargas, passagens, planos de TV, entre outros. A rede de agentes Celcoin também funciona como ponto de saque e depósito para fintechs e bancos. “Transformamos comerciantes em ‘correspondentes digitais’ para levar acesso à população desbancarizada e permitir que fintechs e Bancos tenham capilaridade e presença física”, afirma Marcelo.

A startup atende hoje mais de 110, dentre mais de 20 bancos, 8 empresas com capital aberto, dezenas de fintechs, sendo 7 consideradas unicórnios, além de corretoras, programas de fidelidade e operadoras de telefonia. Trabalha, ainda, na homologação de mais 20 empresas e possui uma rede de correspondentes digitais com 33 mil agentes, que estão presente em todos os estados brasileiros. A grande maioria atua em segmentos de serviços essenciais, como farmácias, mercearias e mercados. Durante a pandemia, o volume de transações na rede cresceu 50%. De acordo com Adriano Meirinho, cofundador do Celcoin: “Grande parte da população passou a evitar aglomerações nas lotéricas depois que descobriu que era possível pagar contas e fazer recargas nas farmácias e mercados do bairro”.

Segundo Daniel Izzo, CEO da Vox Capital, a fintech continua entregando excelentes resultados e com crescimento exponencial em seu segmento. “O aplicativo vem transformando a vida de muita gente. A rede de agentes já atende milhões de pessoas que, muitas vezes, não têm acesso para pagar suas contas, nem a alguns serviços básicos”.

Pela plataforma Celcoin, passam mensalmente as transações de 7 milhões de consumidores, um volume financeiro de R$1,2 bilhão e 1,3% das contas de consumo pagas no país. A empresa já gera caixa e pretende usar os recursos na expansão da rede de agentes, na conclusão do processo de obtenção da licença de Instituição de Pagamento no Banco Central, e na criação de uma nova geração de APIs de serviços financeiros para permitir que fintechs criem experiências inovadoras para seus clientes.