A SuperSim, fintech de microcrédito 100% online com foco nas classes C e D, acaba de levantar R$ 30 milhões em operação de securitização para financiar o crescimento da sua carteira de empréstimos, tendo a Navi como principal investidora. Essa foi a primeira captação de dívida securitizada da SuperSim, que planeja realizar outra operação semelhante, ainda maior, em 18 a 24 meses.

Também faz parte dos planos da fintech uma rodada de investimentos Série A antes do final do ano. Enquanto grande parte do mercado limitou a concessão de crédito, em um período bastante desafiador para esse segmento, o volume de empréstimos da SuperSim em junho quadruplicou em relação a abril deste ano. 

Para emprestar mais na crise, a SuperSim, que iniciou suas operações em 2019, lançou este ano o crédito com garantia do celular do cliente – uma forma também de controlar o risco de inadimplência. Idealizada para dizer mais “sim” do que toda a concorrência, a SuperSim atua para promover a inclusão financeira a brasileiros que estão ou estiveram negativados e que são negligenciados pelo sistema financeiro tradicional. Os valores do microcrédito vão de R$ 500 a R$ 2,5 mil.

“Quase nenhuma fintech liberou dinheiro para clientes novos, mas nós sim. Para maximizar a taxa de aceitação usamos o celular como garantia. Temos como missão a inclusão financeira que funciona na prática.”, explica Daniel Shteyn, presidente da empresa.

De acordo com Antonio Brito, CEO, a crise gerada pela pandemia acelerou a busca de milhões de pessoas ao microcrédito no Brasil. “O potencial de alcance da SuperSim, que já era grande, ficou ainda maior no cenário atual, em que muitas pessoas estão com emprego e renda afetados. Em julho fizemos em um mês o que demoramos quatro meses para fazer ano passado. Em novembro faremos em uma semana o mesmo volume de um mês”, pontua Brito. 

A SuperSim iniciou suas operações em setembro de 2019 e já fez milhares de empréstimos. Por meio de um avançado sistema de Inteligência Artificial proprietário, que cruza mais de mil pontos de dados externos e internos, é possível avaliar o risco de fraude, capacidade de pagamento e a vontade de pagar de cada cliente.

A cada empréstimo, o cliente cria um histórico dentro da plataforma. Com isso, o seu risco diminui, o que possibilita taxas mais atrativas e prazos maiores ao longo do tempo, desde que a sua capacidade de pagamento seja mantida. Há uma preocupação permanente com superendividamento. 

Entre os investidores da SuperSim estão Al Goldstein, criador de duas fintechs de crédito de grande porte dos EUA – a Enova e a Avant –, Bruno Balduccini, advogado do escritório Pinheiro Neto e apoiador de startups no Brasil, e o fundo Distrito Ventures.