O DGF Investimentos, um dos principais gestores de venture capital do país, consolida sua atuação como fomentador de negócios digitais e empresas de tecnologia focadas em inovação, com um portfólio atualmente de 25 companhias investidas e que deve se ampliar com o lançamento de um novo fundo, a partir de outubro, focado especialmente em empresas do segmento de Software as a Service, e cujo estudo prevê captação de US$ 50 milhões.

Em um momento bastante positivo para as empresas digitais e de tecnologia investidas pelo DGF, e também ao ecossistema de venture capital em geral, e a despeito do impacto da pandemia do coronavírus sobre o cenário econômico, o DGF contabiliza bons resultados nas empresas investidas – entre as quais Daitan, Resultados Digitais e Reclame Aqui, apenas para citar algumas -, por focar em negócios cuja demanda acelerou neste período, e que também vêm registrando expressivos índices de crescimento desde os aportes de capital por parte dos fundos do DGF.

Em seu histórico de duas décadas, o DGF já investiu em mais de 50 companhias e desinvestiu de 23, obtendo um retorno médio próximo a quatro vezes o capital investido. Até o final do ano, prevê outras saídas com previsão de retorno próximo a esses índices. Entre as empresas investidas, o crescimento agregado tem sido de 50% ao ano.

“Temos ajudado a alavancar o crescimento de negócios de grande potencial no segmento digital e de tecnologia, e a perspectiva para empresas neste perfil é muito positiva, em face da demanda crescente por serviços nesta área, inclusive em função da pandemia, em que a necessidade de rápida digitalização acentuou ainda mais a importância e o valor dos negócios em que o DGF investe”, destaca Sidney Chameh, sócio do DGF Investimentos. Ele explica que o DGF investe em empresas que, muitas vezes, estão criando novos nichos de mercado ou utilizando tecnologia para transformar os negócios tradicionais.

O novo fundo, em fase de definição, será o sétimo do DGF, e terá como foco empresas de Software as a Service (SaaS), em função das oportunidades e número de bons empreendedores neste segmento. “Além da qualidade dos empreendedores, o modelo de negócio em SaaS baseado em receita recorrente, margens elevadas e mercados de expansão, permite excelentes retornos com relativamente pouco capital aplicado. Ferramentas de software em nuvem são hoje imprescindíveis para qualquer empresa ganhar eficiência, reduzir custos ou ampliar a velocidade e a assertividade na tomada de decisão, com consequente aumento nas receitas. Tudo isso ficou ainda mais evidente em um contexto de trabalho remoto.”, observa Frederico Greve, sócio do DGF.

Seguindo o perfil de investimento do DGF até agora, o novo fundo deverá se concentrar em empresas da série A, com parte dos recursos em fases imediatamente anteriores e posteriores, ou seja, no início da curva de crescimento e também na aceleração das empresas. “É neste segmento que temos mais condições de apoiar o empreendedor”, destaca Chameh.

A atuação da empresa neste segmento ganhará ainda mais impulso com a chegada do novo sócio, Daniel Heise, empreendedor e investidor com cerca de 30 anos de experiência em negócios de tecnologia e na área financeira, destacadamente em empresas de Software as a Service, e que já mantém uma relação bem-sucedida com o DGF, marcada, entre outros pontos, pela apresentação, feita por Daniel ao DGF, da Resultados Digitais, um dos destaques do portfólio do DGF.

Na avaliação de Heise, o papel do DGF vai além do aporte do capital, e contar com a visão de pessoas experientes é de grande valor para as empresas investidas. “Empreendedores precisam mais do que capital. Poder conversar com quem passou pelo mesmo caminho, sofreu as mesmas dores, lutou com as dúvidas e emoções que essa trajetória demanda, tem um valor adicional muito relevante. Em geral, fala-se de histórias de sucesso, mas o dia a dia do empreendedor é muito desafiador e de grande responsabilidade, e o apoio pronto e efetivo faz um mundo de diferença”, afirma Daniel, ao observar que são varias as formas de “ajuda”, com respostas a diversas questões com as quais os líderes se deparam.

O desempenho das empresas investidas pelo DGF, portanto, é também resultado desse apoio. Entre as companhias investidas estão Daitan, desenvolvedora de software que exporta para as maiores empresas do Vale do Silício; Mosyle, edtech focada no mercado americano; Gesto, insurtech com foco no mercado corporativo; Reclame Aqui, plataforma independente de aproximação de consumidores e grandes corporações; Mercado Eletrônico, plataforma de compras corporativas; DrumWave especializada em análise/marketplace de dados; Axur, de cybersegurança; Sólides, HRTech; Plataforma Verde, de blockchain/rastreabilidade de resíduos sólidos; Stilingue, de AI e NLP;  e Resultados Digitais, plataforma RDStation para marketing digital, no modelo SaaS.

Em relação às empresas desinvestidas e respectivos retornos, destacam-se Grupo Direct – na qual Daniel Heise, novo sócio da DGF, foi um dos fundadores e cuja participação foi vendida para outro investidor financeiro; Mastersaf e Softway, ambas vendidas ao Grupo Thomson Reuters; DHC hoje parte da UOL e Logocenter, que hoje integra a TOTVS, a primeira empresa de tech aberta em bolsa no Brasil, entre várias outras. A mais recente saída dos fundos foi registrada em janeiro deste ano, de uma empresa fundada pelos mesmos sócios da Softway onde o DGF vendeu a maior parte de sua posição com um retorno de mais de 11 vezes o capital investido.